15/10/2025
O episódio ocorrido ontem na Câmara Municipal de Rio Verde escancarou, mais uma vez, o autoritarismo e o controle político que o grupo dos do Vale tenta exercer sobre a cidade. Durante a solenidade em que o presidente da FAEG, José Mário Schreiner, recebeu a Comenda Sebastião Arantes, a ausência do autor da propositura, ex-vereador Manoel Pereira, chamou atenção — e revelou bastidores nada republicanos.
Fontes apontam que Manoel foi impedido de comparecer ao evento pelo seu atual “chefe”, o ex-prefeito Paulo do Vale. O motivo? Política. Vaidade. O velho costume de quem acredita poder decidir quem deve ou não ser homenageado, quem pode aparecer e quem deve se calar.
Há informações ainda de que o grupo “dos Vale” tentou barrar a própria entrega da honraria, num gesto que beira o absurdo. A homenagem, que deveria ser um momento de reconhecimento, quase foi transformada em um palco de mesquinharia e censura política.
O mais curioso é que, recentemente, em público, os do Vale fizeram elogios a José Mário. Será que mudaram de opinião porque o presidente da FAEG figura hoje como um dos nomes cotados para ser vice na provável chapa de Daniel Vilela, enquanto Paulo do Vale tem o mesmo objetivo — mas com raras possibilidades?
Nem Paulo do Vale, nem o prefeito Wellington Carrijo, tampouco o deputado Lucas do Vale compareceram ao evento. Ficou claro que o grupo segue com a velha mania de confundir poder com posse, como se a cidade lhes pertencesse.
Mas, dessa vez, o plano não funcionou: a Câmara não se curvou, e a comenda foi entregue. A honraria reconhece pessoas que prestam serviços relevantes ao município e é oficializada por decreto.
O episódio deixa uma lição: quem tenta controlar tudo acaba revelando o medo de perder o comando. Diante do exposto, o que também se nota é que o atual presidente da Câmara, Idelson Mendes, não está nada satisfeito com a postura dos “do Vale” — e outros embates parecem estar a caminho.
Quem viver, verá!