08/01/2026
As imagens da depredação das sedes dos Três Poderes da República, ocorrida em 8 de janeiro de 2023, completam três anos nesta quinta-feira (8). O episódio correu o mundo e entrou para a história como uma das páginas mais dramáticas e sombrias da trajetória da democracia brasileira.
Naquela tarde nublada de domingo, em Brasília, milhares de apoiadores do então ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas urnas dois meses antes, marcharam pela Esplanada dos Ministérios, romperam um bloqueio policial e invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), destruindo tudo o que encontravam pelo caminho.
O ataque reafirmava um pedido que já ecoava em segmentos extremistas da sociedade: a defesa de um golpe de Estado para depor o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito democraticamente e empossado havia apenas uma semana.
A invasão representou o marco culminante da chamada trama golpista, um conjunto de atos e movimentações – alguns articulados entre si, outros mais isolados – que tinham como objetivo final romper a ordem democrática e manter o grupo bolsonarista no poder.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que levou à condenação de Jair Bolsonaro e aliados no STF, o plano de ruptura começou a ser delineado ainda em 2021, poucos dias após Lula recuperar sua elegibilidade.
A partir daquele momento, o núcleo da organização criminosa passou a cogitar que o então presidente da República afrontasse e desobedecesse decisões do Supremo Tribunal Federal e defendesse a deslegitimação do processo eleitoral brasileiro em caso de derrota.
Com a confirmação da derrota eleitoral de Bolsonaro no pleito de 30 de outubro de 2022, uma sequência de episódios passou a se espalhar pelo país, incluindo protestos golpistas, atos de violência e ações de cunho terrorista.
Foto: Joédson Alves/Agencia Brasil *lv
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