11/09/2026
DO IMPASSE |📰
Força-tarefa da Prefeitura PM e MP limpam 'lixão Clandestino" no Residencial Parque das Acácias em Monte Alegre/MG
Após anos de cobranças da população e com aval do Ministério Público, a operação histórica em Monte Alegre de Minas mobilizou maquinário pesado e dezenas de Servidores Públicos para desmantelar depósito clandestino de recicláveis.
Uma resposta drástica a um problema arrastado por anos.
A Prefeitura de Monte Alegre de Minas deflagrou, nesta Quarta-Feira (10), uma mega operação para erradicar um lixão clandestino acumulado em uma residência no bairro Parque das Acácias à alguns anos .
A intervenção, já havia sido cobrada inclusive pela Câmara Municipal — exigiu uma verdadeira força-tarefa.
Após vizinhos conviverem por anos com riscos à saúde e à segurança.Para romper a barreira da propriedade privada, o município obteve uma autorização do Ministério Público.
A ação foi apoiada pela Polícia Militar e envolveu equipes pesadas de limpeza urbana.
ESGOTAMENTO DAS VIAS ADMINISTRATIVAS:
A ação drástica foi o último recurso do município.
Segundo à administração municipal, tentou resolver o impasse por meio de diálogo, notificações frequentes e multas baseadas no Código de Posturas Municipal.
Nenhuma das tentativas surtiu efeito.“Somente após a autorização do Ministério Público a Prefeitura pôde agir”, explicou a Sra Soraya Oliveira, responsável fiscal do município.
Reforçando que a invasão do perímetro residencial dependia estritamente desse respaldo jurídico
A dimensão da sujeira acumulada impressionou até mesmo os servidores mais experientes.
Sendo classificada como uma das maiores operações de limpeza da história da cidade.
O morador chegou a escavar o solo da propriedade para conseguir empilhar mais resíduos e entulhos.
Para limpar a área em um único dia de trabalho intenso, foi necessária uma estrutura de grande porte:
•16 Servidores Públicos na linha de frente
•03 Caminhões
•01 Retroescavadeira
•01 Pá carregadeira para a remoção pesada.
•Diversas ferramentas de apoio.
DESTINAÇÃO EEM PRAZO LEGAL:
As toneladas de materiais recolhidos não foram descartadas no lixo comum.
O volume foi transferido para um barracão da Prefeitura Municipal, onde permanecerá guardado pelo prazo legal de 90 dias.
Caso não seja reivindicado adequadamente dentro das normas vigentes, o material será destinado em sua totalidade para a equipe de Reciclagem local.
POR QUE DEMOROU ?
Embora a vizinhança cobrasse agilidade, a Prefeitura ressaltou que a aparente demora não foi omissão, mas sim, a obrigação de seguir os trâmites legais do processo.
Por se tratar de um imóvel particular, a entrada forçada sem autorização judicial anularia o processo e geraria penalidades para o próprio Município.
A partir do momento, foi realizada com o aval do Ministério Público, a força-tarefa resolveu o problema de forma definitiva, segura e rigorosamente dentro da lei.
A ação foi apoiada pela POLÍCIA MILITAR e MINISTÉRIO PÚBLICO, envolvendo as equipes do Departamento Municipal de Limpezas Pública.
Após anos de convivência com pragas e mau cheiro com dores muito fortes, o drama da vizinhança próximo da residência, sofriam diariamente com as consequências do acúmulo Insetos.
Ratos, escorpiões e o medo constante da dengue faziam parte da rotina dos moradores e frequentadores do residencial Parque das Acácias, que já não sabiam mais a quem recorrer."
" A gente não conseguia abrir as janelas de casa por causa do mau cheiro e das moscas.
Era um desespero total, principalmente para quem tem criança pequena.
Foram anos cobrando e vendo a situação piorar cada vez mais.
Parecia que ninguém ia resolver."— Maria do Carmo Silva, dona de casa e vizinha do imóvel.
ALÍVIO E AGRADECIMENTO:
Com a chegada das maquinas e das equipes de limpeza, o sentimento de revolta da comunidade deu lugar ao alívio e à gratidão pelo fim do problema que parecia crônico.
"Quando vimos os caminhões da prefeitura e a polícia chegando, foi um alívio indescritível.
Agradecemos muito à prefeitura e à justiça por finalmente olharem por nós. Agora sim vamos ter paz e dignidade para morar aqui."— Antônio Carlos Souza, aposentado.