Meus textos

Meus textos paulistana, estudou no Colégio Rio Branco e formou-se em enfermagem pela USP..

A paixão pela escrita permanece até hoje, hobby que usa para traduzir em letras a emoção e o amor que marcam seu cotidiano

A verdadeira grandezaHá uma forma de pobreza que não aparece no bolso, mas aparece imediatamente nas atitudes: a incapac...
26/08/2026

A verdadeira grandeza
Há uma forma de pobreza que não aparece no bolso, mas aparece imediatamente nas atitudes: a incapacidade de respeitar quem, aos seus olhos, parece ter menos.
É triste perceber quantas pessoas precisam diminuir alguém para se sentirem maiores. Fazem piadas às custas do outro, expõem suas fragilidades, ridicularizam suas escolhas ou aproveitam-se de uma posição de aparente superioridade para humilhar. E, muitas vezes, fazem isso justamente quando acreditam que ninguém está vendo.
Mas é quando ninguém está olhando que o caráter realmente se revela.
Porque ser educado diante de quem pode nos beneficiar é fácil. Tratar bem quem admiramos também. Difícil — e verdadeiramente bonito — é respeitar aquele de quem não precisamos de nada, aquele que não pode nos oferecer status, dinheiro, influência ou aplausos.
Nenhuma condição social, conta bancária, cargo, aparência ou círculo de amizades torna alguém maior do que outra pessoa. Tudo isso pode mudar. O que permanece é a maneira como escolhemos tratar os seres humanos que cruzam o nosso caminho.
Humilhar alguém para provocar risos não é inteligência. É crueldade disfarçada de humor. Fazer alguém se sentir pequeno para parecer grande não é força. É insegurança.
A verdadeira grandeza não precisa de plateia.
Ela aparece no silêncio, no respeito, na delicadeza com quem não pode retribuir e, principalmente, na capacidade de nunca usar a fragilidade do outro como degrau para subir.
No fim, ninguém se torna maior por fazer alguém se sentir menor.
Grande é quem poderia humilhar, mas escolhe acolher. Poderia julgar, mas escolhe compreender. Poderia ferir, mas escolhe respeitar.
E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de medir o tamanho de uma pessoa: observar como ela trata aqueles que, aparentemente, não têm nada a lhe oferecer.

O QUE UMA MENINA APRENDE Há meninas que crescem aprendendo a olhar o mundo. Outras crescem aprendendo apenas a caber nel...
17/08/2026

O QUE UMA MENINA APRENDE

Há meninas que crescem aprendendo a olhar o mundo. Outras crescem aprendendo apenas a caber nele.
A diferença começa muito antes da idade adulta. Está nas conversas que uma criança escuta, nos livros que encontra, nas pessoas que admira, na liberdade que recebe para perguntar, discordar, escolher. Está também naquilo que lhe ensinam sobre si mesma: se deve ter medo de errar ou coragem para tentar; se precisa agradar ou pode simplesmente ser quem é.
Algumas meninas são ensinadas a ocupar espaços. Outras, a pedir licença para existir.
E assim elas crescem.
Umas desenvolvem repertório, curiosidade, opinião. Aprendem a conversar com o mundo sem precisar se diminuir diante dele. Descobrem que elegância não está na etiqueta da roupa, mas na maneira de tratar as pessoas; que inteligência não é saber tudo, mas ter interesse em compreender; que presença não é fazer barulho, é deixar uma impressão.
Outras passam pela vida esperando que alguém lhes diga o que vestir, o que pensar, o que desejar, onde ir e até quanto podem sonhar. Não porque lhes falte capacidade, mas porque ninguém lhes ensinou que a vida também poderia ser delas.
É por isso que duas crianças podem crescer na mesma época e chegar à idade adulta em lugares completamente diferentes.
Não é apenas o que receberam. É o que foram autorizadas a imaginar.
Porque uma menina que aprende desde cedo a conhecer o mundo dificilmente aceita passar a vida apenas assistindo a ele pela janela.
E talvez seja essa a verdadeira diferença entre crescer e apenas envelhecer: uma coisa é deixar os anos passarem; outra é aprender, ao longo deles, a ocupar a própria vida.

Segunda-feira...Tem dias em que ela pesa mais do que deveria. E hoje, com esse céu cinzento, essa chuva caindo e esse fr...
12/08/2026

Segunda-feira...
Tem dias em que ela pesa mais do que deveria. E hoje, com esse céu cinzento, essa chuva caindo e esse friozinho, parece que tudo f**a ainda mais sem graça.
A segunda-feira me traz um desânimo que eu nem sei explicar. Uma vontade de não fazer nada, de f**ar quieta, de me recolher um pouco do mundo.
Talvez seja só o meu jeito de começar a semana... ou talvez hoje eu simplesmente não esteja com vontade de ser forte.
Hoje eu só queria que o dia passasse devagar, sem me cobrar nada.

Onde é que uma mulher está segura?Durante muito tempo disseram às mulheres que o perigo estava na rua. Que evitassem and...
03/08/2026

Onde é que uma mulher está segura?

Durante muito tempo disseram às mulheres que o perigo estava na rua. Que evitassem andar sozinhas à noite, que olhassem para trás, que segurassem firme a bolsa, que desconfiassem dos desconhecidos.
Mas ninguém nos avisou que, muitas vezes, o maior perigo teria a chave de casa.
É assustador perceber que o lugar onde tantas mulheres deveriam encontrar proteção tem sido, para muitas, o cenário da última respiração. O homem que prometeu amor transforma-se em ameaça. Aquele que jurou cuidar passa a controlar. Depois humilha, agride, persegue... e, não raras vezes, mata.
O mais doloroso é que, quase sempre, os sinais estavam lá. Só que foram chamados de ciúme, de temperamento difícil, de excesso de amor, de "ele vai mudar". Enquanto isso, vidas foram sendo apagadas.
O feminicídio não nasce no instante do crime. Ele começa quando a mulher perde a liberdade de ser quem é. Quando vive com medo da reação do companheiro. Quando deixa de sair, de sorrir, de falar ou de existir para evitar um conflito.
Que mundo é este em que uma mulher precisa ter medo de voltar para casa? Em que tantas crianças f**am órfãs porque alguém decidiu que o amor lhe dava o direito de tirar uma vida?
Não. Isso não é amor. Nunca foi.
É posse. É violência. É a incapacidade de aceitar que ninguém pertence a ninguém.
Enquanto continuarmos tratando essas mortes como números, estaremos esquecendo que cada notícia interrompe uma história, destrói uma família e rouba um futuro.
Toda mulher deveria ter o direito de viver sem medo. Dentro de casa. Na rua. Em qualquer lugar.
Porque o lugar mais seguro para uma mulher deveria ser o mundo. E nunca o lugar onde ela corre mais risco de morrer.

Quando Acordar DóiÀs vezes, penso que o único lugar onde encontro um pouco de paz é durante o sono.Se sonho, torço para ...
28/07/2026

Quando Acordar Dói

Às vezes, penso que o único lugar onde encontro um pouco de paz é durante o sono.
Se sonho, torço para que sejam sonhos bons, daqueles que me fazem esquecer, ainda que por algumas horas, o peso da vida. Porque, quando os pesadelos chegam, eles conseguem ser tão cruéis quanto a realidade.
Mas o mais difícil não é dormir.
O mais difícil é abrir os olhos e perceber que nada mudou. Que os problemas continuam me esperando no mesmo lugar, que a dor continua ali, silenciosa, e que a esperança parece ter f**ado presa em algum sonho que não voltou comigo.
Há dias em que a vontade é apenas sentar e chorar. Não por fraqueza, mas porque o coração cansa de carregar tanto peso sem encontrar um lugar onde possa descansar.
Mesmo assim, levanto. Às vezes sem forças, às vezes sem respostas, mas continuo. E, no fundo da alma, ainda guardo o desejo de que um dia eu acorde e, pela primeira vez em muito tempo, a vida tenha mudado junto com o amanhecer.

QUE  PENA...Que pena.É a única frase que consigo ouvir enquanto recolho o que ainda me pertence.Que pena...Porque eu não...
16/07/2026

QUE PENA...

Que pena.
É a única frase que consigo ouvir enquanto recolho o que ainda me pertence.
Que pena...
Porque eu não sonhei com o fim.
Sonhei com os anos.
Com as rugas chegando ao mesmo tempo. Com os cabelos embranquecendo lado a lado. Com a casa f**ando velha junto conosco. Com os filhos crescendo entre risos, lembranças e domingos que nunca terminariam.
Mas a vida, às vezes, quebra aquilo que o amor sozinho não consegue sustentar.
Então chega um dia em que f**ar passa a doer mais do que partir.
E partir...
Partir nunca é apenas ir embora.
É deixar sobre a mesa uma vida que já não pode ser vivida.
É olhar pela última vez para o lugar onde fui feliz e sentir que a felicidade continua ali... apenas eu já não posso mais.
É levar nas mãos o pouco que cabe.
E deixar para trás tudo aquilo que não cabe em lugar nenhum.
Os planos.
As esperas.
As pequenas alegrias.
As conversas que jamais acontecerão.
Os natais que não virão.
A velhice sonhada.
Que pena.
Porque o amor existiu.
E talvez seja justamente por isso que a dor seja tão profunda.
Há quem pense que uma separação acontece quando dois caminhos se dividem.
Não.
Ela acontece quando dois futuros deixam de existir.
Naquele dia, eu não perdi apenas uma casa.
Perdi a vida que passei tantos anos imaginando.
E existe um luto que quase ninguém vê.
É o luto pelo futuro que nunca teve a chance de acontecer.

Ei, brasileiro...Olhar para essa foto dói.Não apenas porque ela nos lembra de Pelé, Garrincha e uma geração que transfor...
06/07/2026

Ei, brasileiro...
Olhar para essa foto dói.
Não apenas porque ela nos lembra de Pelé, Garrincha e uma geração que transformou o futebol em arte. Dói porque ela nos lembra de um tempo em que a Seleção parecia carregar um país inteiro no peito.
Hoje, fomos eliminados mais uma vez.
E a tristeza não é só pela derrota. É pela espera.
São 24 anos sem ver o Brasil levantar uma Copa do Mundo. Agora serão, no mínimo, mais quatro. Há uma geração inteira de brasileiros que nasceu, cresceu e chegou à vida adulta sem nunca ver o Brasil ser campeão.
Quem viveu aqueles tempos sabe que a Seleção era muito mais do que onze jogadores. Era um motivo para o povo esquecer, por noventa minutos, as dificuldades da vida. Era um abraço coletivo. Era orgulho.
Hoje, sobra a lembrança.
O povo brasileiro merece voltar a sorrir com o futebol. Merece voltar a sentir que a camisa amarela representa sua história, sua alegria e sua paixão.
Há fotos que registram um momento. Esta registra uma saudade. E, às vezes, a saudade pesa mais do que qualquer derrota.

Há derrotas que valem uma eternidadeHoje o futebol lembrou ao mundo que nem sempre a grandeza cabe no tamanho de um país...
05/07/2026

Há derrotas que valem uma eternidade

Hoje o futebol lembrou ao mundo que nem sempre a grandeza cabe no tamanho de um país.
Cabo Verde caiu. O placar dirá que perdeu por 3 a 2 para a Argentina, na prorrogação. Mas quem viu o jogo sabe que há derrotas que carregam mais dignidade do que muitas vitórias.
Um pequeno país africano, acostumado a vencer batalhas muito maiores do que as de um campo de futebol, enfrentou uma das seleções mais tradicionais do mundo de igual para igual. Sem medo. Sem se curvar. Com coragem, coração e uma entrega que fez milhões de pessoas torcerem por eles.
E havia Vozinha.
Um goleiro que carrega no apelido a simplicidade e, na história de vida, a força de quem aprendeu a transformar dor em esperança. Enquanto defendia cada bola, parecia defender muito mais do que uma camisa. Defendia um povo inteiro, seus sonhos, sua história e a certeza de que ninguém é pequeno quando joga com a alma.
A Argentina venceu o jogo. Isso faz parte do futebol.
Mas Cabo Verde conquistou algo que nenhum placar pode medir: o respeito, a admiração e o carinho de todos aqueles que ainda acreditam que o futebol é muito mais do que um resultado.
Há equipes que levantam taças. Outras levantam a esperança. Fazem-nos acreditar que a coragem pode enfrentar qualquer diferença, que o coração pode equilibrar o peso da história e que, às vezes, os verdadeiros campeões são aqueles que saem do campo derrotados apenas no resultado.
Hoje, Cabo Verde não levou a classif**ação.
Levou algo muito mais raro: entrou para a memória de quem ama o futebol jogado com coragem, dignidade e alma.
Porque há vitórias que f**am registradas nos livros. E há derrotas que f**am gravadas para sempre no coração.

Hoje acordei triste.A vida tem dessas manhãs em que a gente abre os olhos e sente um peso difícil de explicar. Não é ape...
26/06/2026

Hoje acordei triste.
A vida tem dessas manhãs em que a gente abre os olhos e sente um peso difícil de explicar. Não é apenas tristeza. É uma mistura de lembranças, preocupações e pensamentos que insistem em ocupar espaço dentro da gente.
Com o passar do tempo, vamos aprendendo que nem tudo está ao nosso alcance. Existem batalhas que não podemos acelerar, respostas que não podemos exigir e caminhos que só o tempo pode revelar.
Talvez seja isso que esteja me entristecendo hoje: a consciência de que existem coisas que eu gostaria de mudar, resolver ou compreender, mas que simplesmente não dependem de mim.
Ainda assim, sigo em frente.
Porque a vida também me ensinou que os dias difíceis não duram para sempre. E que, mesmo quando o coração está mais silencioso e os pensamentos mais pesados, a esperança continua encontrando um jeito de permanecer.
Hoje acordei triste. Mas amanhã é outro dia.

A Mulher que Aprendeu a Florescer"Há um tempo eu acreditava que a força estava em resistir.Hoje sei que ela está em perm...
26/06/2026

A Mulher que Aprendeu a Florescer"

Há um tempo eu acreditava que a força estava em resistir.
Hoje sei que ela está em permanecer.
Permanecer fiel ao que sou, aos meus valores, à minha história e aos sonhos que o tempo não conseguiu apagar.
A vida levou algumas coisas, trouxe outras, ensinou muito e cobrou seu preço. Mas também me mostrou que a beleza mais rara não está na juventude, nem na perfeição.
Ela mora na mulher que atravessou tempestades e ainda escolheu a delicadeza.
Na mulher que conheceu a dor, mas não permitiu que ela roubasse sua luz.
Na mulher que aprendeu que envelhecer não é perder a primavera.
É florescer em outras estações.

Endereço

São Paulo, SP

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