22/05/2026
Se você se cobra perfeição, pode estar treinando o seu cérebro pra desistir.
Em 2024 trabalhei com a .v . Sorriso fácil, coração disposto, energia alta. Pessoa ótima de trabalhar, principalmente pela escuta ativa e pelo desejo de aprender.
Num treino propus um desafio simples, dos que uso pra subir competitividade e trabalhar fundamento técnico: 6 tiros livres, mesma distância, e cada atleta diria quantos gols faria.
Na vez da Monick, ela disse: “Vou fazer os seis gols.”
Apenas sorri e autorizei.
E já na primeira cobrança, ela errou. Mandou pra fora e o desafio acabou ali. Monick ficou um pouco sem jeito, porque se viu fora do desafio que ela mesma criou.
Perguntei: “O que você acha que aconteceu?”
Ela respondeu sem muita convicção: “Talvez não tomei tanta distância do chute?”
Respondi: “O problema não foi técnico. Você se colocou num desafio que exigia perfeição. E exigir perfeição assim não ajuda. Atrapalha.”
E aqui tem um detalhe que muita gente não percebe: quando você se coloca numa meta onde não pode errar, o jogo deixa de ser executar e passa a ser não falhar. E isso muda tudo.
Segui com algo que uso muito no coaching: “Monick, qual número de gols você GARANTE que vai fazer?”
Ela pensou, sorriu e ajustou: “Então eu GARANTO dois.”
Voltou pra bola e não fez dois...
FEZ TRÊS GOLS!
Ou seja, não só cumpriu o desafio como passou da própria meta.
Agora f**a a pergunta: quantas vezes você já começou algo com uma meta alta e parou no meio do caminho?
Quando o desafio você não vê progressão, você começa a treinar o seu cérebro a não conseguir.
No coaching eu vejo isso direto. Gente que quer criar hábito de leitura e começa com 30 minutos por dia sem ter hábito nenhum. Aí não sustenta, falha e passa a se enxergar como alguém que não consegue e não cumpre o que promete.
A pergunta que muda tudo é simples: qual é o mínimo que você garante? 1 minuto? 2?
Pode parecer pouco, mas é executável. E quando você faz igual à Monick, garante um resultado, cumpre e às vezes dobra, você começa a jogar a seu favor. Monick entendeu isso rápido e por isso é uma atleta diferente.
VOA, MONICK!
E você que me leu, como pode aplicar isso na sua vida? VAMOOOO!