15/10/2019
Público pode visitar Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
//Texto e foto: Reinaldo Diniz
Liberdade de criar e inovar. A arte contemporânea, desde o seu surgimento no século 20, permitiu que o artista pudesse explorar sua arte com os mais diferentes materiais e suportes. Com estilo marcante, ela tem um conceito, ideia e atitude. Suas principais características, como a interação do espectador com a obra e aproximação com a realidade do artista, podem ser apreciadas no 51° Salão de Arte Contemporânea (SAC) até o dia 16 de novembro, com entrada gratuita, na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, em Piracicaba (SP).
Para esta edição, o SAC recebeu a inscrição de 449 trabalhos, de 117 artistas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Sergipe, Amazonas e Rio Grande do Sul. Do montante, 142 obras, de 61 artistas foram selecionadas pelo Júri de Seleção e Premiação, formado por Elisabete Simão da Silva, Martha Simões Sarkozy e Norma Tenenholz Grinberg. “Posso salientar que este Salão tem uma vertente mais política, sombria e com expressões mais lúdicas. O artista cria suas obras a partir do momento em que ele vive”, diz Elizabete.
“Este salão tem uma importância, porque é um dos terceiros maiores Salões de Arte Contemporânea do Brasil”, diz o arte-educador e curador da mostra, Odair Demarchi, que assina a curadoria ao lado da artista plástica, Viviane Gibin.
Uma das obras que chama a atenção é da artista plástica Miriã Cavalcanti. Um trabalho interativo composto por uma pintura, que representa dois seres segurando uma coroa, e uma cadeira. Ao sentar-se neste segundo objeto, o espetador tem a ilusão de uma coroação sobre ele, segundo Miriã. “A grande fábrica de ilusões cria um número incontável de princesas e príncipes através da exaltação ao corpo e a glorif**ação do ser humano. Tudo isso é pura ilusão, êfemero, fugaz e findável o que represento com a coroa corrida pelo tempo e ferrugem, além dos corpos com craquelado”, salienta.
Demarchi lembra que o limite do tamanho da galeria da Pinacoteca influenciou na montagem e composição dos trabalhos. “A curadoria teve que pensar muito a respeito de como colocar cada obra sem que uma interfira com a outra, porque muitas obras do Salão podem comprometer na questão do respiro, que é quando há um espaço entre as obras para que o público veja somente uma”, lembra Demarchi.
Ao mesmo tempo em que houve este desafio, existe uma harmonização entre os trabalhos, de acordo com Viviane “Um quadro feito com borracha de câmera de pneu f**a ao lado de uma pintura, um objeto de fotografias, bonecos de madeira com figuras brancas e pretas e tudo vira uma grande sinfonia”, comenta.
A Pinacoteca Municipal Miguel Dutra f**a na rua Moraes Barros, 233, no Centro. Visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 13h às 17h. Informações: (19) 3433-4930.