11/09/2026
OPINIÃO
AGNUS DEI, QUI TOLLIS PECATA MUNDI MISERERE NOBIS / DONA NOBIS PACCEM
gilson filho –MTBV 17114/6715V/SP
11/09/26
Eu até posso entender que, manipulados por certos “pastores”, alguns neopentecostais defendam e votem em candidatos de extrema direita, até mesmo quando suas práticas políticas contradizem valores básicos do próprio cristianismo.
Mas confesso que tenho dificuldade em compreender quando vejo católicos que batem no peito e se proclamam cristãos cometendo o mesmo desatino.
Afinal, o cristianismo não se resume a freqüentar uma igreja, carregar uma Bíblia ou fazer o sinal da cruz. Cristo falou de amor ao próximo, solidariedade, perdão, justiça, acolhimento dos pobres e dos excluídos. Não ensinou a cultivar o ódio, o preconceito, a violência ou a transformar adversários políticos em inimigos.
É preciso, portanto, perguntar: quando a ideologia política entra em choque com os ensinamentos de Cristo, o que deve prevalecer para um cristão: a fé ou a ideologia?
Não se trata de dizer em quem um cristão deve votar. Trata-se de coerência.
Porque talvez o maior desatino não seja votar em determinado candidato. É defender, em nome de Cristo, ideias e comportamentos que Cristo jamais defenderia.
Fé não deveria ser instrumento de manipulação política. E cristianismo sem amor ao próximo corre o risco de se transformar apenas em discurso
Imagem: Kira Maio - Curitiba