10/09/2026
Marcus Vinicius Gonçalves da Silva, de 32 anos, foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, em um condomínio na Zona Oeste de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira, 7 de setembro de 2026.
A colega de apartamento, Amanda Carla da Silva, de 22 anos, foi presa em flagrante. Segundo o depoimento dela, os dois se conheciam havia cerca de dois meses e decidiram dividir o imóvel para reduzir as despesas. Amanda afirmou que não mantinha um relacionamento amoroso com Marcus.
De acordo com a versão apresentada pela jovem, ela havia saído do apartamento e, ao retornar, encontrou Marcus sentado em sua cama segurando um objeto cortante. Amanda disse que ele avançou em sua direção e que ela conseguiu empurrá-lo para fora do quarto.
Ainda segundo o relato, Marcus teria impedido que ela fechasse a porta. Amanda afirmou que pegou um objeto que estava embaixo do travesseiro e atingiu o colega. Ela disse não saber quantas vezes o golpeou.
Marcus teria corrido para a sala e, pouco depois, voltado com um ferimento grave no pescoço. Ele caiu perto da entrada do apartamento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas a equipe encontrou o homem já sem vida.
Quando os policiais chegaram ao condomínio, Amanda estava sentada no corredor, chorando. Os agentes encontraram vestígios nas mãos, no rosto e nas roupas dela. Dois objetos próximos ao corpo de Marcus foram apreendidos e encaminhados para perícia.
A polícia também passou a analisar possíveis contradições no depoimento da jovem. Em um primeiro momento, Amanda teria dito que reagiu depois de Marcus avançar contra ela. Em outro relato, afirmou que ele havia provocado o ferimento. Durante o interrogatório, voltou a dizer que agiu para se defender.
Câmeras de segurança do condomínio registraram Amanda circulando pelo corredor antes e depois do ocorrido. Segundo uma reportagem local, por volta de 0h30, cerca de 45 minutos antes da chegada da polícia, ela aparece saindo do apartamento com um objeto na mão.
Os celulares de Amanda e Marcus também foram apreendidos. A Polícia Civil deve cruzar as imagens, os laudos periciais, os depoimentos e os demais elementos reunidos na investigação.
A prisão em flagrante de Amanda foi convertida em prisão preventiva pela Justiça, e ela permaneceu presa.