09/06/2026
Receita com exportações de frango registrou alta de 36,1% na comparação anual. Brasil consolida liderança em exportações de proteína animal.
Os embarques brasileiros de carne de frango registraram crescimento de 30% em maio de 2026 no comparativo com o mesmo período de 2025, mantendo o Brasil na liderança das exportações mundiais do proteína. A receita obtida com as exportações avançou ainda mais, com alta de 36,1% na mesma base comparativa, superando a marca de R$ 5 bilhões em receita mensal — resultado impulsionado tanto pelo maior volume embarcado quanto pela valorização do dólar frente ao real.
Com o desempenho de maio, as exportações brasileiras de carne de frango acumulam 2,453 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026. O primeiro quadrimestre já havia registrado volume recorde de 1,943 milhão de toneladas, avanço superior a 4% frente ao mesmo período do ano anterior. Os principais destinos seguem sendo Arábia Saudita, Japão, China e países do Oriente Médio e do Sudeste Asiático.
O crescimento das exportações ocorre em um contexto favorável para a avicultura brasileira: câmbio competitivo, custo de milho e soja relativamente controlado no primeiro semestre e ausência de focos de influenza aviária no Brasil, o que mantém a credencial sanitária do país nos principais mercados importadores. A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) destaca que o setor segue investindo em rastreabilidade e certificações internacionais para ampliar acesso a mercados premium.
Para o agronegócio brasileiro, o desempenho da carne de frango em maio reforça o papel estratégico das proteínas animais na pauta exportadora nacional. O frango representa uma das principais fontes de divisas do setor agropecuário, gerando empregos na cadeia de grãos, abates e processamento. A manutenção desse ritmo de embarques depende da evolução do El Niño, que pode pressionar a produção de milho e soja nas safras seguintes.