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𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐜̧𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐞𝐧𝐚 𝐯𝐢𝐭𝐢𝐜𝐮𝐥𝐭𝐨𝐫 𝐩𝐨𝐫 𝐚𝐜𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐮𝐭𝐢𝐥𝐨𝐮 𝐨𝐩𝐞𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬É a história de um dramático acidente de trabal...
26/12/2025

𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢𝐜̧𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐞𝐧𝐚 𝐯𝐢𝐭𝐢𝐜𝐮𝐥𝐭𝐨𝐫 𝐩𝐨𝐫 𝐚𝐜𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐮𝐭𝐢𝐥𝐨𝐮 𝐨𝐩𝐞𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬

É a história de um dramático acidente de trabalho que mudou para sempre a vida de um trabalhador agrícola português. Em fevereiro de 2018, num vinhedo do cantão de Genebra, o operário acompanhava uma perfuradora em funcionamento quando a sua jaqueta ficou presa numa broca com cerca de três metros. O corpo foi violentamente projetado contra a máquina, que lhe arrancou um braço ao nível do ombro.

Sete anos depois, e após dois recursos, o Tribunal Federal suíço (TF) pronunciou-se de forma definitiva, dando razão ao queixoso. A mais alta instância judicial do país confirmou a condenação do viticultor, na qualidade de empregador, bem como do operador da máquina, por ofensas corporais graves por negligência. O empregador foi condenado a 140 dias-multa com pena suspensa, enquanto o operador recebeu uma pena de 90 dias-multa, igualmente com suspensão.

𝐔𝐦𝐚 𝐞𝐱𝐩𝐞𝐫𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐢𝐧𝐨𝐯𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚

À data dos factos, o domínio vitivinícola participava numa experiência desenvolvida por uma start-up, que consistia na perfuração do solo para a introdução de tubos verticais com mais de dois metros de profundidade, com o objetivo de favorecer a regeneração dos solos.

Para esse trabalho era utilizada uma perfuradora com cerca de 650 quilos, que avançava ao longo das vinhas e parava junto de cada cepa. Uma longa broca penetrava no solo para abrir os buracos necessários. Nesse dia de fevereiro, o operador da máquina — mandatado para a execução do trabalho e não empregado do viticultor — encontrava-se aos comandos do equipamento, enquanto o trabalhador português, empregado de longa data no domínio, procedia à introdução dos tubos e ao fecho dos buracos.

𝐎 𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐠𝐞́𝐝𝐢𝐚

O acidente ocorreu quando a jaqueta aberta do trabalhador foi levantada por uma rajada de vento, tocando na haste metálica em rotação. O tecido enrolou-se na broca em movimento, arrastando violentamente o operário contra a máquina, que lhe seccionou um braço.

Para o Tribunal Federal, o empregador colocou o trabalhador numa situação de elevado risco ao exigir que os buracos fossem tapados imediatamente após a perfuração, enquanto a mesma máquina avançava sem interrupção para um novo furo, a cerca de 70 centímetros de distância, apenas para ganhar tempo. Os juízes consideraram, por isso, que a falta cometida pode ser qualificada como grave.

O Tribunal sublinha ainda que o facto de o viticultor ter posteriormente procurado assegurar os melhores cuidados médicos à vítima não atenua a sua responsabilidade penal. Segundo o acórdão, o empregador tinha conhecimento de que a broca da perfuradora deveria estar equipada com um dispositivo de proteção, claramente indicado no manual de utilização da máquina.

𝐑𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐨 𝐨𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐨𝐫

Também o operador da perfuradora foi considerado culpado. O Tribunal Federal entende que, ao continuar a acionar a máquina sabendo que o colega se encontrava a menos de 70 centímetros da broca em movimento e fora do seu campo de visão, não tomou as precauções exigidas pelas circunstâncias, agindo com negligência culposa.

Durante o julgamento em primeira instância, realizado em 2024, ficou a saber-se que o trabalhador, entretanto declarado inválido, regressou a Portugal após vinte anos ao serviço do mesmo empregador na Suíça.

𝐑𝐞𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞𝐬

A advogada do viticultor, Me Catherine Hohl-Chirazi, afirmou que o seu cliente não se encontrava no local aquando do acidente e desconhecia que a perfuradora pudesse ser equipada com uma grelha de proteção. Acrescentou ainda que o viticultor está profundamente afetado pelo drama vivido pelo trabalhador e lamenta as circunstâncias deste trágico acidente.

O advogado do operador da máquina, Me François Canonica, não quis prestar declarações.

Já o advogado da vítima, Me Pedro Da Silva Neves, referiu que o seu cliente ficou muito emocionado ao saber que podia finalmente encerrar este longo processo judicial. Sublinhou ainda que a decisão reconhece que se tratou de um acidente de trabalho que poderia ter sido evitado se as normas de segurança tivessem sido respeitadas, manifestando a esperança de que esta condenação conduza a uma tomada de consciência, ainda que tardia, por parte do empregador.

24/12/2025
𝐓𝐫𝐢𝐛𝐮𝐧𝐚𝐥 𝐅𝐞𝐝𝐞𝐫𝐚𝐥 𝐦𝐚𝐧𝐭𝐞́𝐦 𝐢𝐧𝐝𝐞𝐦𝐧𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐚 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐜𝐢𝐨𝐮 𝐡𝐨𝐦𝐢𝐜𝐢́𝐝𝐢𝐨 𝐞𝐦 𝐌𝐨𝐫𝐠𝐞𝐬O Tribunal Federal suíço decidiu man...
21/12/2025

𝐓𝐫𝐢𝐛𝐮𝐧𝐚𝐥 𝐅𝐞𝐝𝐞𝐫𝐚𝐥 𝐦𝐚𝐧𝐭𝐞́𝐦 𝐢𝐧𝐝𝐞𝐦𝐧𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐚 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐜𝐢𝐨𝐮 𝐡𝐨𝐦𝐢𝐜𝐢́𝐝𝐢𝐨 𝐞𝐦 𝐌𝐨𝐫𝐠𝐞𝐬

O Tribunal Federal suíço decidiu manter o valor integral da indemnização por danos morais atribuída a Joana, jovem mulher que assistiu ao assassinato do seu companheiro num restaurante de kebab em Morges, no cantão de Vaud, em setembro de 2020. A informação foi revelada pela RTS (Rádio Televisão Suíça).

Joana era namorada de João, cidadão português morto à facada diante dos seus olhos a 12 de setembro de 2020. Este crime marcou profundamente a Suíça por se tratar do primeiro homicídio com motivação jihadista no país.

Em janeiro de 2023, o autor do crime foi condenado a 20 anos de prisão, além de uma medida terapêutica institucional em meio fechado, devido a perturbações mentais.

𝐏𝐞𝐝𝐢𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐩𝐚𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐦𝐨𝐫𝐚𝐥

Em setembro de 2023, Joana solicitou ao cantão de Vaud uma indemnização de 25.000 francos suíços por danos morais, ao abrigo da Lei Federal sobre a Ajuda às Vítimas de Infrações (LAVI). O cantão reconheceu o direito à indemnização, mas fixou o valor em 10.000 francos, reduzindo-o posteriormente em 30%, com o argumento de que Joana passou a residir em Portugal, onde o custo de vida é mais baixo.

O Tribunal Cantonal de Vaud confirmou essa redução, baixando a indemnização para 7.000 francos. No entanto, Joana decidiu recorrer ao Tribunal Federal, a mais alta instância judicial da Suíça.

“𝐄𝐥𝐚 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐬𝐭𝐢𝐮 𝐚𝐨 𝐠𝐨𝐥𝐩𝐞 𝐦𝐨𝐫𝐭𝐚𝐥”

No acórdão datado de 3 de dezembro de 2025, obtido pelo Pólo de Investigação da RTS, o Tribunal Federal deu razão parcial à vítima. Os juízes reconheceram que Joana tem direito inequívoco à ajuda às vítimas, sublinhando que ela estava sentada ao lado do companheiro no momento do ataque, presenciou o golpe fatal, viu-o cair e morrer à sua frente.

O Tribunal analisou também a natureza da relação entre Joana e João. À data do crime, o casal mantinha uma relação há cerca de cinco meses e vivia junto há menos de dois meses. Por não se tratar de um concubinato estável e duradouro, os juízes consideraram justificada a redução do valor que normalmente é atribuído a cônjuges ou companheiros de longa data, fixando a indemnização em 10.000 francos.

𝐂𝐮𝐬𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐧𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚𝐧𝐠𝐞𝐢𝐫𝐨: 𝐫𝐞𝐝𝐮𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐫𝐞𝐣𝐞𝐢𝐭𝐚𝐝𝐚

A questão central passou então a ser a redução do valor com base no custo de vida em Portugal. O Tribunal Federal recordou que esse tipo de redução só deve ser aplicado em casos excecionais, quando a diferença de poder de compra é extremamente significativa.

Segundo a jurisprudência citada, reduções foram aceites em países como a Voivodina, a Argélia ou a Geórgia, onde o poder de compra é entre 18 a 20 vezes inferior ao da Suíça. Para o Tribunal, embora o custo de vida em Portugal seja inferior ao suíço, a diferença não é suficientemente grande para justificar uma redução da indemnização.

𝐒𝐨𝐟𝐫𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐝𝐨

Desta forma, o Tribunal Federal anulou a redução e confirmou o pagamento integral de 10.000 francos suíços a Joana.

Contactado pela RTS, o advogado da vítima, Me Fabien Mingard, afirmou que a sua cliente está satisfeita com a decisão, que “reconhece plenamente a sua dor e o sofrimento moral vivido, independentemente do local onde reside”.

𝐓𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐚𝐜𝐮𝐬𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐬𝐢𝐦𝐮𝐥𝐚𝐫 𝐚𝐜𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞𝐫 𝐢𝐧𝐝𝐞𝐦𝐧𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬A má sorte parece perseguir um o...
16/12/2025

𝐓𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐚𝐜𝐮𝐬𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐬𝐢𝐦𝐮𝐥𝐚𝐫 𝐚𝐜𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞𝐫 𝐢𝐧𝐝𝐞𝐦𝐧𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬

A má sorte parece perseguir um operador de grua português. Pouco mais de seis semanas depois de iniciar um novo emprego, o trabalhador sofreu um alegado acidente num estaleiro em Zurique. Pelo menos foi essa a versão apresentada ao pessoal hospitalar em março de 2021. Segundo o seu relato, teria caído e embatido com o rosto num painel de madeira, lesionando também o tornozelo. Os médicos afastaram, no entanto, a hipótese de fratura. Foi-lhe aplicado um penso, prescritos medicamentos e declarada uma incapacidade total para o trabalho durante alguns dias.

Meses mais tarde, o trabalhador continuava a queixar-se de dores persistentes. Comunicou à Suva uma perda de sensibilidade na planta dos pés e dores intensas durante a noite, afirmando já não conseguir conduzir nem subir escadas. Para apurar a origem dos sintomas, os médicos realizaram uma ressonância magnética, que não revelou qualquer anomalia relevante. Apesar disso, a incapacidade para o trabalho foi sucessivamente prolongada até abril de 2022.

O que os médicos desconheciam era que o operador de grua já tinha assinado, há algum tempo, um contrato com outro empregador para exercer funções no Liechtenstein.

𝐍𝐨𝐯𝐨 “𝐚𝐜𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞” 𝐥𝐨𝐠𝐨 𝐧𝐨 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐝𝐢𝐚

Também no Liechtenstein, a alegada má sorte parece ter continuado. Logo no segundo dia de trabalho, o trabalhador declarou ter tropeçado num objeto de betão e sofrido uma contusão no pé, segundo a participação de acidente. Voltou a queixar-se de dores e, uma vez mais, foi declarada uma incapacidade total para o trabalho — desta vez por quase um ano.

Este período revelou-se financeiramente vantajoso. De acordo com o Ministério Público de São Galo, o trabalhador recebeu indemnizações diárias por acidente tanto no Liechtenstein como na Suíça, arrecadando de forma fraudulenta mais de 100 mil francos. Está acusado de burla qualificada e branqueamento de capitais, sendo suspeito de ter simulado sintomas para beneficiar de prestações de seguros.

O julgamento decorrerá no Tribunal Distrital de Rheintal (SG), no âmbito de um processo acelerado. Aplica-se a presunção de inocência até ser proferida decisão final. O arguido já reconheceu os factos essenciais e aceitou a acusação, segundo o seu advogado.

𝐔𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐝𝐞 𝐨𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐥𝐬𝐨𝐬 𝐚𝐜𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬

A investigação não se ficou por este caso. As autoridades descobriram que, no círculo próximo do arguido, várias outras pessoas teriam igualmente simulado acidentes de trabalho para obter prestações financeiras. Segundo o Ministério Público, enquanto ainda se queixava de dores após o alegado acidente em Zurique, o operador de grua começou a recrutar conhecidos e familiares.

Criava endereços de correio eletrónico e contas bancárias em nome dessas pessoas, que frequentemente geria pessoalmente. Em seguida, arranjava-lhes empregos no setor da construção e dava instruções precisas: simular um acidente pouco tempo depois do início das funções, muitas vezes logo no primeiro dia ou após poucos dias. O objetivo era convencer médicos e seguradoras de que sofriam de lesões profissionais que justificassem uma incapacidade total para o trabalho.

Os falsos acidentes multiplicaram-se em estaleiros por todo o país. Na Argóvia, um trabalhador afirmou que várias pedras lhe tinham rolado sobre o pé esquerdo e a perna durante trabalhos de escavação. Em Zurique, outro declarou ter escorregado a caminho da casa de banho e lesionado o ombro esquerdo ao cair. No Liechtenstein, um operário afirmou ter caído de uma altura de dois metros numa pedreira. Noutro caso, um trabalhador queixou-se de dores no ombro depois de escorregar com um carrinho de mão.

A acusação menciona catorze cúmplices presumíveis na Suíça e no estrangeiro, todos abrangidos pela presunção de inocência. No total, cerca de 600 mil francos terão sido indevidamente recebidos, sendo que o principal arguido terá ficado com uma parte substancial desse montante.

𝐓𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐧𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚𝐧𝐠𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐚𝐩𝐞𝐬𝐚𝐫 𝐝𝐚 𝐛𝐚𝐢𝐱𝐚 𝐦𝐞́𝐝𝐢𝐜𝐚

Segundo o Ministério Público, o esquema estava bem organizado. O principal arguido tratava do alojamento e do transporte dos cúmplices. Alguns deslocavam-se à Suíça de autocarro para comparecer a consultas médicas, apesar de residirem no estrangeiro, e em certos casos continuavam a trabalhar apesar das alegadas lesões profissionais.

Empregados como pedreiros ou trabalhadores da construção de estradas, os seus currículos eram por vezes manipulados para aparentar uma vasta experiência profissional. Uma maior qualificação aumentava não só as hipóteses de contratação, mas também o salário e, consequentemente, o valor das indemnizações diárias. Num dos casos, um homem desempregado, que tinha iniciado uma formação como padeiro, afirmava trabalhar na construção civil há mais de vinte anos.

Durante muito tempo, ninguém suspeitou de irregularidades, apesar de algumas incoerências nos processos médicos. Num caso, um trabalhador declarou ter fraturado o pulso esquerdo numa queda, mas no hospital referiu uma lesão na mão direita. Mais tarde, voltou a mencionar a mão esquerda, alegando já não conseguir segurar uma chávena de café.

𝐌𝐞́𝐝𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐞𝐧𝐠𝐚𝐧𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐞 𝐩𝐫𝐞𝐣𝐮𝐢́𝐳𝐨𝐬 𝐞𝐥𝐞𝐯𝐚𝐝𝐨𝐬

Apesar de não encontrarem lesões objetivas, vários médicos acabaram por atestar incapacidades prolongadas para o trabalho. Segundo o Ministério Público, não lhes pode ser imputada responsabilidade, uma vez que as dores relatadas eram plausíveis e não podiam ser refutadas por meios médicos.

Alguns dos envolvidos encenavam cuidadosamente o sofrimento, utilizando andarilhos ou talas apenas durante as consultas. Outros terão recorrido a injeções de medicamentos fortes para sustentar a encenação. Como consequência, foram prescritas sessões de fisioterapia, exames, medicamentos e ajudas técnicas, originando mais de 50 mil francos em custos médicos desnecessários.

O maior prejuízo resulta, contudo, das indemnizações diárias. Várias seguradoras foram afetadas, sendo que a Suva terá pago, só por si, mais de 300 mil francos indevidamente.

A fraude foi descoberta após uma denúncia. Segundo a Suva, este tipo de esquema é difícil de detetar, uma vez que os envolvidos alteram constantemente os métodos e ocultam as suas ações de forma profissional. O responsável pelo combate aos abusos sublinha que não se trata de um caso isolado: redes organizadas causam prejuízos de vários milhões e prejudicam seriamente a economia suíça.

O Ministério Público requer uma pena de prisão de 36 meses, dos quais 14 de cumprimento efetivo. O arguido encontra-se atualmente em prisão preventiva.

A comunidade portuguesa esteve amplamente mobilizada este domingo, em Bulle, demonstrando uma forte união e solidariedad...
14/12/2025

A comunidade portuguesa esteve amplamente mobilizada este domingo, em Bulle, demonstrando uma forte união e solidariedade.

Segundo estimativas da Polícia Cantonal de Fribourg, cerca de 2.500 pessoas participaram na marcha branca que se seguiu à cerimónia.

Foto: Jean-Baptiste Morel 📸

14/12/2025

Marcha branca em Bulle em homenagem às vítimas

Depois da missa, a homenagem prosseguiu com uma marcha branca organizada pelos amigos dos jovens falecidos. Pouco depois das 13 horas, foram distribuídos balões brancos e cor-de-rosa, dando início a um longo cortejo que percorreu as ruas de Bulle, acompanhado por motas e automóveis.

As autoridades locais alertaram previamente para possíveis perturbações no trânsito, estando a polícia presente para assegurar a circulação.

Após cerca de trinta minutos, o cortejo terminou no parque de estacionamento do centro de ténis, onde alguns familiares e amigos intervieram, maioritariamente em português, num último momento de recolhimento. A homenagem terminou às 14h45 com o lançamento simbólico de balões, sob um céu limpo.

📹 La Télé

𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐧𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐚̀𝐬 𝐯𝐢́𝐭𝐢𝐦𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐚𝐜𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐦 𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚A comunidade portuguesa reuniu-se este domingo...
14/12/2025

𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐧𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐚̀𝐬 𝐯𝐢́𝐭𝐢𝐦𝐚𝐬 𝐝𝐨 𝐚𝐜𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐦 𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚

A comunidade portuguesa reuniu-se este domingo à tarde, em Bulle, no cantão de Friburgo, para prestar homenagem aos quatro jovens que perderam a vida num trágico acidente de viação ocorrido em França na semana passada. Cerca de mil pessoas participaram numa marcha branca, num gesto de solidariedade e apoio às famílias enlutadas.

A cerimónia contou também com a presença de Júlio Vilela, embaixador da República Portuguesa na Suíça, que se juntou à comunidade portuguesa neste momento de profunda dor e recolhimento.

Três das vítimas residiam na região de Bulle, enquanto a quarta vivia mais perto de Fribourg. Está prevista, nos próximos dias, uma outra cerimónia em memória da quarta vítima, residente no distrito da Sarine, permitindo assim que a sua comunidade local também possa prestar a sua despedida.

A marcha branca terminou com um lançamento simbólico de balões, em memória das vítimas, num ambiente marcado pela emoção, pelo silêncio e pela união da comunidade.

📸 Imagem: 19h30 - RTS
https://www.rts.ch/info/regions/fribourg/2025/article/marche-blanche-a-bulle-hommage-aux-4-jeunes-fribourgeois-morts-en-france-29090557.html

𝐉𝐨𝐯𝐞𝐦 𝐭𝐮𝐫𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐦𝐨𝐫𝐫𝐞𝐮 𝐚𝐩𝐨́𝐬 𝐚𝐭𝐫𝐨𝐩𝐞𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬 𝐞𝐦𝐛𝐫𝐢𝐚𝐠𝐚𝐝𝐨Na sequência do grave acidente ocorrido no mês passado...
14/12/2025

𝐉𝐨𝐯𝐞𝐦 𝐭𝐮𝐫𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐦𝐨𝐫𝐫𝐞𝐮 𝐚𝐩𝐨́𝐬 𝐚𝐭𝐫𝐨𝐩𝐞𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬 𝐞𝐦𝐛𝐫𝐢𝐚𝐠𝐚𝐝𝐨

Na sequência do grave acidente ocorrido no mês passado, perto do mercado de Natal de Montreux, o nosso portal recebeu a confirmação de que o jovem turista de 19 anos, que se encontrava em estado crítico, acabou por falecer devido à gravidade dos ferimentos.

O acidente envolveu um veículo conduzido por um emigrante português embriagado, que perdeu o controlo e embateu em vários carros e peões. A vítima, de nacionalidade chinesa, caminhava no passeio acompanhada da mãe, que também ficou gravemente ferida e foi transportada para o CHUV, em Lausanne.

Um testemunho divulgado posteriormente ajuda a ilustrar a dimensão do drama vivido no local. O homem, que prestou os primeiros socorros às vítimas, descreve ter ouvido “um ruído terrível, semelhante a uma explosão” antes de se deparar com uma cena de devastação, com vários veículos destruídos. No passeio, junto a uma garagem, encontrou uma mulher e um jovem projetados contra a porta. O autor relata ter tentado confortar a mulher e prestar-lhe assistência até à chegada dos socorros, enquanto o jovem, inconsciente, lutava pela vida.

No local do acidente, ainda são visíveis marcas na estrada e numa das árvores atingidas, bem como flores e velas deixadas em memória do jovem.

As autoridades continuam a investigação para apurar todas as circunstâncias e responsabilidades do acidente. O nosso portal apresenta as mais sentidas condolências à família e amigos da vítima.

𝐌𝐚𝐫𝐜𝐡𝐚 𝐛𝐫𝐚𝐧𝐜𝐚 𝐞𝐦 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐞𝐬 🕊️A Cidade de Bulle informa que será realizada, neste domingo, 1...
13/12/2025

𝐌𝐚𝐫𝐜𝐡𝐚 𝐛𝐫𝐚𝐧𝐜𝐚 𝐞𝐦 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐞𝐬 🕊️

A Cidade de Bulle informa que será realizada, neste domingo, 14 de dezembro, uma marcha branca em memória de quatro jovens friburguenses de origem portuguesa, com idades entre 16 e 18 anos, falecidos num trágico acidente ocorrido na passada sexta-feira, em Collonges (França).

A homenagem, organizada por amigos das vítimas, terá início às 13h00, no CO2 de La Tour-de-Trême, e reunirá peões e veículos num cortejo.

Percurso do cortejo
• Saída do CO2 (organização dos veículos)
• Rua de l’Ancien-Comté
• Rua de Gruyère
• Rua de la Condémine
• Estrada de Morlon
• Rua du Stade
• Chegada ao parque de estacionamento do centro de ténis

Mais uma família portuguesa a fazer-se sentir na Suíça. Nos últimos dias, foi Rúben Neves, internacional português, quem...
10/12/2025

Mais uma família portuguesa a fazer-se sentir na Suíça. Nos últimos dias, foi Rúben Neves, internacional português, quem escolheu Zermatt para aproveitar uns dias de descanso ⛰️❄️

No domingo, dia 14 de dezembro, às 11h15, terá lugar uma missa em memória de três dos quatro jovens falecidos, na Tour-d...
07/12/2025

No domingo, dia 14 de dezembro, às 11h15, terá lugar uma missa em memória de três dos quatro jovens falecidos, na Tour-de-Trême (Bulle, FR).

A missa está aberta a todos os que queiram associar-se a este momento de recolhimento e homenagem.

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