03/06/2026
“VOU DUAS, TRÊS VEZES POR SEMANA”, DIZ DONO DE LAVA-JATO NOMEADO NA CASA CIVIL
Um caso envolvendo cargos comissionados no governo do Estado do Rio de Janeiro ganhou repercussão após uma reportagem revelar a situação de William Alves de Souza Júnior, conhecido como "William Bomba".
Nomeado para a Secretaria de Estado da Casa Civil durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro, William afirmou ao jornalista Ruben Berta que comparecia ao órgão “duas, três vezes por semana” e conciliava a função pública com a administração de seu próprio lava-jato, em Nova Iguaçu.
Segundo a reportagem, ele ocupava um cargo com salário de R$10 mil e jornada semanal de 40 horas.
Durante a entrevista, William disse ter chegado ao posto por indicação de um assessor do deputado estadual Felipinho Ravis.
Ainda de acordo com a apuração, William afirmou que trabalhava com atividades relacionadas a recursos humanos, contratos e planilhas, mas declarou que ainda estava aprendendo as funções e que não sabia exatamente o valor do próprio salário.
O caso integra uma investigação sobre nomeações de cargos comissionados ligados ao deputado ou a aliados na Casa Civil. Conforme a reportagem, ao menos 24 pessoas foram nomeadas em poucos dias, gerando um custo superior a R$260 mil apenas nos contracheques de março.
A atual gestão estadual informou que todos os nomeados citados na reportagem foram exonerados e que auditorias e processos administrativos foram iniciados para apurar as contratações.
💬 Você acredita que critérios mais rígidos deveriam ser exigidos para ocupação de cargos comissionados no serviço público?
Por: Gabriela Mattos