17/06/2026
MARAVILHOSA! 👏🏻
Durante sua participação no podcast "VidaLonga", a artista revisitou seu período como grande ícone s*xual, no início da carreira.
Poderia ter sido uma carreira apoiada em uma bunda? Poderia, mas eu optei por não. Me lembro do dia que pensei isso: estava fazendo Viva o Gordo, programa com Jô Soares, onde comecei na TV, e eu era uma das 'gostosas' do programa, porque era assim que funcionava, e pensei: 'Eu quero ser um s*x symbol? Minha carreira vai acabar aos 30 anos. Ou eu quero ser uma atriz, que até os 95 anos, vou estar representando? Eu quero ser uma atriz".
"Mas ninguém vai acreditar que eu tenho talento, porque sou bonita, sou grande, sou s*xy", teria pensado, na época. E reforçou: "Bundas geralmente não têm talento -- na cabeça das pessoas retrógradas dos anos 80 --, e uma mulher bonita não pode ser comediante. Só é comediante quem é feia. Vou ter que usar a minha bunda ao meu favor para conseguir chegar onde eu quero -- e assim eu fiz. Usei na verdade o meu physique, que era uma mulher diferente, muito grande, muito vistosa, para conseguir os papéis para me mostrar como atriz, me aperfeiçoando cada vez mais, até eu fazer o Tonhão, na TV Pirata".
"Usei tudo isso até chegar no Tonhão. Me lembro que Guel Arraes, diretor do programa, disse para mim: 'Quero que você faça outro papel, da Louise Cardoso, da Dondoca'. Falei: 'Não, deixa eu fazer a sapatona, pelo amor de Deus!'. Ele falou: 'Mas você é um símbolo s*xual'. [Respondi:] 'E daí? Justamente por isso. Quero desconstruir, quero fazer [isso]. De tanto insistir, ele falou: 'Tá bom, Claudia. Faz o Tonhão!'", complementou.
E concluiu: "Então, eu usei minha bunda, não vou mentir não. Usei estrategicamente a minha bunda. Mas, depois, ela virou apenas um acessório".
📷 Imagem Reprodução: Internet / Instagram