09/06/2026
Uma criança raramente diz: “estou ansiosa” ou “estou deprimida”, em muitos casos, ela sequer possui repertório emocional para compreender o sofrimento que sente. Em vez disso, esse sofrimento pode surgir como irritação, isolamento, dificuldades na escola, mudanças bruscas de comportamento, medos persistentes, problemas de sono ou crises de choro aparentemente sem motivo.
A pergunta que mobiliza pesquisadores, educadores, profissionais de saúde e famílias é simples: o que acontece quando uma criança sente algo que ainda não consegue nomear?
Essa questão ganha relevância em um momento em que os indicadores de saúde mental infantojuvenil acendem aleUma criança raramente diz: “estou ansiosa” ou “estou deprimida”, em muitos casos, ela sequer possui repertório emocional para compreender o sofrimento que sente. Em vez disso, esse sofrimento pode surgir como irritação, isolamento, dificuldades na escola, mudanças bruscas de comportamento, medos persistentes, problemas de sono ou crises de choro aparentemente sem motivo.
A pergunta que mobiliza pesquisadores, educadores, profissionais de saúde e famílias é simples: o que acontece quando uma criança sente algo que ainda não consegue nomear?
Essa questão ganha relevância em um momento em que os indicadores de saúde mental infantojuvenil acendem alertas no Brasil e no mundo.
// Um cenário que preocupa
A Organização Mundial da Saúde estima que um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos convive com algum transtorno mental, sendo ansiedade, depressão e transtornos comportamentais algumas das condições mais frequentes. A OMS também alerta que muitos desses quadros permanecem sem diagnóstico ou tratamento adequado.
No Brasil, os dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE em 2026, revelam que 30% dos adolescentes afirmam sentir tristeza sempre ou na maior parte do tempo, proporção semelhante relata já ter sentido vontade de se machucar. 26,1% dos estudantes disseram sentir constantemente que “ninguém se preocupa” com eles. e 18,5% afirmam pensar que “a vida não vale a pena ser vivida”.
Leia mais em VIXFeed.
✍ Wing Costa