17/08/2026
RAIO-X: CWM9
Quase toda partida de motor no Brasil passa por um contator dessa família. Ele é o "interruptor com músculo": três contatos de força que fecham juntos quando você energiza a bobina — e abrem sozinhos se faltar tensão de comando.
O CWM9-10-30 fecha 9 A em AC-3 até 440 V, o que dá 3 cv em 220 V (2,2 kW), 5,4 cv em 380 V e 6 cv em 440 V, com tensão máxima de emprego de 690 V. Em AC-1 (carga resistiva, sem inrush) a mesma peça aguenta Ie = Ith = 25 A a 55 °C; em AC-4 (manobra pesada, reversão a plena marcha) cai para 5 A.
Do lado do comando, a bobina CA em 60 Hz puxa cerca de 70 VA no instante de fechar e f**a entre 5,5 e 9,3 VA mantida (versão CC: 3,8 a 7,5 W). Esse pico é o que derruba fonte subdimensionada e o que exige contato de saída de CLP com capacidade adequada — ou um relé de interface.
🔎 Decodif**ando CWM9-10-30 D23
CWM = linha modular WEG · 9 = corrente nominal em AC-3 (A) · 10 = contatos auxiliares (1 NA + 0 NF) · 30 = contatos principais (3 NA + 0 NF) · D23 = bobina 220 V 50/60 Hz (a V26, por exemplo, é 220 V em 60 Hz / 190 V em 50 Hz). Nos bornes, a numeração IEC também tem lógica: o segundo dígito diz a função — 3-4 é NA, 1-2 é NF. Por isso o auxiliar é 13-14.
⚠ O erro mais comum, explicado
Ith é corrente térmica: quanto o contator dissipa fechado, em ar livre, sem manobrar nada. Motor não é isso. Na partida, o rotor gaiola puxa de 6 a 8 vezes a nominal, e o contato precisa fechar e abrir sob esse regime milhares de vezes — arco, erosão e ressolda do prata. É exatamente o que a categoria AC-3 já contabiliza. Dimensionar um motor de 7 A pelos 25 A da coluna térmica parece folga generosa; na prática é contato colado, motor que não desliga e risco real de acidente.
💬 Quantos contatores você já viu "colar" por dimensionamento pela corrente térmica?.