17/08/2026
“É incrível como as mulheres f**am bem sozinhas! Muito melhores sozinhas do que os homens. Sempre foi assim. A impressão que eu tenho é que as mulheres, depois de serem muito assediadas pelos homens, se dão bem sozinhas, e que os homens servem como uma espécie de ‘leão de chácara’.
As mulheres costumam f**arem viúvas aos sessenta e poucos anos, e até mesmo no passado raramente se casavam de novo, não porque não houvesse mercado matrimonial – ainda que esse mercado não fosse muito extenso –, mas porque elas realmente não queriam, além dos homens de antigamente serem muito chatos, creio eu. Então elas se sentiam livres dessa encrenca, sem quererem saber mais de confusão.
Os homens, ao contrário, no passado, não tinham a menor competência de f**arem sozinhos; em geral, sempre f**am mal sós. Eles nem sabem chegar sozinhos a suas casas, inclusive os mais jovens. Se o homem chega a sua casa e sua família está lá (como a mulher e os filhos), ele lhe cumprimenta rapidamente com beijinhos, senta-se, abre o jornal ou f**a em frente à televisão trocando de canal. Por outro lado, se a mulher não está em casa, o homem chega lá e f**a tal como uma ‘barata tonta’ até arranjar um jeito de sair para a rua.
Os homens vão para a rua não necessariamente por estarem atrás de outras mulheres, e sim porque eles não aguentam f**ar quietos em casa. Já quando a família está em casa eles permanecem por lá sem lhe dar muita atenção, mas aconchegados pela presença daquele ruído familiar”.
Transcrição feita e adaptada pelo Provocações Filosóf**as do trecho da palestra: Amor nos tempos longevos para o Café Filosófico.