22/06/2026
| A discussão sobre o uso de recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D/PD&I) na Zona Franca de Manaus voltou a ganhar repercussão pública nesta semana a partir de declarações do jornalista Ronaldo Tiradentes e do ex-deputado e advogado Massami Miki, presidente da Comissão da Zona Franca de Manaus da OAB/AM. O tema se conecta a um histórico de controvérsias envolvendo a Samsung e o instituto Sidia, além de apurações iniciadas em 2022, quando a Justiça Federal determinou o aprofundamento de investigações sem decisão final ou condenação. Nesse cenário, a gestão da Suframa entre 2023 e 2026, sob Bosco Saraiva, indicado pelo senador Omar Aziz, passou a integrar o contexto político da discussão.
As manifestações recentes reacenderam questionamentos sobre a forma de aplicação dos recursos obrigatórios de P&D no modelo da Zona Franca. Tiradentes afirmou haver indícios de possível uso irregular de verbas de inovação e levantou dúvidas sobre contratos e despesas ligados às obrigações legais do setor. Em sua fala, ele declarou: “O faturamento da Samsung obriga que ela invista em torno de 500 milhões de reais por ano em pesquisa e desenvolvimento”, ao defender que esses valores deveriam ser aplicados na região amazônica e alvo de maior controle institucional.
No mesmo contexto, Massami Miki afirmou acompanhar a repercussão do tema e destacou a necessidade de maior transparência na execução dos recursos de P&D. “É muito importante que nós esclarecemos a questão do recurso da pesquisa e desenvolvimento, famoso P&D, da Zona Franca de Manaus, como ela está sendo utilizada”, disse, ao anunciar a intenção de realizar audiência pública e acionar órgãos de controle para discutir a aplicação das verbas destinadas ao ecossistema de inovação da região.
📸 Reprodução
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