18/07/2026
No Largo São Francisco, no meio da correria do centro de São Paulo, um busto de bronze guarda uma das histórias mais melancólicas da literatura brasileira.
Esse é Álvares de Azevedo, poeta paulistano, estudante da tradicional Faculdade de Direito e um dos maiores nomes do romantismo brasileiro.
Álvares morreu aos 20 anos, poucos meses antes de se formar. Em vida, nunca chegou a ver seus livros publicados. Obras como “Lira dos Vinte Anos” e “Noite na Taverna” só foram lançadas após sua morte, organizadas pelos próprios amigos.
Com o tempo, ele virou símbolo do chamado “mal do século”: jovens românticos, intensos e atormentados pela própria existência.
O monumento foi inaugurado em 1907 e esculpido pelo artista ítalo-brasileiro Amadeo Zani.
E talvez o detalhe mais poético esteja logo à frente dele: o olhar do poeta parece seguir silenciosamente em direção ao “Menino e o Catavento”, outra escultura que habita o Largo São Francisco