21/07/2025
O jovem príncipe Vlad III é feito refém pelo sultão Maomé II para garantir a lealdade de seu pai, o soberano da Valáquia. Quando seu genitor é traído por nobres do próprio país e morre em suas mãos, Vlad assume o trono e inicia uma guerra sanguinária contra seus inimigos, tanto os invasores de sua terra, vindos do poderoso Império Otomano, quanto compatriotas que não o querem no poder. Mas a frieza e a crueldade de Vlad logo o transformariam em um mito... que cresceria ainda mais após a sua morte.
Roy Thomas tece uma interessante biografia do homem por trás da lenda, mostrando como, desde criança, Vlad já via a violência como forma de poder e como as intrigas pelo trono da Valáquia moldaram o governante pelo que seria conhecido. Ainda assim, a HQ tem uma pressa considerável para contar sua história e importantes eventos e desdobramentos ficam sem seu devido aprofundamento. Algumas partes à mais mostrando o desenvolvimentos dos inimigos de Vlad ou mesmo um contexto melhor sobre o a origem do vampiro poderiam encorpar a narrativa e dar ainda mais substância para a história. Mas se falta profundida no texto de Roy Thomas, a arte de Esteban Maroto supri com maestria esse gargalo, nos presenteando com imagens impactantes que enaltecem o ego de Vlad enquanto dão vida à seus horrores. O destino dos nobres que traíram seu pai e seu irmão é de uma beleza cruel que exalta o porque Vlad ficou imortalizado como O Empalador.
Com uma arte absurda e uma história deliciosamente sangrenta, Roy Thomas e Esteban Maroto analisam a história real por trás da lenda de Vlad, muito antes de ser reconhecido como Dracula, um governante impiedoso, considerado herói pelo seu povo e um demônio por seus inimigos e, mesmo a narrativa tendo pouca profundidade sobre a vida do Empalador e seus algozes, é impossível ficar indiferente à arte de Maroto e a violência imposta pelo Príncipe da Valáquia que honra o nome da Dracula.