02/06/2026
A antiga Destilaria Central de Alagoas (DCA) utilizava intensamente a malha ferroviária para distribuir álcool a diversos estados do Nordeste, com destaque para Pernambuco, Ceará e Maranhão. Segundo relatos de ex-funcionários, diariamente partiam composições carregadas com o produto, evidenciando a importância da ferrovia para o escoamento da produção da destilaria.
Trabalhadores que atuaram na operação ferroviária da época lembram que os embarques eram frequentes e faziam parte da rotina da cidade. A estação ferroviária de Lourenço de Albuquerque, em Rio Largo, desempenhava papel fundamental nessa logística, tornando-se um ponto estratégico para a movimentação de mercadorias e integrando a linha férrea ao cotidiano da população.
O açúcar era transportado, em sua maioria, em sacos de juta ou algodão com capacidade aproximada de 60 quilos. Para essa carga, eram utilizados principalmente vagões fechados, que ofereciam proteção contra a chuva e outras intempéries. Já o álcool seguia um sistema diferente, sendo transportado em vagões-tanque de aço especialmente projetados para esse tipo de produto.
Na década de 1960, Rio Largo consolidava-se como um importante polo industrial de Alagoas. A cidade cresceu em estreita relação com a ferrovia e com as grandes unidades produtivas instaladas em seu território. Fábricas de tecidos, usinas e a própria Destilaria Central de Alagoas formavam um conjunto industrial que impulsionava a economia local, enquanto os trilhos serviam como elo essencial entre a produção e os mercados consumidores da região Nordeste.
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