06/01/2026
𝐓𝐫𝐞̂𝐬 𝐜𝐚𝐩𝐢𝐭𝐚̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐠𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨: 𝐃𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠𝐮𝐞𝐳, 𝐌𝐞𝐱𝐞𝐫 𝐞 𝐑𝐞𝐢𝐧𝐢𝐥𝐝𝐨 𝐞𝐧𝐜𝐞𝐫𝐫𝐚𝐦 𝐜𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐜𝐨 𝐧𝐨𝐬 𝐌𝐚𝐦𝐛𝐚𝐬 𝐚𝐩𝐨́𝐬 𝐨 𝐂𝐀𝐍 𝐌𝐚𝐫𝐫𝐨𝐜𝐨𝐬 𝟐𝟎𝟐𝟓
A 35.ª edição do CAN (Marrocos 2025) f**a como um marco no futebol moçambicano, não apenas pelo percurso alcançado, mas porque assinalou o fim de um ciclo na Selecção Nacional. No fecho da campanha, três figuras centrais desta geração — Dominguez, Mexer Sitóe e Reinildo Mandava — comunicaram ao grupo que encerram a sua etapa nos Mambas.
A decisão foi apresentada num ambiente emocional, com a ideia principal de que não se trata só de “sair”, mas de abrir espaço para a nova geração assumir responsabilidades e dar continuidade ao que foi construído.
Reinildo falou primeiro, num tom de forte simbolismo, tratando a despedida como um gesto de compromisso com a equipa e com o futuro. Realçou o orgulho de representar o país e deixou como herança uma liderança baseada em exemplo, sacrifício, união e ambição — valores que, segundo ele, devem continuar a orientar a Selecção.
Mexer, visivelmente comovido, partilhou que aquele foi o seu último jogo e a sua última campanha, reforçando que era uma decisão amadurecida e conversada com Dominguez. Disse que a Selecção teve um impacto pessoal profundo na sua vida e pediu aos mais jovens que se mantenham unidos, apoiando-se mutuamente dentro de campo, independentemente de diferenças fora dele. Deixou também uma mensagem de esperança, afirmando que o grupo tem capacidade para alcançar coisas maiores mesmo sem eles.
Dominguez, capitão e símbolo de muitos anos de entrega, falou pouco, mas a emoção falou por ele: um momento de gratidão simples e intenso, que retratou o peso de uma carreira dedicada à camisola nacional e marcou o balneário.
O seleccionador Chiquinho Conde reconheceu o choque e a dor da notícia, dizendo que tentou evitar esse desfecho, sobretudo no caso de Reinildo, e descreveu a perda como algo comparável a “perder um membro da família”. Destacou que aprendeu muito com os três e apelou aos mais jovens para segurarem o legado e continuarem o caminho iniciado, garantindo que a admiração por eles f**ará.
Paito Mucuana, vice-presidente da FMF, falou em nome do sentimento nacional: tristeza pela saída, mas orgulho pelo que foi alcançado, sublinhando que esta geração conseguiu feitos que muitas anteriores não conseguiram. Aproveitou ainda para pedir a Reinildo que repensasse a decisão, lembrando a sua juventude e a importância que tem dentro e fora do campo.
No balanço final, a saída de Dominguez, Mexer e Reinildo representa mais do que uma mudança de plantel: fecha-se um capítulo de identidade e liderança nos Mambas. O legado f**a — e a responsabilidade passa, agora, para quem vem a seguir.