Revista Textos Híbridos

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Revista especializada en el estudio de la relación entre el periodismo y la literatura representada por estos y otros géneros narrativos en las áreas geoculturales comprendidas por las designaciones “hispánica”, “latinoamericana”, "lusófona" y "latinx"

Convocatoria DossierVol. 14., Núm. 1 (abril - mayo 2027)La crónica de viajes en la actualidadFecha límite para el envío ...
25/08/2026

Convocatoria Dossier
Vol. 14., Núm. 1 (abril - mayo 2027)
La crónica de viajes en la actualidad
Fecha límite para el envío de artículos:
15 de octubre de 2026
La revista Textos Híbridos: Revista de Estudios sobre Crónica y Periodismo Narrativo invita al envío de artículos para el dossier que será publicado en el Vol. 14. Núm. 1 (2027), cuyo eje temático es la crónica de viajes en la actualidad. Una de las variantes más antiguas de la crónica es la llamada crónica de viajes o crónica viajera y que se escribe pensando en impresionar a sus destinatarios específicos –pensemos en las crónicas de la época de la Conquista dirigidas a los monarcas en turno– y, posteriormente, al público lector en general a través de libros, periódicos, revistas y el Internet. Crónicas que se escriben haciendo una cuidadosa selección de los elementos y detalles a incluir y en las que predomina, sobre todo, el sentido de la vista. El o la cronista de viajes (aunque históricamente predominó el punto de vista masculino, son muchas las crónicas viajeras en o sobre Latinoamérica escritas por mujeres desde el siglo XIX), se asume a sí mismo/a como los ojos de quien lee. Supone el/la cronista que el interés de lo/as lectore/as estará en tal o cual cosa y en tal o cual énfasis o efecto retórico. No narra todo lo que ve, si no que selecciona aquello que –sospecha– tendrá un mayor efecto en sus lectore/as, y con esto lo/as “delata” al construirlo/as indirectamente como “lectores ideales” de su relato de viajes potencialmente interesado/as en tales o cuales cosas, escenas, vivencias, etc. Y es precisamente esta doble construcción de la crónica de viajes la que la ha caracterizado desde sus inicios. Por un lado, abocándose a representar los paisajes, escenas y poblaciones vistas y, por otro, a la de implícitamente “pararrepresentar” (Corona) al lector a quien se dirige mediante las propias perspectivas, valoraciones, tono, léxicos, etc., seleccionados para favorecer la acogida de quien –supone– entenderá perfectamente su propuesta y modo narrativo, es decir, sus “lectore/as ideales”. Doble dispositivo narrativo asimilado, en la actualidad, por el aparato publicitario de la industria del turismo a nivel mundial en cuyas descripciones de lugares, se describen no tanto
como lugares en sí, sino por las experiencias que estos pueden ofrecer a los lectores qua futuros visitantes en busca de esas mismas experiencias en esos mismos lugares.
Para la literatura y cultura latinoamericanas, las crónicas de viajes han sido discursos fundacionales, no solo considerando las crónicas de los colonizadores y exploradores que describían los territorios y poblaciones que se iban encontrando –por ejemplo, Cabeza de Vaca respecto a lo que hoy día es Norte y Suramérica–, sino también la de los cronistas del periodo modernista (Martí, Darío, Gómez Carrillo, Tablada, Ambrogi, etc.) cofundadores de la literatura latinoamericana moderna propiamente dicha. Y respecto a esos vastos antecedentes históricos, ¿qué se puede decir de la crónica latinoamericana de viajes de la actualidad? ¿Cómo se concibe, cómo se practica? ¿Quiénes serían alguno/as de sus más notables exponentes? Para este número de la revista Textos Híbridos, invitamos a investigadores e investigadoras a que sometan artículos centrados en análisis críticos sobre esta temática o temas estrechamente relacionados del siglo XX al presente.
Los artículos serán sometidos a evaluación de pares ciegos y deberán atenerse las normas de publicación de la revista.

Para consultas pueden escribir a:
[email protected]
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Chamada de artigos pra DossierVol. 14., Núm. 1 (abril - maio 2027)A crônica de viagem hoje A revista Textos Híbridos: Re...
25/08/2026

Chamada de artigos pra Dossier

Vol. 14., Núm. 1 (abril - maio 2027)

A crônica de viagem hoje



A revista Textos Híbridos: Revista de Estudios sobre Crónica y Periodismo Narrativo convida para o envio de propostas para um dossiê a ser publicado no Vol. 14, No., 1 (2027), cujo foco temático é a crônica de viagem contemporânea. Uma das variantes mais antigas da crônica é a chamada crônica de viagem, uma forma textual elaborada com a intenção específica de impressionar seus destinatários originais (considere-se, por exemplo, as crônicas da Era das Conquistas, endereçadas aos monarcas reinantes) e, posteriormente, ao público leitor em geral, por meio de livros, jornais, revistas e da internet. Essas crônicas são construídas a partir de uma criteriosa seleção dos elementos e detalhes a serem incluídos; nelas, o sentido da visão predomina acima de qualquer outro. O escritor de viagens (embora historicamente tenha predominado uma perspectiva masculina, inúmeras crônicas de viagem na ou sobre a América Latina têm sido escritas por mulheres desde o século XIX) posiciona-se como os próprios olhos do leitor. O autor pressupõe que o interesse dos leitores recairá sobre este ou aquele objeto específico, ou sobre esta ou aquela ênfase particular ou efeito retórico.

O narrador não relata tudo o que observa; pelo contrário, seleciona aqueles elementos que —suspeita— terão o maior impacto sobre seus leitores. Ao fazer isso, ele efetivamente os “revela”, ao construí-los indiretamente como os “leitores ideais” de seu relato de viagem —indivíduos potencialmente interessados ​​em objetos, cenas, experiências específicas e afins. É precisamente essa construção dual que tem caracterizado a crônica de viagem desde sua gênese: por um lado, ela se dedica a representar as paisagens, cenas e populações encontradas; por outro, “para-representa” (Corona) implicitamente o leitor a quem se dirige. Isso é alcançado por meio das perspectivas específicas, juízos de valor, tom e vocabulário selecionados para assegurar uma recepção favorável por parte do indivíduo que —o narrador presume— compreenderá perfeitamente sua abordagem narrativa e sua premissa temática: isto é, seus “leitores ideais”. Esse mecanismo narrativo dual foi, na era moderna, assimilado pelo aparato publicitário da indústria global do turismo. Em suas descrições de destinos, esses lugares são retratados não tanto como localidades per se, mas sim em termos das experiências que podem oferecer aos leitores qua futuros visitantes em procura dessas mesmas experiências, nesses mesmos cenários.

Para a literatura e a cultura latino-americanas, as crônicas de viagem serviram como discursos fundacionais, não apenas aquelas escritas por colonizadores e exploradores, descrevendo os territórios e as populações que encontraram (por exemplo, Cabeza de Vaca, no que tange ao que hoje constitui as Américas do Norte e do Sul), mas também aquelas produzidas pelos cronistas do período modernista (Martí, Darío, Gómez Carrillo, Tablada, Ambrogi, etc.), que foram cofundadores da literatura latino-americana moderna propriamente dita. Diante desse vasto pano de fundo histórico, o que se pode dizer da escrita de viagem latino-americana contemporânea? Como ela é concebida? Como é praticada? Quem poderia ser considerado um de seus expoentes mais notáveis? Para este número da revista Textos Híbridos, convidamos pesquisadores a submeter artigos que apresentem análises críticas sobre esse tema, ou assuntos a ele estreitamente relacionados, abrangendo o período que vai do século XX até os dias atuais.



Prazo final para submissão de artigos:

15 de otoubre 2026

Para perguntas ou dúvidas você pode escrever para:

[email protected]

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Call for Papers for DossierVol. 14., No. 1 (April - May 2027)Travel Chronicles Today The journal Textos Híbridos: Revist...
25/08/2026

Call for Papers for Dossier

Vol. 14., No. 1 (April - May 2027)

Travel Chronicles Today



The journal Textos Híbridos: Revista de Estudios sobre Crónica y Periodismo Narrativo invites submissions for a dossier to be published in Vol. 14, No. 1 (2027), the thematic focus of which is contemporary travel writing. One of the oldest variants of the crónica (chronicle) is the so-called travel chronicle —a form written with the specific intent of impressing its intended recipients (consider, for instance, the chronicles from the Age of Conquest addressed to the reigning monarchs) and, subsequently, the general reading public through books, newspapers, magazines, and the Internet. These chronicles are crafted through a careful selection of the elements and details to be included, and in them, the sense of sight predominates above all else. The travel writer—though a male perspective historically predominated, numerous travel chronicles in or about Latin America have been written by women since the 19th century—positions themselves as the very eyes of the reader. The writer assumes that the readers' interest will lie in specific objects or events, and in particular rhetorical emphases or effects.

The narrator does not recount everything observed; rather, they select those elements which—they suspect—will have the greatest impact on their readers. In doing so, they effectively “give them away” by indirectly constructing them as the “ideal readers” of their travelogue—individuals potentially interested in specific objects, scenes, experiences, and the like. It is precisely this dual construction of the travel chronicle that has characterized the genre since its inception. On the one hand, it is dedicated to depicting the landscapes, scenes, and populations encountered; on the other, it is dedicated to implicitly “para-representing” (Corona) the reader being addressed—achieved through the specific perspectives, value judgments, tone, and vocabulary selected to ensure a favorable reception from the individual who—the narrator assumes—will perfectly grasp their narrative approach and thematic premise: that is to say, their “ideal readers.” This dual narrative mechanism has been assimilated by the global tourism industry’s advertising apparatus in the contemporary era. In the descriptions of destinations produced by this industry, places are portrayed not so much as sites in and of themselves, but rather in terms of the experiences they can offer to readers—who are cast as prospective visitors in search of those very experiences within those very locations.

For Latin American literature and culture, travel chronicles have served as foundational discourses—not only those written by colonizers and explorers describing the territories and populations they encountered (for instance, Cabeza de Vaca regarding what is today North and South America), but also those produced by the chroniclers of the Modernist period (Martí, Darío, Gómez Carrillo, Tablada, Ambrogi, etc.), who were co-founders of modern Latin American literature proper. Against this vast historical backdrop, what can be said of contemporary Latin American travel writing? How is it conceived? How is it practiced? Who might be considered some of its most notable exponents? For this issue of the journal Textos Híbridos, we invite researchers to submit articles featuring critical analyses of this subject—or closely related themes—spanning the period from the 20th century to the present day.



Deadline for the submission of articles:

October 15, 2026

Articles will be subject to double blind peer review and must adhere to the journal's publication guidelines. For details, see:

https://textoshibridos.uai.cl/index.php/textoshibridos/about/submissions

To submit your articles, please register in the journal's platform.

https://textoshibridos.uai.cl/index.php/textoshibridos/about/submissions

For any questions, please write to:

[email protected]

31/07/2026

The journal Textos Híbridos: Revista de Estudios sobre Crónica y Periodismo Narrativo invites submissions for a dossier to be published in Vol. 14, No. 1 (2027), the thematic focus of which is contemporary travel writing.

Deadline for the submission of articles:
14.1 (2027): August 15, 2026

One of the oldest variants of the crónica (chronicle) is the so-called travel chronicle —a form written with the specific intent of impressing its intended recipients (consider, for instance, the chronicles from the Age of Conquest addressed to the reigning monarchs) and, subsequently, the general reading public through books, newspapers, magazines, and the Internet. These chronicles are crafted through a careful selection of the elements and details to be included, and in them, the sense of sight predominates above all else. The travel writer—though a male perspective historically predominated, numerous travel chronicles in or about Latin America have been written by women since the 19th century—positions themselves as the very eyes of the reader. The writer assumes that the readers' interest will lie in specific objects or events, and in particular rhetorical emphases or effects.
The narrator does not recount everything observed; rather, they select those elements which—they suspect—will have the greatest impact on their readers. In doing so, they effectively “give them away” by indirectly constructing them as the “ideal readers” of their travelogue—individuals potentially interested in specific objects, scenes, experiences, and the like. It is precisely this dual construction of the travel chronicle that has characterized the genre since its inception. On the one hand, it is dedicated to depicting the landscapes, scenes, and populations encountered; on the other, it is dedicated to implicitly “para-representing” (Corona) the reader being addressed—achieved through the specific perspectives, value judgments, tone, and vocabulary selected to ensure a favorable reception from the individual who—the narrator assumes—will perfectly grasp their narrative approach and thematic premise: that is to say, their “ideal readers.” This dual narrative mechanism has been assimilated by the global tourism industry’s advertising apparatus in the contemporary era. In the descriptions of destinations produced by this industry, places are portrayed not so much as sites in and of themselves, but rather in terms of the experiences they can offer to readers—who are cast as prospective visitors in search of those very experiences within those very locations.
For Latin American literature and culture, travel chronicles have served as foundational discourses—not only those written by colonizers and explorers describing the territories and populations they encountered (for instance, Cabeza de Vaca regarding what is today North and South America), but also those produced by the chroniclers of the Modernist period (Martí, Darío, Gómez Carrillo, Tablada, Ambrogi, etc.), who were co-founders of modern Latin American literature proper. Against this vast historical backdrop, what can be said of contemporary Latin American travel writing? How is it conceived? How is it practiced? Who might be considered some of its most notable exponents? For this issue of the journal Textos Híbridos, we invite researchers to submit articles featuring critical analyses of this subject—or closely related themes—spanning the period from the 20th century to the present day.

Articles will be subject to double blind peer review and must adhere to the journal's publication guidelines. For details, see:
https://textoshibridos.uai.cl/index.php/textoshibridos/about/submissions

To submit your articles, please register in the journal's platform.
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For any questions, please write to:
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31/07/2026

La revista Textos Híbridos: Revista de Estudios sobre Crónica y Periodismo Narrativo invita al envío de artículos para el dossier que será publicado en el Vol. 14. Núm. 1 (2027), cuyo eje temático es la crónica de viajes en la actualidad.

Fecha límite para el envío de artículos:
14.1 (2027): 15 de agosto 2026

Una de las variantes más antiguas de la crónica es la llamada crónica de viajes o crónica viajera y que se escribe pensando en impresionar a sus destinatarios específicos –pensemos en las crónicas de la época de la Conquista dirigidas a los monarcas en turno– y, posteriormente, al público lector en general a través de libros, periódicos, revistas y el Internet. Crónicas que se escriben haciendo una cuidadosa selección de los elementos y detalles a incluir y en las que predomina, sobre todo, el sentido de la vista. El o la cronista de viajes (aunque históricamente predominó el punto de vista masculino, son muchas las crónicas viajeras en o sobre Latinoamérica escritas por mujeres desde el siglo XIX), se asume a sí mismo/a como los ojos de quien lee. Supone el/la cronista que el interés de lo/as lectore/as estará en tal o cual cosa y en tal o cual énfasis o efecto retórico. No narra todo lo que ve, si no que selecciona aquello que –sospecha– tendrá un mayor efecto en sus lectore/as, y con esto lo/as “delata” al construirlo/as indirectamente como “lectores ideales” de su relato de viajes potencialmente interesado/as en tales o cuales cosas, escenas, vivencias, etc. Y es precisamente esta doble construcción de la crónica de viajes la que la ha caracterizado desde sus inicios. Por un lado, abocándose a representar los paisajes, escenas y poblaciones vistas y, por otro, a la de implícitamente “para-representar” (Corona) al lector a quien se dirige mediante las propias perspectivas, valoraciones, tono, léxicos, etc., seleccionados para favorecer la acogida de quien –supone– entenderá perfectamente su propuesta y modo narrativo, es decir, sus “lectore/as ideales”. Doble dispositivo narrativo asimilado, en la actualidad, por el aparato publicitario de la industria del turismo a nivel mundial en cuyas descripciones de lugares, se describen no tanto como lugares en sí, sino por las experiencias que estos pueden ofrecer a los lectores qua futuros visitantes en busca de esas mismas experiencias en esos mismos lugares.
Para la literatura y cultura latinoamericanas, las crónicas de viajes han sido discursos fundacionales, no solo considerando las crónicas de los colonizadores y exploradores que describían los territorios y poblaciones que se iban encontrando –por ejemplo, Cabeza de Vaca respecto a lo que hoy día es Norte y Suramérica–, sino también la de los cronistas del periodo modernista (Martí, Darío, Gómez Carrillo, Tablada, Ambrogi, etc.) cofundadores de la literatura latinoamericana moderna propiamente dicha. Y respecto a esos vastos antecedentes históricos, ¿qué se puede decir de la crónica latinoamericana de viajes de la actualidad? ¿Cómo se concibe, cómo se practica? ¿Quiénes serían alguno/as de sus más notables exponentes? Para este número de la revista Textos Híbridos, invitamos a investigadores e investigadoras a que sometan artículos centrados en análisis críticos sobre esta temática o temas estrechamente relacionados del siglo XX al presente.

Los artículos serán sometidos a evaluación de pares ciegos y deberán atenerse las normas de publicación de la revista. Para detalles véase:
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30/07/2026

A revista Textos Híbridos: Revista de Estudios sobre Crónica y Periodismo Narrativo convida para o envio de propostas para um dossiê a ser publicado no Vol. 14, No., 1 (2027), cujo foco temático é a crônica de viagem contemporânea.

Prazo final para submissão de artigos:
14.1 (2027): 15 de agosto 2026

Uma das variantes mais antigas da crônica é a chamada crônica de viagem, uma forma textual elaborada com a intenção específica de impressionar seus destinatários originais (considere-se, por exemplo, as crônicas da Era das Conquistas, endereçadas aos monarcas reinantes) e, posteriormente, ao público leitor em geral, por meio de livros, jornais, revistas e da internet. Essas crônicas são construídas a partir de uma criteriosa seleção dos elementos e detalhes a serem incluídos; nelas, o sentido da visão predomina acima de qualquer outro. O escritor de viagens (embora historicamente tenha predominado uma perspectiva masculina, inúmeras crônicas de viagem na ou sobre a América Latina têm sido escritas por mulheres desde o século XIX) posiciona-se como os próprios olhos do leitor. O autor pressupõe que o interesse dos leitores recairá sobre este ou aquele objeto específico, ou sobre esta ou aquela ênfase particular ou efeito retórico.
O narrador não relata tudo o que observa; pelo contrário, seleciona aqueles elementos que —suspeita— terão o maior impacto sobre seus leitores. Ao fazer isso, ele efetivamente os “revela”, ao construí-los indiretamente como os “leitores ideais” de seu relato de viagem —indivíduos potencialmente interessados ​​em objetos, cenas, experiências específicas e afins. É precisamente essa construção dual que tem caracterizado a crônica de viagem desde sua gênese: por um lado, ela se dedica a representar as paisagens, cenas e populações encontradas; por outro, “para-representa” (Corona) implicitamente o leitor a quem se dirige. Isso é alcançado por meio das perspectivas específicas, juízos de valor, tom e vocabulário selecionados para assegurar uma recepção favorável por parte do indivíduo que —o narrador presume— compreenderá perfeitamente sua abordagem narrativa e sua premissa temática: isto é, seus “leitores ideais”. Esse mecanismo narrativo dual foi, na era moderna, assimilado pelo aparato publicitário da indústria global do turismo. Em suas descrições de destinos, esses lugares são retratados não tanto como localidades per se, mas sim em termos das experiências que podem oferecer aos leitores qua futuros visitantes em procura dessas mesmas experiências, nesses mesmos cenários.
Para a literatura e a cultura latino-americanas, as crônicas de viagem serviram como discursos fundacionais, não apenas aquelas escritas por colonizadores e exploradores, descrevendo os territórios e as populações que encontraram (por exemplo, Cabeza de Vaca, no que tange ao que hoje constitui as Américas do Norte e do Sul), mas também aquelas produzidas pelos cronistas do período modernista (Martí, Darío, Gómez Carrillo, Tablada, Ambrogi, etc.), que foram cofundadores da literatura latino-americana moderna propriamente dita. Diante desse vasto pano de fundo histórico, o que se pode dizer da escrita de viagem latino-americana contemporânea? Como ela é concebida? Como é praticada? Quem poderia ser considerado um de seus expoentes mais notáveis? Para este número da revista Textos Híbridos, convidamos pesquisadores a submeter artigos que apresentem análises críticas sobre esse tema, ou assuntos a ele estreitamente relacionados, abrangendo o período que vai do século XX até os dias atuais.

Os artigos serão submetidos à revisão cega por pares e devem obedecer às diretrizes de publicação da revista. Para mais detalhes, consulte:
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