24/08/2026
Via: Diego Silva | Dyego Pereira
Xambioá, no norte do Tocantins, tem uma história marcada por ciclos econômicos e profundas transformações territoriais. O nome Xambioá deriva da etnia indígena Karajá-Xambioá, povo originário das margens do Rio Araguaia, e na língua Karajá significa "pássaro veloz" ou "pássaro ligeiro". Quem nasce em Xambioá é chamado de xambioaense, e o padroeiro da cidade é São Miguel Arcanjo.
O povoamento de Xambioá se acelerou a partir de junho de 1952, quando a descoberta de quartzo na região atraiu moradores para o local então conhecido como "Xambioazinho". Em 29 de setembro de 1956, a Lei Municipal nº 15 de Araguatins elevou o povoado de Xambioá à categoria de distrito e vila.
A emancipação política de Xambioá ocorreu pela Lei Estadual de Goiás nº 2.118, de 14 de novembro de 1958, desmembrando o território de Araguatins. A instalação oficial do município de Xambioá aconteceu em 1º de janeiro de 1959. A criação foi sancionada pelo governador José Ludovico de Almeida, enquanto a instalação administrativa se deu na transição para o governador José Feliciano Ferreira — nenhum dos dois teve ligação de nascimento ou morte com Xambioá.
Xambioá chegou a possuir o distrito de Piraquê, criado em 1963, que foi desmembrado pela Lei Estadual nº 291, de 1991, tornando-se município independente. Desde então, Xambioá conta apenas com o distrito-sede.
Historicamente, Xambioá abrigou as ruínas do Presídio de Chambioás (1868) e foi cenário central da Guerrilha do Araguaia, entre as décadas de 1960 e 1970. Hoje, Xambioá soma 10.517 habitantes, segundo o Censo IBGE de 2022, preservando sua identidade indígena e sua relevância histórica no Tocantins.