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AmazonFACE - Experimento de Enriquecimento de CO2 ao Ar Livre na Floresta Amazônica. Hipóteses extraordinárias exigem ev...
30/10/2025

AmazonFACE - Experimento de Enriquecimento de CO2 ao Ar Livre na Floresta Amazônica. Hipóteses extraordinárias exigem evidências igualmente convincentes. E nada é mais extraordinário do que plantar 96 torres de 35 metros na floresta para descobrir se a Amazônia continuará a ajudar a salvar o clima ou abandonará a humanidade a uma espiral de aquecimento global, furacões, inundações e incêndios. Nos filmes, poderia ser a infraestrutura para a arma de dominação mundial dos inimigos de James Bond, mas, na realidade, é a maior instalação científ**a do planeta em uma floresta tropical. Cada um dos pilares sustenta um par de tubos pretos com orifícios pelos quais escapará um fluxo de dióxido de carbono (CO2). A ideia é aumentar em 50% a concentração do principal gás de efeito estufa no local para simular o aumento das emissões nas próximas décadas, de 400 para 600 partes por milhão (ppm), e medir como a natureza reage. Os pilares estão dispostos em seis círculos, cada um com 30 m de diâmetro e contendo 16 unidades, em uma área florestal do INPA que vem sendo estudada desde a década de 1990, aproximadamente 80 km ao norte de Manaus. Todas as seis disposições são idênticas, mas apenas três injetarão CO2, deixando as outras como áreas de controle onde apenas o ar ambiente sairá dos tubos.
“O FACE é talvez o maior experimento ao ar livre sobre mudanças climáticas do mundo atualmente”, afirma o ecologista e meteorologista David Lapola, da Unicamp, um dos coordenadores científicos. “Ele busca compreender e reduzir as incertezas sobre uma das maiores fontes de incerteza para o futuro da Amazônia: o papel que o aumento do dióxido de carbono teria na floresta, particularmente seus efeitos fisiológicos diretos.”

BR-319. A perspectiva de pavimentação dos 406 km do trecho do meio da BR-319, rodovia que conecta Manaus a Porto Velho, ...
29/09/2025

BR-319. A perspectiva de pavimentação dos 406 km do trecho do meio da BR-319, rodovia que conecta Manaus a Porto Velho, tem intensif**ado a grilagem de terras que devasta a floresta e ameaça as comunidades tradicionais. A rodovia foi construída na década de 70, durante a ditadura militar, e rasgou um gigante bloco de área preservada de floresta, com mosaicos formados por unidades de conservação e terras indígenas.
Na década de 90, já não havia mais asfalto no trecho do meio, e a conexão por terra entre duas grandes capitais amazônicas –Manaus com 2 milhões de moradores, Porto Velho, com 460 mil– acabou abandonada.
A rodovia pode ser um gatilho decisivo para ocupação, grilagem e desmatamento de uma área ainda bastante preservada, considerada decisiva para o bioma amazônico. Por isso, a pavimentação dependeria da consolidação do sistema de conservação de grandes blocos de floresta, por meio de parques sob a responsabilidade da gestão federal. Os ramais ( estradas secundárias que adentram a floresta ) se multiplicaram antes mesmo da chegada do asfalto, e o desmatamento explodiu nos anos finais do governo de Jair Bolsonaro. Nos últimos anos, a rondonização na parte mais ao sul da via vem ganhando ares de consolidação, com grilagem, intenso comércio de terras –placas com anúncios estão espalhadas pelas margens do trecho do meio– e avanço da devastação. Rondonização é um termo que faz alusão à maneira como Rondônia foi ocupada, com vastas e aceleradas perdas de floresta para dar espaço a pasto e boi.
Áreas de assentamento foram ocupadas de forma criminosa, e comunidades tradicionais viradas para o rio Madeira estão encurraladas pela expansão da grilagem movida a partir da BR-319. São comuns os relatos de ameaças de morte e de tomadas de territórios, a partir da derrubada do que antes já representou uma importante fonte de renda a ribeirinhos, como castanheiras e açaizeiros. Essa série de reportagens é uma parceria entre a e a .

PEDRAL DO LOURENÇO- Um trecho de uma decisão da Justiça Federal, de fevereiro de 2025, circulou intensamente pelo WhatsA...
08/09/2025

PEDRAL DO LOURENÇO- Um trecho de uma decisão da Justiça Federal, de fevereiro de 2025, circulou intensamente pelo WhatsApp de ribeirinhos que vivem às margens do rio Tocantins, a jusante de Itupiranga, no leste do Pará.
A decisão negava, sem meias palavras, a existência desses pescadores artesanais, que aprenderam ao longo de uma vida inteira sobre como mapear farturas de peixes por detrás de rochas enormes, que emergem com a seca do rio e que compõem um pedral com mais de 35 km de extensão, ao longo do curso d’água.
“No trecho 2, chamado Pedral do Lourenço, não há indígenas, quilombolas ou ribeirinhos”, cita a decisão, que analisou um pedido do MPF (Ministério Público Federal) no Pará para anulação da licença prévia concedida pelo Ibama como etapa inicial para a explosão de extenso canal no Pedral do Lourenço.
Entre os ribeirinhos que habitam as 25 comunidades ao longo do pedral houve indignação com os termos da decisão judicial.
“A gente existe e segue aqui”, diz Ernandes Soares da Silva, 52, vice-presidente da Associação da Comunidade Ribeirinha Extrativista da Vila Tauiri.
A abertura de uma passagem pelo Pedral do Lourenço —com até três detonações de explosivos por dia, por três anos, garantindo uma faixa de 100 m de largura no rio para a passagem de barcaças— integra o projeto que permitiria o funcionamento da hidrovia Tocantins-Araguaia.
A pesca está diretamente associada às rochas. A região é considerada o maior berçário de peixes do rio Tocantins. As pedras são esconderijos para várias espécies, algumas delas ameaçadas de extinção.
Além da explosão do pedral, o projeto prevê a dragagem de 177 km ao longo do rio. A abertura dessa área garantiria acessos de minério, soja e carvão mineral ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA), perto de Belém.
Este projeto, que retrata o impacto de grandes obras na Amazônia, é uma parceria da com a .

“O povo Waimiri Atroari nunca ficou sossegado. Nunca nos deram a oportunidade de pensar direito.”Em poucas frases, Ewepe...
11/08/2025

“O povo Waimiri Atroari nunca ficou sossegado. Nunca nos deram a oportunidade de pensar direito.”
Em poucas frases, Ewepe Marcelo Atroari, 52, resume um sentimento comum, o de desassossego, e alude ao histórico de pressão ininterrupta sobre o território dos kinjas ,como se denominam os indígenas da terra Waimiri Atroari, no Amazonas e em Roraima.
“Aqui não tem muito velho. As lideranças têm entre 48 e 52 anos.”
Grandes empreendimentos da ditadura militar, tocados sem qualquer consulta ao povo indígena de recente contato, provocaram uma redução drástica da população no território naquela curva da História. Os kinjas quase desapareceram.
A BR-174, que corta o território tradicional para conectar Manaus a Boa Vista, foi construída a um custo trágico: a população dos kinjas foi reduzida de 1.500 para 374 indígenas, ao fim das obras iniciadas em 1971. As mortes ocorreram em razão da ofensiva de militares do Exército e de doenças até então distantes do território, como sarampo, catapora e malária.
Na década de 80, uma mineradora se instalou na região, o que contaminou a água dos kinjas. Depois, uma usina hidrelétrica, Balbina, inundou 30 mil hectares da terra indígena.
Agora um novo empreendimento na área de floresta dos kinjas ganhou corpo com aspectos faraônicos, em imagens e percepções que remetem imediatamente às grandes obras tocadas no período da ditadura dos militares: a construção do linhão de energia entre Manaus e Boa Vista.
Mas uma mudança decisiva ocorreu na forma como um empreendimento desse porte é executado dentro de um território de indígenas de recente contato: os kinjas assumiram um protagonismo real na fiscalização das obras. É a primeira vez, depois de uma sucessão de empreendimentos de grande porte na terra Waimiri Atroari, que os kinjas participam de cada etapa das obras físicas, numa tentativa de redução de danos causados por mais uma ofensiva indesejada. O modelo adotado não foi visto em outros grandes empreendimentos na Amazônia. Este projeto é uma parceria da com a .

A Ferrogrão é o projeto de uma ferrovia com 933 km de extensão, de Sinop (MT) —cujo raio de 300 km responde por 40% de t...
21/07/2025

A Ferrogrão é o projeto de uma ferrovia com 933 km de extensão, de Sinop (MT) —cujo raio de 300 km responde por 40% de toda a produção de soja em Mato Grosso, o maior produtor do grão no país— a Itaituba (PA), mais especif**amente até o porto de Miritituba, no rio Tapajós. No local, há um grande complexo de silos, armazéns e portos dominado por traders da soja e do milho.
A ferrovia segue o traçado da BR-163, uma rodovia que já não comporta a expansão da soja nessa porção da amazônia brasileira. Todos os dias, segundo os representantes dos grandes produtores de soja, trafegam entre 2.000 e 3.000 caminhões na BR-163 no período da safra.
Se sancionado pelo presidente Lula, o projeto de lei que flexibiliza o licenciamento ambiental, aprovado na Câmara recentemente e conhecido como “ PL da Devastação”, pode acelerar a obra da Ferrogrão. O texto permite que o governo classifique, a seu critério, empreendimentos estratégicos, os quais f**arão sujeitos a um processo mais simples e rápido, de etapa única e com prazo de um ano.
A flexibilização do licenciamento também descarta a análise de terras indígenas não homologadas, caso das mais próximas da construção da ferrovia, onde vivem em Itaituba.
Os territórios dos kayapós estão a distâncias de 30 a 48 km do traçado da ferrovia. Os mundurukus que ocupam pequenas áreas verdes em Itaituba estão mais próximos, alguns a menos de 6 km.
Comunidades de pescadores na boca do Parque Nacional do Jamanxim —cortado pela BR-163 e pelo traçado da ferrovia— precisarão sair desse espaço
Em comum, todos dizem nunca ter sido ouvidos sobre o projeto. E todos eles são diretamente impactados pelo cerco crescente da soja.
Essa reportagem é o primeiro capítulo da série Grandes Obras na Amazônia, que mostra o impacto a comunidades tradicionais causado por grandes empreendimentos de infraestrutura na floresta, tanto os já executados quanto os que estão em fase de execução ou planejamento. Este projeto é uma parceria da Folha com a Rainforest Foundation Norway.

17/07/2025
DOIS CONCLAVES EM UM FUNERAL – Entre 2005 e 2013 tive o privilégio de fotografar o funeral do Papa João Paulo II, e os c...
23/04/2025

DOIS CONCLAVES EM UM FUNERAL – Entre 2005 e 2013 tive o privilégio de fotografar o funeral do Papa João Paulo II, e os conclaves do Papa Bento XVI e do incomparável Papa Francisco. A despedida a João Paulo II no meio da praça de São Pedro, a chegada dos cardeais ao Vaticano, as conversas de bastidores, as incontáveis missas em latim na Basílica de São Pedro, a preparação da Capela Sistina, os plantões na praça a espera da fumaça branca, multidão de fiéis e a emoção da primeira aparição do Papa Francisco. Os ritos centenários, as vestimentas, tudo isso dentro desse ambiente criado por Bernini e Michelângelo. Me sentia em um filme. Agora o Vaticano se prepara novamente para mais um conclave e um funeral.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA. Uma porção da floresta amazônica que deveria servir ao agroextrativismo, no oeste do Pa...
11/12/2024

MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA. Uma porção da floresta amazônica que deveria servir ao agroextrativismo, no oeste do Pará, virou uma terra sem lei, invadida e dominada por grileiros, cenário de um leilão de lotes delimitados por donos sem rosto.
É o fogo –criminoso, sem controle e sem repressão– que dita o ritmo da ocupação do Chapadão, uma área plana que f**a entre Santarém (PA) e Uruará (PA), no curso da rodovia PA-370.
O lugar virou um cemitério de castanheiras, uma das espécies mais imponentes da amazônia e responsável por um incremento decisivo na renda de centenas de famílias. Árvores tombaram pelo fogo ou pelo corte raso, e já não se extrai castanha como em um passado recente.
Assentamentos rurais criados pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), sem regularização e sem assistência mínima para o agroextrativismo, especialmente a coleta de castanha, foram invadidos por grileiros. Fazendeiros interessados na expansão da soja consolidaram espaços e pressionam por mais nacos de terra na floresta.
Assentados foram abandonados à própria sorte. Um mercado de lotes ocorre à luz do dia, ditado pelo fogo. ( texto: ). Este projeto é uma parceria entre a e a

MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA. A sensação de caminhar por um igarapé ou por um lago que secou é perturbadora. Do silên...
04/12/2024

MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA. A sensação de caminhar por um igarapé ou por um lago que secou é perturbadora. Do silêncio à ausência de vida, do cenário distópico à transformação da paisagem, tudo incomoda.
Em regiões do baixo rio Tapajós e da várzea do rio Amazonas, nas proximidades de Santarém (PA), uma seca extrema, prolongada e inclemente impõe essa sensação a centenas de famílias. São pessoas que se viram em espaços transformados, de uma forma nunca vivida, por meses a fio.
No fim de setembro, a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) declarou situação de escassez hídrica do baixo Tapajós, no oeste do Pará, uma forma de chamar a atenção para o momento crítico do rio e para que medidas fossem adotadas para mitigar os efeitos da vazante sem precedentes.
Desde então, Tapajós e Amazonas –cujas águas se encontram na altura de Santarém– vazaram ainda mais, com reflexos diretos às comunidades dispostas nas margens dos rios, igarapés e lagos.
Os rios seguem volumosos, dadas as suas proporções amazônicas, mas suas franjas encolheram de forma inédita, o que resultou na morte de igarapés e lagos abastecidos pelos cursos d’água principais.
Foi assim que indígenas, quilombolas e ribeirinhos se viram obrigados a conviver com uma paisagem radicalmente alterada. A presença de comunidades tradicionais nessa parte da Amazônia está diretamente ligada a corpos d’água que, agora, estão secos. ( texto: ). Este projeto é uma parceria entre a e a .

MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA. Mortandade de peixes na comunidade ribeirinha Igarapé do Costa, localizada na várzea do...
26/11/2024

MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA. Mortandade de peixes na comunidade ribeirinha Igarapé do Costa, localizada na várzea do rio Amazonas, próximo a Santarém. Os moradores acreditam que morreram entre 15 e 20 toneladas de peixes, além de jacarés e tartarugas. A região atravessa uma seca extrema e prolongada, com baixo nível dos rios, poucas chuvas e altas temperaturas. Este projeto é uma parceria da com a

Muito feliz por fazer parte desse júri. Vai ser uma experiência nova estar do outro lado do balcão. Muito trabalho, muit...
25/11/2024

Muito feliz por fazer parte desse júri. Vai ser uma experiência nova estar do outro lado do balcão. Muito trabalho, muito aprendizado e uma grande responsabilidade. Obrigado pela oportunidade.

SECA NA AMAZÔNIA. Uma atmosfera de desolação é imediatamente notada por quem adentra o barco flutuante de Henrique Alcio...
27/09/2024

SECA NA AMAZÔNIA. Uma atmosfera de desolação é imediatamente notada por quem adentra o barco flutuante de Henrique Alcione Batalha, 55. O espaço é a casa e a base logística do pescador. Está limpo, vazio e silencioso, ancorado nas águas paradas do paranã do Capivara, um dos incontáveis tributários do rio Solimões.
Alcione, que mora sozinho no flutuante, está de mãos atadas. Ele pesca o pirarucu, o peixe gigante que é símbolo da amazônia. A pesca é feita dentro de um eficiente plano de manejo, que inclui vigilância, contagem e captura em períodos e quantidades certos, com retorno financeiro decisivo a dezenas de comunidades na região do médio Solimões. Os pirarucus, porém, estão inacessíveis.
A sequência de secas extremas, com vazantes sem precedentes em 2023 e em 2024 na Amazônia ocidental, isolou os lagos onde estão os peixes. O igarapé que leva aos lagos virou um fio d’água e está intransitável. As famílias perdem renda, passam por dificuldades para comprar alimento e água, enfrentam a insegurança alimentar.
Sem água, os produtores artesanais de farinha de mandioca –a base da alimentação na região amazônica– vivem rotinas cada vez mais penosas no médio Solimões.
As comunidades estão sem rios, igarapés e poços para o repouso da mandioca, necessário para o amolecimento do tubérculo. Passaram a improvisar em tanques de plástico.
A água que chegava até bem próximo das casas de farinha –as “cozinhas de forno”, como são chamadas– não existe mais. Os mais jovens, então, transportam na cabeça ou nas costas sacos de 70 kg a 80 kg, após a torra nas cozinhas. Não há mais lagos ou rios caudalosos para o transporte dos sacos de farinha até Tefé (AM) e, de lá, para Manaus. Barcos grandes, então, são substituídos por canoas pequenas, com transporte fracionado da farinha. Um percurso de uma hora se transforma, na seca, em seis horas em vagarosas embarcações. A vida dos ribeirinhos vai se tornando inviável. Projeto realizado com para com o apoio da .

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