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12/06/2026

Mensagem de Elon Musk primeiro trilionário da história, durante o lançamento da SpaceX na bolsa (IPO na Nasdaq):

"Sempre penso nisso. Sempre há problemas na Terra. Sempre há coisas que desejamos que sejam melhores, que queremos resolver na Terra, e devemos resolvê-las. Mas também tem que haver coisas que te deixem animado com o futuro, que te façam feliz em acordar de manhã, porque você mal pode esperar para ver o que acontece em seguida. É esse o futuro que a SpaceX quer trazer para você."

A Nigéria matou mais de 13.000 "terroristas" no último ano, afirmou o presidente Bola Tinubu nesta sexta-feira, acrescen...
12/06/2026

A Nigéria matou mais de 13.000 "terroristas" no último ano, afirmou o presidente Bola Tinubu nesta sexta-feira, acrescentando que o número de mortos pela insurgência jihadista no país caiu 81% desde que ele assumiu o poder em 2023.

"Mais de 13.000 terroristas foram neutralizados no último ano", disse Tinubu, sem especificar se se referia a 2025 ou aos 12 meses anteriores.

Ele também afirmou que mais de "124 mil combatentes e seus dependentes depuseram as armas desde 2023 por meio da Operação Corredor Seguro".

O país mais populoso da África enfrenta uma longa insurgência jihadista em suas regiões do norte, agravada pela infiltração de militantes do Sahel e por gangues de "bandidos" não ideológicos.

A insurgência, que deu origem a vários grupos armados, matou dezenas de milhares de pessoas e deslocou milhões desde que começou em 2009 com uma revolta do grupo jihadista Boko Haram.

A crise também foi agravada por violentos confrontos entre agricultores e pastores em partes das regiões nordeste e central, enquanto a agitação separatista continua no sudeste e sequestros desenfreados para resgate assolam as regiões noroeste e central do país.

Os distúrbios estão se aproximando da região sudoeste, relativamente mais segura, onde mais de 40 alunos e professores foram retirados de suas escolas no estado de Oyo, em maio.

A estreia da SpaceX na Nasdaq confirmou Elon Musk como o primeiro trilionário do mundo, com uma fortuna estimada em US$ ...
12/06/2026

A estreia da SpaceX na Nasdaq confirmou Elon Musk como o primeiro trilionário do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 1,1 trilhão.

O que aconteceu
O empresário Elon Musk atingiu a marca de primeiro trilionário do mundo após a entrada da SpaceX na Nasdaq. A estimativa de sua fortuna é de US$ 1,1 trilhão, de acordo com levantamento da revista Forbes.

Marca acontece após alta de ações na estreia na Bolsa. As ações da empresa de tecnologia e inteligência artificial subiram mais de 21% no início do pregão, elevando a fortuna estimada de Musk para mais de um trilhão de dólares. Musk tem atualmente 12% das ações ordinárias da SpaceX e cerca de 94% das ações classe B (cada uma com 10 votos), segundo um documento apresentado à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos).

O patrimônio de Musk é quase quatro vezes maior que o do segundo colocado da lista. O ex-diretor executivo do Google, Larry Page, ocupa a segunda posição mundial com US$ 294,8 bilhões.

O agora trilionário lidera seis grandes empresas de tecnologia e infraestrutura atualmente. Ele fundou a SpaceX em 2002 e a Tesla em 2003, que foi a primeira montadora americana a negociar ações na Bolsa desde 1956. O empresário também detém cerca de 12% da fabricante de carros elétricos Tesla, cuja capitalização de mercado está atualmente em cerca de US$ 1,58 trilhão, e outros tipos de ações em demais companhias.

A trajetória e a origem da riqueza de Musk
A origem de sua fortuna tem ligação com a exploração de esmeraldas. Seu pai, Errol Musk, trabalhava com mineração na África do Sul, país onde o empresário nasceu e aprendeu a programar sozinho na infância.

Musk estudou economia e física antes de abrir sua primeira startup. Ele criou a Zip2 com o irmão usando capital do pai e, após a venda do negócio, fundou o banco digital que deu origem ao PayPal.

O empresário enfrentou graves dificuldades financeiras após se divorciar em 2008. Musk declarou na época que "ficou sem dinheiro", mas se recuperou nos anos seguintes e comprou a rede social X por US$ 44 bilhões.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Geneb...
12/06/2026

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de "Declaração de Islamabad", em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

O que o Irã diz?
A agência de notícias estatal iraniana IRNA informou que após várias rodadas de revisões, um acordo provisório com os Estados Unidos "chegou efetivamente à sua fase final", baseado na proposta de 14 pontos do Irã.

Saiba o que os veículos de comunicação iranianos, incluindo a IRNA e a agência de notícias semioficial Mehr, estão dizendo sobre a minuta do acordo provisório:

O documento aborda o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os EUA se comprometeriam a "compelir Israel" a encerrar as hostilidades em Beirute caso o acordo seja assinado
Em relação à questão nuclear, o Irã não assumirá novos compromissos imediatamente e participará de negociações nucleares apenas durante o período de 60 dias após à assinatura do documento, "dentro da estrutura de seus princípios fundamentais", incluindo seu direito ao enriquecimento de urânio
Sobre o Estreito de Ormuz, veículos de imprensa iranianos enfatizaram que Teerã não se comprometeria a ceder a gestão do estreito nem a "restaurar as condições" ao seu status pré-guerra
O memorando discute apenas "a normalização do tráfego marítimo" na hidrovia e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Os EUA não teriam qualquer participação na gestão do estreito, que seria coordenada apenas regionalmente com as nações costeiras
Em relação aos ativos congelados do Irã, o acordo exigiria a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados – metade dos quais deve ser disponibilizada imediatamente após a assinatura
A agência de notícias IRNA informou que a minuta do documento afirma que o Irã “obteve garantias específicas de terceiros” quanto ao pagamento final
Sobre as reparações de guerra, a agência Mehr afirmou que o documento inclui um plano de reconstrução para o Irã totalizando pelo menos US$ 300 bilhões. A agência IRNA informou que o mecanismo específico de implementação será negociado durante os 60 dias
Sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e seus aliados, a Mehr disse que houve uma “remoção definitiva” desses tópicos
Enquanto isso, a agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que o texto “ainda precisa ser revisado e finalizado pelas instituições competentes no Irã”
Pontos do acordo
Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado "o mais alto nível da liderança iraniana" e após a aprovação dos "pontos finais" de um possível acordo.

Mais tarde, em um evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento. "Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver", afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam "encerrado a guerra" com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje [...] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Recandidatura de João Lourenço à liderança do MPLA reacende o debate sobre uma possível bicefalia do poder em Angola apó...
12/06/2026

Recandidatura de João Lourenço à liderança do MPLA reacende o debate sobre uma possível bicefalia do poder em Angola após 2027. Analista Luís Jimbo alerta para riscos ligados à forte ligação entre partido e presidência.

A proposta de recandidatura de João Lourenço à presidência do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) chegou esta segunda-feira (11.05), à subcomissão de candidaturas do IX congresso ordinário, que terá lugar a 9 e 10 de dezembro.

Em entrevista à DW, Luís Jimbo, analista político e especialista em eleições em Angola, considera que o debate sobre uma eventual "bicefalia" do poder em Angola após 2027 resulta das características "atípicas" do atual sistema político angolano.

Em declarações sobre a possibilidade de João Lourenço permanecer na liderança do MPLA depois das próximas eleições gerais, Jimbo admitiu que o cenário pode representar uma ameaça de dualidade de poder, sobretudo devido à forte ligação entre o partido governante e o exercício da função presidencial.

DW África: O atual cenário significa que Angola pode estar prestes a enfrentar uma dualidade de poder?

Luís Jimbo (LJ): Esta imagem de bicefalia, esta ideia que se está a criar de bicefalia, parece que tem de ser mesmo assim. Não necessariamente. Hoje há uma ameaça da bicefalia porque temos leis dos estatutos do partido do MPLA que condicionam o Presidente da República a ser, vamos dizer, a seguir o partido, mas o sistema democrático oferece soluções mais estáveis. Aliás, por isso é que dizemos que o nosso sistema é atípico; porque a forma de eleger o presidente da república não é uma forma típica, não é uma forma normal. E é só expurgar esta forma típica, irmos para uma forma normal, que estas questões de bicefalia caem por terra.

E veja-se que o candidato da UNITA, a Adalberto Costa Júnior, diz sempre nas suas candidaturas que se for eleito Presidente da República, deixa de ser presidente da UNITA. Então, este é um desafio que se coloca ao nosso sistema político, mas que é necessário o MPLA dar este passo de não partidarização do Estado e que pela primeira vez em Angola se desenha termos um chefe de Estado que não é presidente de um partido político, seja qual forem os resultados eleitorais, é uma mudança muito profunda para os desafios da democracia.

DW África: Passando agora para a questão das candidaturas dentro do próprio MPLA, o aparecimento de múltiplas candidaturas à liderança do MPLA, incluindo Higino Carneiro, António Venâncio, José Carlos de Almeida e possivelmente Irene Neto, representa uma democratização interna do partido ou apenas uma abertura controlada pelo aparelho do partido?

LJ: Representa as duas coisas. De um lado, não diria abertura, mas sabe-se que o Presidente João Lourenço, enquanto presidente do MPLA, cedeu à pressão, gosto de dizer, do engenheiro Venâncio, que sempre colocou em causa os congressos do MPLA por não respeitar ou publicitar o processo de apresentação de candidaturas. O que acontece é que o MPLA abriu-se a este processo e estamos lá mais uma vez. A questão não é só de sucessão, a questão é de reformar o próprio MPLA nos procedimentos e nos valores da democracia. Pela primeira vez, o MPLA criou uma comissão eleitoral no tempo que deve criar, convocou as eleições, convocou o congresso, publicitou os requisitos para quem quiser apresentar as suas candidaturas e neste aspecto, sim, é um passo de abertura democrática.

Mas, por outro lado, também está a permitir que vozes que têm ideias diferentes, ideias políticas diferentes de como deve ser conduzido o MPLA e o partido se apresentem como aputativos candidatos. E aqui, o desafio do MPLA é se estas ideias diferentes e daqueles que querem fazer destas ideias um caminho político do MPLA iriam colocar em causa a unidade interna do partido. Assistimos, pelo menos no ano passado, a uma ameaça a esta questão, quando ouvimos o presidente do MPLA dizer publicamente que no MPLA não há supergenerais, quando o ouvimos novamente a reiterar que ele tem de passar a alguém que está mais fresco do que ele e não alguém que está "ofegante", cansado. Essa dissonância, esta abertura criou alguma fissura. Ainda me recordo, o presidente do MPLA disse que os mais velhos não podem tomar decisões sem o consentimento do Presidente.

Isto tudo foram indicadores de que, a nível interno, havia posições diferentes sobre a forma como a política interna do partido estava a ser dirigida. Mas agora houve a apresentação da candidatura da sua sucessão e com a apresentação de mais de 11 mil assinantes, com a manifestação de apoio do comité ou do bureau político. Pelo menos estava aguardado que a unidade é maior em volta do Presidente João Lourenço do que das vozes que se apresentam em contrário.

As estruturas de decisão e de apoio do partido estão alinhadas à mensagem do atual líder do MPLA. E não é preciso fazer muita análise para ver que a consolidação da vitória do Presidente atual, João Lourenço, no MPLA, se vai consagrar. Para mim, o mais interessante é discutir a análise da sua moção estratégica e o impacto que isto vai ter para as eleições de 2027 e sobre a reforma que o país precisa nesta relação partido-Estado e a relação entre o chefe de Estado e o partido maioritário.

DW África: Que impacto poderá ter este congresso do MPLA na preparação para as eleições de 2027? O partido entra fortalecido ou vulnerável com este novo ciclo?

LJ: Esta é uma questão muito interessante porque o partido só vai entrar fortalecido se haver múltiplas candidaturas e se, no final, houver espírito de unidade neste processo eleitoral. Ou seja, se terminar com um abraço entre o engenheiro Venâncio, o general Higino Carneiro e João Lourenço, se terminar com um abraço entre os três - e aqui ainda estamos numa circunstância em que os dois outros não apresentaram candidaturas. Mas mesmo que não venham a apresentar, se houver uma mensagem de unidade e coesão do partido entre esses três dos objetivos de 2027 para as eleições, obviamente que o partido sairá coeso e muito mais forte para a campanha de 2027.

A questão é que os outros partidos, principalmente a UNITA e o PRA-JÁ, que são fortes competidores do MPLA, vão fazer proveitos não só de mensagem, mas também destes atores. Por exemplo, já assistimos a isto em 2022, quando a FPU, liderada pela UNITA, cooptou segmentos do MPLA, pessoas que eram membros do MPLA com bastante visibilidade, mas no descontentamento do combate à corrupção de alguns e outros que por outras questões que não concordavam com o MPLA, foram cooptados pela Frente Patriótica Unida (FPU).

Este é o desafio que tem o MPLA, de conseguir abrir-se à democracia interna, como está a fazê-lo, mas no final manter a coesão e a unidade para que o congresso, felizmente e infelizmente, aconteça em sempre menos de um ano das eleições. Ao passo que a UNITA, que compete com o MPLA, tem o seu congresso dois anos antes das eleições e isso permite-lhe fazer a concertação, conforme vimos entre Rafael Savimbi e Adalberto Costa Júnior, que foi uma competição que também criou muita tensão nas candidaturas.

E, finalmente, há uma outra questão que abre de forma muito subjetiva a capacidade do MPLA de se organizar, mobilizar em 2027, que tem a ver com quem será o cabeça de lista. De facto, pode ser uma novidade que vai galvanizar a competição política, porque vai ser em torno desta pessoa que o angolano vai julgar a capacidade do MPLA a resolver os problemas do povo. Mas, internamente, vai ser uma competição na qual uns vão puxar o tapete aos outros.

DW África: E já consegue prever quem será o cabeça de lista? Tem como prever?

LJ: Prever o nome não consigo, mas posso deixar uma ideia do perfil de quem será. O desafio do MPLA enquanto governo é fazer, criar as ideias, criar os projetos, criar as leis. Isto o governo do MPLA faz muito bem, copia muito bem e sonha muito bem. Mas quando vamos à qualidade de serviços, por exemplo, na água e na energia, se virmos os nossos projetos de água e de energia, quer do ponto de vista de concepção e do ponto de vista de investimento de recursos de dinheiro público, são astronómicos. É inaceitável, por exemplo, na energia, que nós temos capacidade de produzir energia que está guardada para até vender toda a África Austral, aos países vizinhos da África Austral. Mas as comunidades, a menos de um quilómetro onde há estas barragens que estão a produzir energia, não têm energia.

Isto é falta de capacidade de realizar. Temos, a nível do governo, poucas pessoas com esta capacidade, que podem mostrar que foram capazes de fazer. O próprio general Higino Carneiro, uma das suas marcas é a capacidade de fazer, e por isso até lhe chamavam "o faz tudo". Aqui em Luanda, ele foi capaz de resolver um problema que levou à exoneração de muitos governadores, que foi a Bacia do Coelho, onde a enchente de água criava um constrangimento muito grande. E ele, no seu primeiro mandato de governação, resolveu. Um outro governante que também mostra que tem capacidade de fazer, até está a governar agora Luanda, é Luís Nunes. Mas conheço muitos governantes em Angola que tiveram a mesma oportunidade.

Relativamente aos jovens, o maior desafio é que o MPLA, sim, tem muitos jovens intelectuais, muitos jovens que conseguem escrever bons relatórios, mas têm pouca motivação e autonomia de criar e fazer. Não fazem sem perguntar, não fazem. Ou seja, por outras palavras, são muito inseguros para serem chefes de Estado e tomarem decisões por si só, porque nunca foram expostos a esta realidade.

O presidente Donald Trump afirmou nesta ⁠quinta-feira que os Estados Unidos e o Irã poderiam assinar ‌um acordo de paz j...
12/06/2026

O presidente Donald Trump afirmou nesta ⁠quinta-feira que os Estados Unidos e o Irã poderiam assinar ‌um acordo de paz já neste fim de semana, o que reabriria o Estreito de Ormuz à navegação, mas o Irã rebateu, afirmando ‌que ainda não havia tomado uma decisão definitiva sobre o acordo.

Se confirmado, o acordo será o avanço diplomático mais significativo até o momento para pôr fim à guerra que já dura três meses, matou milhares de pessoas e provocou um aumento acentuado nos preços globais da energia.

A ⁠mídia ‌iraniana informou que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, ⁠afirmou que grande parte do texto da negociação já foi finalizado, mas que o Irã não cederia em suas linhas vermelhas.

“O Irã ainda não chegou a uma conclusão final sobre um acordo”, disse ele.

Trump, por sua vez, disse a jornalistas na Casa Branca: “Acabamos de ​chegar a um ótimo acordo para encerrar a guerra com o Irã.”

“O estreito será oficialmente aberto assim que assinarmos, o que ​pode acontecer em breve, muito em breve, talvez no fim de semana na Europa”, disse Trump aos jornalistas. Segundo ele, o vice-presidente JD Vance poderia assinar em nome dos Estados Unidos.

Questionado se o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, aprovou o acordo, Trump ‌disse: “Entendo que a resposta é sim.”

O anúncio de ​Trump ocorreu após ele cancelar os ataques militares previstos contra o Irã, citando avanços nas negociações. As ações dos EUA subiram e os preços do petróleo caíram com a ⁠notícia.

Desde meados de março, ​Trump tem repetidamente afirmado ​que um acordo com o Irã para encerrar a guerra estava próximo. Os dois lados ⁠trocaram ataques nesta semana, colocando à ​prova o cessar-fogo anunciado em abril.

“É um memorando de entendimento muito sólido, embora um pouco conceitual”, disse Trump a jornalistas.

Trump também tem repetido que qualquer acordo ​de paz deve garantir que o Irã não possa desenvolver uma arma nuclear. O Irã nega buscar armamentos do tipo.

As ​exigências do Irã incluem ⁠o levantamento das sanções internacionais, a liberação de bilhões de dólares em ativos congelados e ⁠o reconhecimento de seu controle sobre o Estreito de Ormuz.

“Temos um acordo de que o Irã nunca terá uma arma nuclear, o que era o objetivo principal de tudo o que tivemos que passar para conseguir isso. Portanto, foi algo muito importante”, disse ele nesta quinta-feira.

Fernando Vaz, o porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, disse em conferência de imprensa que as dec...
12/06/2026

Fernando Vaz, o porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, disse em conferência de imprensa que as declarações de Paulo Rangel, ministro dos Negócios estrangeiros português, sobre o regresso à ordem constitucional do país terão “severas consequências nas relações bilaterais”, fazendo uma advertência diplomática ao Estado português.

Na quarta-feira, Fernando Vaz, o porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, leu numa conferência de imprensa o comunicado enviado às redações sobre as declarações de Paulo Rangel em entrevista à Antena 1 e onde o ministro português pedia o regresso à ordem constitucional e da libertação de Domingos Simões Pereira.

No comunicado e na voz de Fernando Vaz foram tecidas várias críticas ao Governo português, descrevendo as declarações de Paulo Rangel como "inaceitáveis" e classificando-as mesmo como "uma postura reincidente de ingerência e paternalismo neo-colonial".

"A Guiné-Bissau não se vergará a exames de bom comportamento ditados por metrópoles estrangeiras", declarou mesmo o representante das autoridades de transição no país.

Os militares sublinham que “qualquer futura tentativa de intromissão nos assuntos soberanos” da Guiné-Bissau “receberá uma resposta de idêntica ou superior contundência, com as devidas e severas consequências ao nível das relações bilaterais”.

Sem calendário previsto para a divulgação dos resultados das eleições de Novembro ou de novas eleições, a Guiné-Bissau está desde o colpe militar de 26 de Novembro suspensa da CPLP, da União Africana e da CEDEAO.

Enquanto os olhares da comunidade internacional estão voltados ao espírito de celebração e competição na Copa do Mundo d...
12/06/2026

Enquanto os olhares da comunidade internacional estão voltados ao espírito de celebração e competição na Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, pouco mais de 27% dos países que participam do maior torneio de futebol estão envolvidos — direta ou indiretamente — em conflitos armados.

Das 48 nações que disputam o torneio deste ano, 13 delas convivem com guerras, em maior ou menor intensidade, ou violência em seus territórios propagada por atores não estatais: Estados Unidos, México, Haiti, Irã, Jordânia, Catar, Arábia Saudita, Colômbia, Marrocos, Argélia, República Democrática do Congo (RDC), Iraque e Coreia do Sul.

A guerra no Oriente Médio
Ao mesmo tempo em que se prepara para a estreia na Copa 2026 contra o Paraguai, os Estados Unidos enfrentam uma guerra contra o Irã, que também disputa o torneio deste ano.

Iniciado em fevereiro deste ano após ataques norte-americanos contra o território do país persa, o conflito se encontra em uma frágil trégua desde abril, com ataques mútuos sendo registrados entre os dois países dias antes da abertura do Mundial.

Apesar da ação militar contra o Irã, e da invasão na Venezuela que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro, os EUA não sofreram qualquer retaliação por parte da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A entidade, liderada pelo suíço Gianni Infantino, pregou neutralidade em meio à crise.

Em outras ocasiões, contudo, a postura da Fifa foi diferente. O exemplo mais recente aconteceu em 2022, quando a federação, assim como a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), suspendeu a seleção da Rússia, e times do país, de competições internacionais.

A tensão no Oriente Médio também levantou dúvidas sobre a participação da seleção do Irã na Copa.

Donald Trump chegou a afirmar que “não seria apropriado” a seleção iraniana participar do torneio, devido ao conflito com os EUA. Sua administração também sugeriu que o Irã fosse substituído pela Itália na Copa do Mundo de 2026 — mas a Fifa não atendeu o pedido.

Em meio às incertezas, a seleção iraniana enfrentou problemas antes mesmo de a bola rolar: demora para a emissão de vistos de atletas e da comissão técnica; a transferência de seu centro de treinamento, previsto para ser no Arizona, para a cidade mexicana de Tijuana; e a permissão para entrar nos EUA, onde disputará as partidas da primeira fase, apenas 36 horas antes de cada jogo.

Além dos dois, outros quatro países que vão jogar o maior torneio de futebol do mundo estão envolvidos com a guerra entre EUA, Israel e Irã: Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Iraque.

Vizinhos do Irã, os países foram alvos de ataques iranianos, que buscaram atingir instalações norte-americanas em seus territórios

Violência doméstica
Diferente de EUA e Irã, o México enfrenta convive com conflito armado dentro do próprio país, motivado, principalmente, pelo crime organizado no país.

A onda de violência envolve cartéis de dr**as, se intensificou há cerca de vinte anos, quando as disputas territoriais entre os grupos narcotraficantes, e a tentativa das Forças Armadas do México de contê-los, aumentou.

Em fevereiro deste ano, a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, também conhecido como El Mencho, abalou as estruturas do país meses antes da Copa do Mundo. Fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), considerado o mais poderoso grupo narcotraficante do país na atualizada, sua morte deflagrou conflitos entre traficantes e autoridades mexicanas.

Durante a onda de violência em retaliação a morte de El Mencho, que envolveu o fechamento de estradas e ataques contra militares, ao menos 73 pessoas morreram.

Já na Colômbia, os conflitos envolvem disputas políticas entre forças governamentais e grupos guerrilheiros de esquerda, como o Exército de Libertação Nacional (ELN), e mais recentemente cartéis de dr**as.

No Haiti, a violência é impulsionada por facções criminosas que atuam, principalmente, na capital do país, Porto Príncipe.

Estimativas apontam que gangues controlem cerca de 80% da capital haitiana, provocando uma onda de assassinatos, sequestros e disputas em tais regiões. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o país caribenho enfrenta uma das mais graves crises humanitárias da atualidade.

Mais de 1,4 milhão de pessoas foram forçadas a abandonarem suas casas somente em Porto Príncipe.

O conflito esquecido
No Grupo K da Copa do Mundo ao lado de Colômbia, Uzbequistão e Portugal, a República Democrática do Congo (RDC) convive com um conflito esquecido desde a década de 1990, motivado por disputas territoriais e questões étnicas.

A guerra se concentra principalmente na região leste do país, onde forças governamentais costumam entrar em combates com grupos rebeldes, principalmente o M-23.

Além de questões envolvendo o controle de áreas com minerais valiosos, as tensões remontam a um triste episódio que aconteceu em 1994 nas fronteiras do país.

Naquele ano, um genocídio quase 1 milhão de pessoas em um período de 100 dias em Ruanda. O massacre, motivado por questões políticas e étnicas, foi realizado por hutus — que na época estavam no poder — principalmente contra tustis, mas também atingiu outras etnias mais moderadas.

Com o fim do genocídio, muitos hutus acabaram fugindo para a RDC, na tentativa de escapar de retaliações do novo governo, liderado por Paul Kagame (que faz parte do mesmo povo alvo dos massacres).

Neste contexto, o M-23 foi fundado na República Democrática do Congo em 2012, sob o pretexto de defender a minoria tutsi que vive no país. Segundo a ONU, o grupo rebelde é apoiado diretamente pelo governo de Ruanda, que nega as alegações.

A mais recente onda de violência na RDC explodiu no início de 2025, quando a coalizão Alliance Fleuve Congo (AFC), que inclui o M-23, avançou sobre diversas províncias, resultando na tomada do controle de aproximadamente 34 mil quilômetros quadrados no leste do país.

Um cessar-fogo chegou a ser mediado pelos EUA entre RD do Congo e Ruanda no fim do último ano. A paz, contudo, nunca saiu do papel para a vida real de congoleses.

Guerras adormecidas
Coreia do Sul, Marrocos e Argélia, outros três participantes da Copa deste ano, convivem com conflitos adormecidos.

No caso sul-coreano, o país ainda está tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte desde a década de 1950.

O conflito foi motivado por divisões ideológicas, e impulsionado pela Guerra Fria, e pela tentativa de controlar todo o território da península coreana após a mesma ter sido dividida em duas após a Segunda Guerra Mundial.

Na época, o lado norte-coreano foi apoiado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), enquanto forças sul-coreanas receberam a assistência de uma coalizão ocidental, liderada pelos EUA.

Um cessar-fogo foi firmado entre os dois países em 1953, mas as tensões persistem até a os dias de hoje.

Enquanto isso, Marrocos está envolvido em tensões históricas com a Frente Polisário, um movimento político e militar que reivindica a independência do Saara Ocidental — que está sob majoritário controle marroquino.

Um cessar-fogo entre forças do Marrocos e a Frente Polisário, apoiada pela Argélia, foi mediado pela ONU em 1991. A trégua, porém, foi rompida em 2020 com a retomada das hostilidades entre as partes envolvidas. Ainda assim, o impasse é classificado atualmente como um conflito de baixa intensidade.

12/06/2026

Ta bom, o que passa na cabeça dele para fazer isso? 🤨

A polícia moçambicana anunciou nesta quinta-feira a detenção de três suspeitos no âmbito da investigação sobre o assassí...
12/06/2026

A polícia moçambicana anunciou nesta quinta-feira a detenção de três suspeitos no âmbito da investigação sobre o assassínio de Dom Osório Citora, Bispo de Quelimane, na sua residência no sábado passado por indivíduos armados. Após um primeiro interrogatório judicial, as autoridades decidiram mantê-los em detenção preventiva, conforme esclareceu o Serviço Nacional de Investigação Criminal em declarações recolhidas pela agência Lusa.

“O Sernic deteve alguns cidadãos potencialmente suspeitos do cometimento deste crime hediondo, havendo, por isso, até aqui três detidos”, avançou Domingos Barrone, representante da direcção provincial do Sernic na Zambézia, numa conferência de imprensa durante a qual detalhou que os suspeitos foram encaminhados nesta quinta-feira para um primeiro interrogatório judicial, tendo sido a detenção “legalizada e os arguidos retidos sob prisão preventiva”.

Ao apelar "a todos os que tenham informação que consideram relevantes a partilhem com o Sernic”, Domingos Barrone informou ainda que no âmbito do inquérito, foi efectuada uma perícia médico-legal que inclui audições a pessoas de “interesse operativo e outras diligências investigativas” para apurar as circunstâncias da morte.

Este responsável avançou ainda que, de acordo com os primeiros dados do inquérito, “se trata de uma morte violenta com recurso a arma de fogo”, confirmando deste modo o já havia dito a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), sobre as circunstâncias do assassínio do Bispo de Quelimane, na madrugada de sábado.

Uma fonte da polícia afirmou à Lusa que um dos suspeitos detidos é um padre daquela paróquia.

Depois do funeral eclesiástico oficial ter lugar nesta sexta-feira de manhã, na Paróquia Nossa Senhora do Livramento, na Sé Catedral de Quelimane, a urna contendo os restos mortais de Osório Afonso deve ser levada para Nampula, onde vai decorrer neste sábado o funeral familiar. Em seguida, o sacerdote será sepultado naquela cidade, no cemitério do Clero arquidiocesano, em Nampaco.

O assassínio do Bispo de Quelimane cujos motivos e circunstâncias continuam por esclarecer colocou Moçambique bem como a própria igreja em estado de choque.

Numa nota da Santa Sé, o Papa Leão XIV expressou a sua profunda dor e apelou ao fim dos actos de violência em Moçambique.

Na passada quarta-feira, a Igreja Católica de Moçambique qualificou, por sua vez, o sucedido de “crime gravíssimo”, e apelou ao seu rápido esclarecimento.

No mesmo dia, após deslocar-se à Nunciatura Apostólica, em Maputo, para apresentar condolências à Igreja Católica e ao Vaticano, o Presidente moçambicano considerou que a morte de Dom Osório Citora como "uma perda para o país", e reiterou o compromisso das autoridades em encontrar os culpados.

No sábado 6 de Junho, dia em que o religioso foi morto, o porta-voz do Sernic na Zambézia, Maximino Amílcar, disse que ele foi abatido na sua residência com uma arma do tipo AK-M por homens que terão escalado um muro, após vandalizar a segurança eléctrica. Segundo este responsável, os indivíduos dispararam contra o bispo na “parte do peito, no coração”.

Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso tinha sido nomeado bispo da Diocese de Quelimane em Julho do ano passado e, em ainda recentemente, em Abril, tinha passado a assumir igualmente o cargo de administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, por nomeação do Papa Leão XIV, tornando-se uma das principais figuras da Igreja Católica moçambicana.

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