09/01/2026
A Bíblia é direta e não deixa espaço para interpretações confortáveis quando trata da língua, porque ela revela nível de governo espiritual; está escrito que “quem guarda a sua boca preserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios vem a ruína” (Provérbios 13:3), mostrando que muitas perdas não acontecem por falta de oração ou de capacidade, mas por excesso de fala, por explicar demais, por se expor além do que o processo comporta; o mesmo livro afirma que “na multidão de palavras não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente” (Provérbios 10:19), confrontando a ideia de que falar tudo o que pensa é virtude, quando na verdade é imaturidade; a Escritura ainda ensina que “o coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos ímpios derrama em abundância” (Provérbios 15:28), deixando claro que quem anda com Deus pensa antes de falar, enquanto quem não governa a língua reage, expõe e se compromete; no Novo Testamento o confronto se intensifica quando está escrito que “se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz também de refrear todo o corpo” (Tiago 3:2), revelando que não dominar a língua é sinal de falta de maturidade espiritual, por mais que a pessoa conheça a Bíblia ou frequente ambientes religiosos; Tiago ainda declara que “a língua é um fogo, mundo de iniquidade” (Tiago 3:6), porque ela tem poder de contaminar destinos inteiros; Jesus confirma esse princípio ao afirmar que “a boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6:45), mostrando que falar demais expõe desordens internas que ainda não foram tratadas; por isso a Bíblia não romantiza desabafo, nem espiritualiza falta de discrição, mas ensina que há tempo de falar e tempo de calar (Eclesiastes 3:7), e quem ignora esse tempo perde oportunidades, credibilidade e confiança, não porque Deus falhou, mas porque a própria boca falou além do que o caráter podia sustentar.