06/11/2018
NOTA DE REPÚDIO
A subseção Santos da Ordem dos Advogados do Brasil vem a público manifestar seu profundo repúdio diante do brutal assassinato da advogada Marleni Fantinel Ataíde Reis, e sua irrestrita solidariedade à família desta advogada.
Marleni, de 68 anos, e o marido dela, o estivador Márcio Ataíde Reis, de 46, sofreram um atentado em uma chácara na área rural de Peruíbe, na tarde do último sábado (3/11). Márcio morreu no local do crime. Já Marleni chegou a ser socorrida com vida e atendida no Hospital de Itanhaém, onde veio a óbito.
Enquanto esperava socorro, Marleni contou aos policiais que o autor do ataque era um ex-adverso, um homem que ela havia acionado, como representante de uma cliente, em uma ação judicial. O acusado, após perder a ação, passou a ameaçá-la de morte.
A OAB Santos classifica o crime como uma afronta a toda advocacia, que atenta contra o Estado Democrático de Direito, uma vez que o advogado é o porta-voz da sociedade. “Uma intimidação dessa atinge toda a cidadania. Todo o Estado de Direito. Quando se cala a voz daquele que busca a Justiça por alguém, no exercício de sua profissão, se cerceia uma liberdade individual. Então não se pode confundir a pessoa do autor da ação ou do réu da ação com o advogado. O advogado é o porta-voz, e não a própria pessoa”, enfatizou o presidente da OAB Santos, Luiz Fernando Afonso Rodrigues.
Para Rodrigues, o assassinato de um representante da Justiça é algo extremamente aviltante e preocupante. “A OAB Santos, a seccional São Paulo, e todas as OABs da Baixada Santista estão indignadas com o fato ocorrido e pedem pronta Justiça ao caso. Que o acusado seja de fato encontrado, preso e tenha seu julgamento perante a Justiça”.
Conforme o presidente da OAB, o coordenador geral da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Subseção Santos, Emerson Toro de Abreu, esteve ontem em Peruíbe para coletar as primeiras informações sobre o crime, e ficou acompanhando o caso desde às 23 horas de sábado até às 4 horas deste domingo. “Além disso, o secretário de Justiça de São Paulo, por meio do presidente da OAB São Paulo, Marcos da Costa, está intervindo para elucidar o caso, cujo o acusado já teve sua prisão preventiva decretada”.