01/08/2022
Por que votarei em Bolsonaro.
Por Leandro Ruschel
Obviamente, Bolsonaro não é um Ronald Reagan. Mas quem faria avançar mais a pauta liberal/conservadora, Bolsonaro ou Lula? A pergunta parece ridícula, mas há quem responda que é Lula.
Num texto do liberalóide Gustavo Ioschpe, ele acusa Bolsonaro de não ser liberal, tampouco conservador, e quem o apoia por conta disso deveria “rever a postura”.
O argumento é repetido ad nauseam pela militância de redação, mas simplesmente não faz sentido.
Além da dificuldade de definir o que seria exatamente um “liberal”, ou “conservador”, numa eleição é preciso avaliar as alternativas disponíveis e qual se aproxima mais daquilo que você acredita ser o melhor caminho para o país.
Nesse sentido, a decisão é MUITO FÁCIL.
Apesar das suas falhas, Bolsonaro é uma escolha óbvia em relação a Lula para quem tem um viés conservador ou liberal. Lula é um comunista, ou seja, um antiliberal que chamou a pasta de costumes familiares como “ultrapassada”, sem contar o histórico de corrupção.
Em relação a Bolsonaro, com Lula na presidência, o país será mais ou menos livre? A defesa da família, do direito de se defender, da luta contra os criminosos, das liberdades individuais, e outras pautas conservadores, tem alguma chance com Lula na presidência?
É válido afirmar que essas pautas avançaram menos do que deviam durante o governo Bolsonaro, mas qual seria a alternativa? Imagine como estaria o país com o poste do ex-preso na presidência, durante a crise sanitária. Não é muito difícil projetar, é só olhar para a Argentina.
Lá, não apenas os direitos individuais foram completamente abolidos durante crise sanitária, como a economia foi destruída, ao ponto da moeda perder 90% do seu valor e a inflação chegar a 100% ao ano. O PT tem dado sinais que buscará a mesma política econômica.
Argumento ainda mais cínico é afirmar que o PT defenderia a “democracia”. Ora, além de ter uma retórica autoritária desde sempre, e ter chegado ao ponto não só de apoiar, mas de financiar ditaduras amigas, o partido deixou claro seu propósito em vários documentos.
Uma resolução do partido de 2016 afirmou que a queda da Dilma ocorreu porque o partido falhou em aparelhar as Forças Armadas e em “democratizar” a mídia, que no linguajar da extrema-esquerda significa censurar a imprensa e deixar em operação apenas veículos alinhados ao partido.
Ou seja, o partido está deixando claro o que deseja fazer para não repetir o erro, caso volte ao poder executivo. O Brasil só não virou uma ditadura de esquerda durante os governos petistas porque o partido não tinha os meios de implementá-la, o que deve mudar com o tempo.
O aparelhamento da esquerda nas instituições está bem avançado. As universidades são completamente dominadas, há tempos. A imprensa é formada por militantes de redação socialistas. Dos três poderes, a Justiça é a mais aparelhada. E o alto empresariado está no bolso dos petistas. A maior prova do aparelhamento da Justiça é a soltura de Lula e anulação de todos os seus processos, por motivos no mínimo questionáveis. Ao mesmo tempo, a Justiça tem aberto inquéritos para censurar, perseguir e até prender conservadores, por “crimes” de opinião.
O alinhamento da cúpula do Judiciário com a esquerda é tão consistente que ministros nem mais simulam imparcialidade, chegando ao ponto de participar de eventos de oposição e de dar declarações sistemáticas de alinhamento à esquerda e de críticas à direita.
A esquerda em geral tem deixado claro o objetivo de CENSURAR as redes sociais, sob o subterfúgio de combater as “fake news” e o “discurso de ódio”. Os inquéritos ilegais tocados pela corte lulista é apenas um prenúncio da perseguição que será imposta num governo petista.
Ao longo da onda totalitária que varreu o mundo, Bolsonaro foi um dos poucos líderes que defendeu as liberdades individuais. Não há nenhuma ação do seu governo contra o Estado de Direito. Quem ataca diariamente as liberdades individuais dos brasileiros não é Bolsonaro.
É legítimo para o presidente, acossado diariamente por outro poder, questionar o processo eleitoral, ainda mais quando ele defendeu, ao longo das últimas décadas, um sistema mais seguro e transparente. Apenas em ditaduras eleições não podem ser questionadas.
É por tudo isso que como conservador eu votarei em Bolsonaro, mesmo descontente com uma série de rumos que as coisas tomaram nos últimos anos.
Vejo dois motivos para quem se diz liberal ou conservador votar em Lula: estupidez ou mau-caratismo.
Fonte: https://bit.ly/3cZymT1