Textos Jele Cabral

Textos Jele Cabral Meus textos, meus devaneios! Não pretendo agradar, apenas eternizar meus pensamentos. Nem tudo o que escrevo é sobre mim ✍️

O silêncio da minha casa é tão profundo que, juro, acabei de ouvir a gata bocejar, mesmo ela estando dormindo profundame...
29/08/2026

O silêncio da minha casa é tão profundo que, juro, acabei de ouvir a gata bocejar, mesmo ela estando dormindo profundamente no deque.
Estar sozinha e com tédio transforma qualquer pessoa sã em uma investigadora do nada.
Primeiro, tentei a clássica autossabotagem de abrir o armário de cinco em cinco minutos. É uma esperança mística, como se no intervalo entre uma checada e outra ele tivesse se autoabastecido com uma caixa de chocolate. Nada. Apenas a metade de um pacote de bolacha e outros alimentos que exigem uma chama do fogão acesa. Todos me encarando com a mesma melancolia que sinto na alma.
Resolvi, então, maratonar os cômodos. Descobri que a varanda está repleta de folhas e pó devido esse vento disgramado de agosto. Que raiva, tudo estava limpo pela manhã.
Estou assando, literalmente, aqui dentro, pois se eu abrir as portas e janelas, as ingratas folhas vão invadir o que resta de limpo. Que belo entretenimento eu tenho para um sábado, à tarde.
Para tentar mudar o clima, abri as redes sociais. Grande erro. Só aparecem vídeos de tragédias e eu estou de "s**o cheio" de bloquear. Enquanto isso, eu estou aqui, de pijama furado, cogitando seriamente dar um nome à uma planta só para ter com quem conversar. Acho que vai ser "Gisela". Gisela parece uma boa ouvinte.
O tédio tem dessas coisas: ele te faz lembrar de coisas que você não quer, uma delas é saber que não consigo gravar as letras das músicas, muito menos o nome delas.
Olho para o relógio. Passaram-se apenas sete minutos desde a última vez que olhei. Bom, Gisela, parece que a tarde vai ser longa.

do dia 29/08/26
Jele Cabral Jele Cabral II

Sou apenas uma mulher comum que ouso expôr minhas inspirações nas redes sociais. Alguns textos são melancólicos, mesmo a...
28/08/2026

Sou apenas uma mulher comum que ouso expôr minhas inspirações nas redes sociais. Alguns textos são melancólicos, mesmo assim, algumas pessoas se identificam com eles. Outros escritos são positivos e inspiram um grupo seleto de leitores.
Minha história é igual a de muitas pessoas, mas também diferente de outras, pois nasci na roça e moro em uma cidade pequena.
No momento estou passando por um "luto" interior em virtude da aposentadoria. Meus dias se arrastam e somente a limpeza do jardim me distrai.
Meus desejos estão sempre ficando enroscados nos desvios da vida e isso me deixa muito frustrada.
A maioria dos meus rabiscos
são sobre dores que não são minhas e não sei como elas vêm ao meu encontro. Talvez seja porque há alguém que não consegue colocar em palavras suas angústias e está esperando por eles.
Passar todos os dias arrancando os matinhos para afogar as mágoas tem lá suas vantagens. O problema é que, no ritmo que ando brigando com os intrusos dos meus canteiros e dando conselhos sentimentais às joaninhas 🐞, o meu próximo texto pode ser escrito por um pé de lavanda🪻. Ou ficarei plantada lá fora devido minhas dores nas costas.

Jele Cabral Jele Cabral II

... Tecelãs do espírito   Mulheres benditas curam pelo tom da voz e escuta atenta. São jardineiras de fendas, pois plant...
24/08/2026

... Tecelãs do espírito

Mulheres benditas curam pelo tom da voz e escuta atenta. São jardineiras de fendas, pois plantam flores nas rachaduras emocionais dos outros.

Elas têm o dom de curar o que os olhos não vêem, costurando assim os retalhos de almas partidas.

Mulheres benditas têm almas antigas de seus ancestrais e usam esses aprendizados para curar outras almas feridas e doentes.

Seu colo é o abrigo perfeito para o choro alheio e, com suas mãos abençoadas, lavam a poeira e o cansaço do espírito de outras pessoas sofredoras.

Essas mulheres curadoras são faróis da noite interna, pois guiam quem se perdeu na própria escuridão.

Jele Cabral Jele Cabral II

Levantem-se, mães antigas do meu sangue, venham além do tempo e do esquecimento. Que as vossas saias pesadas de poeira d...
20/08/2026

Levantem-se, mães antigas do meu sangue, venham além do tempo e do esquecimento.

Que as vossas saias pesadas de poeira dancem de novo no sopro do vento.

Venham todas, sobreviventes dos dias mais cinzas e das noites mais longas e agoniantes.

Tragam as rezas, os panos, as dádivas e curem a dor que trago no peito.

Estendam as mãos que o tempo marcou, rompam o silêncio de eras atrás.

Acolham o pranto que agora transborda, tragam-me o colo, a força e a sabedoria.

Enxuguem as lágrimas deste meu rosto com os vossos mantos de fiações puras.

Sussurrem segredos de quem já venceu e curem em mim as velhas amarguras.

Que a vossa linhagem de dores antigas se faça em mim fortaleza e esperança.

Levantem-se todas, benditas mulheres, e guiem meus passos incertos.

Jele Cabral Jele Cabral II

...O ondular dos cabelos Os fios livres.Uma dança invisível entre a pele e a brisa.  A maquiagem retocada.O corpo etéreo...
06/08/2026

...O ondular dos cabelos

Os fios livres.

Uma dança invisível entre a pele e a brisa.

A maquiagem retocada.

O corpo etéreo.

A alma leve.

Os gritos silenciados.

Fantasmas superados.

Parece que quem decide o destino é o vento,
mas na verdade
é o eu lírico
agarrado à liberdade.

Jele Cabral Jele Cabral II
🇧🇷

... A rigidez do passoO limiar do portãoé o isolamento entre dois mundos. Onde a minha rigidez impede de cruzaresse esta...
01/08/2026

... A rigidez do passo
O limiar do portão
é o isolamento entre dois mundos.

Onde a minha rigidez impede de cruzar
esse estado de espírito.

Não sei se é o ranger metálico
ou o estalo do trinco
que aprisiona meus cabelos ao vento
nesse conforto torto da solidão.

O ferrolho range, mas não cede.
Entre o cofre dos meus segredos
sei que é um erro permanecer
nesse santuário protetor.

Jele Cabral Jele Cabral II
🇧🇷

🩷🩵O amor tem passos mansos O amor não envelhece  O amor amadurece  O amor é calmaria  O amor tem a graça dos lírios do c...
07/07/2026

🩷🩵O amor tem passos mansos
O amor não envelhece
O amor amadurece
O amor é calmaria
O amor tem a graça dos lírios do campo que crescem na relva com facilidade
O amor tem uma beleza silenciosa e, tal qual a flor, não ostenta, ele é despretensioso
O amor se v***a com a brisa diária, mas não sucumbe, assim como a própria flor, brota inesperadamente em todo o seu esplendor
O amor conhece as imperfeições do outro, como o som da sua risada, o cheiro que exala pela casa e os diferentes olhares
"Nem Salomão em toda sua glória", brilha mais que a pessoa amada

Jele Cabral Jele Cabral II
🇧🇷
Da página Textos Jele Cabral

Muitos de nós nascemos com mãos de fadas e temos o dom de curar outras pessoas que têm feridas que não só lhes rasgaram ...
15/06/2026

Muitos de nós nascemos com mãos de fadas e temos o dom de curar outras pessoas que têm feridas que não só lhes rasgaram a pele como a alma.
Esse processo de cura é como bordar uma peça de roupa com carinho e respeito pelas suas dores, sussurrando sonhos em seus ouvidos.
Cada ponto, bordado com fios de amor, transforma lágrimas em esperança.

Jele Cabral Jele Cabral II

Da página Textos Jele Cabral 🇧🇷

Na fria madrugada, afasto os " fantasmas" que habitam minha mente e, somente, em companhia do silêncio da casa, ouço o c...
31/05/2026

Na fria madrugada, afasto os " fantasmas" que habitam minha mente e, somente, em companhia do silêncio da casa, ouço o cantar dos grilos e dos sininhos dos ventos, que tocam lá fora, sinalizando que começou a ventar.
O balanço suave das folhas chega até meus ouvidos atentos e observo que, rapidamente, essas também ficam mais agitadas.
Então o barulho da chuva me abraça e, como a mão carinhosa de uma mãe, dissipa a agitação dentro de mim. Recebo esse novo dia em paz.

Jele Cabral Jele Cabral II
🇧🇷

O mês de maio é tempo de lembrar que existe uma coragem nas MÃES, que nunca as deixou de persistir, mesmo quando tentara...
05/05/2026

O mês de maio é tempo de lembrar que existe uma coragem nas MÃES, que nunca as deixou de persistir, mesmo quando tentaram impedir seus passos.

Mães que aprenderam a resistir em silêncio, a reconstruir caminhos, a preservar sua identidade e a manter viva sua fé que atravessa gerações.

A história dessas mulheres é feita de força e bravura. É feita de quem precisou seguir adiante mesmo sob "as garras do patriarcado", do preconceito e da incompreensão.

Ainda assim, essas mulheres, mesmo quando desamparadas, mantiveram suas canções de ninar, seus chás, sua espiritualidade e determinação para criar seus filhos.

Há uma dignidade profunda no caminhar das mães, uma valentia silenciosa que não se rende, que não se apaga, que permanece.

Falar sobre as MÃES é falar de tradição, de honra às raízes e de busca por liberdade.

É reconhecer que carregam uma força descomunal, uma cultura rica, cheia de sabedoria ancestral, onde cada gesto, cada conselho e cada costume tem uma história e uma memória.

Que o Dia das MÃES seja um momento de reflexão, que o respeito seja prioridade e a valorização dos seus sacrifícios.

Que todas as MÃES se sintam amadas e abraçadas, todos os dias, por sua trajetória de luta e amor.

Jele Cabral Jele Cabral II
🇧🇷

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