15/12/2025
EDIÇÃO ATUAL | A argumentação colérica em Édipo Rei, de Sófocles
O artigo em destaque de Natália Miranda Fernandes da Silva, propõe a leitura do embate entre Édipo e Tirésias, da tragédia sofocliana "Édipo Rei", à luz da Retórica, de Aristóteles, e da teoria semiótica das paixões, a fim de evidenciar que as paixões, mais especificamente a cólera, longe de serem apenas estratégias discursivas, são fenômenos semióticos que moldam a construção de sentido do texto. Nessa revisita à narrativa encenada entre 429 a.C.-425 a.C., espera-se demonstrar que a comunidade tebana associa a argumentação colérica de Édipo ao mesmo campo semântico que os outros males que assolam Tebas; esse entrelaçamento indicaria que i) a cólera de Édipo, manifestada por meio de um discurso orgulhoso e autoritário, torna-se uma extensão dos próprios desequilíbrios que afligem a cidade; ii) uma argumentação que apela ao éthos e ao lógos, e não ao páthos, possui valor eufórico em um contexto marcado pelo desequilíbrio.
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