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13/09/2020

MOÇAMBIQUE
Henriques Afonso Dhlakama anuncia candidatura à Presidência de Moçambique em 2024
setembro 11, 2020
VOA Português
Henriques Afonso Dhlakama, filho do fundador e líder histórico da Renamo
Henriques Afonso Dhlakama, filho do fundador e líder histórico da Renamo

O filho do fundador e líder histórico da Renamo, Afonso Dhlakama, Henriques Afonso Dhlakama, anunciou nesta sexta-feira, 11, a sua intenção de se candidatar à Presidência de Moçambique em 2024.

“Irmãs e irmãos moçambicanos, neste dia, em que, após muita reflexão, lanço a minha candidatura à Presidência da República de Moçambique, tenho o coração repleto de uma alegria tranquila”, escreveu na sua página de Facebook, acrescentando que sente “por todos vocês, moçambicanos, que nos últimos dias me enviaram milhares de mensagens de esperança, lealdade, encorajamento e outras de sentido desespero, por uma mudança que tarda em chegar”.

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Este posicionamento do primogénito de Dhlakama surge depois de, a 31 de agosto, na mesma rede social, ter publicado uma “Declaração política de compromisso por Henriques Dhlakama aos moçambicanos”, na qual dizia assumir “o compromisso de participação ativa na vida política partidária e nacional, em prol do interesse nacional”, face “aos pedidos insistentes por parte de atores políticos e sociais, nacionais e internacionais, bem como diversos elementos das facções partidárias na Renamo”.

No post de hoje, Henriques Dhlakama lembra que Moçambique já esteve sujeito à tirania e escravatura, à violência e discriminação, à injustiça e miséria, mas que depois veio a liberdade.

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“Não veio de graça e exigiu sangue. Muito sangue derramado. Demasiado sangue ao longo dos anos. Mas os moçambicanos lutaram valentemente e, com a sua garra e combatividade, ganharam o direito a serem livres e donos de si próprios e fizeram ajoelhar um império. Banhados em sangue conquistámos a liberdade e, para mim, todos vocês são Heróis!”, continua Dhlakama, que lembrou os “tempos de extrema violência, dificuldades e miséria”, mas lembra que os moçambicanos resistiram e reergueram-se para continuar a viver e a combater todas as dificuldades.

"Cabe agora, às atuais gerações, no seu amor pelo país, com fé e ombro a ombro, com os seus irmãos e irmãs, travar o maior combate na história desta Nação: o combate pela justiça e igualdade e por um futuro que pode ser esplendoroso. Para bem de Moçambique e de todos os Moçambicanos!”, apela o filho do líder histórico da Renamo, que denuncia a corrupção das instituições e alerta que, apesar do país ser rico em recursos, “estamos à beira de um enorme precipício e é altura de os moçambicanos reagirem com a ferocidade que se lhes conheceu ao longo de toda a sua história”.

“Esta a razão da minha candidatura à Presidência da República. Tenho absoluta certeza de que os moçambicanos querem mudar e estão fartos!”, desafia Dhlakama, dizendo que se apresenta “como um candidato de todos os moçambicanos” porque tem no seu seu nome “gravado a ferro e fogo a história de um passado de combates pela justiça e igualdade”.

E conclui: “Tenho as minhas convicções políticas e ideológicas e uma vida pessoal que coloco de lado, para servir Moçambique e os moçambicanos”.

Não houve ainda qualquer reação pública da liderança da Renamo ou de personalidades ou outras forças políticas.

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07/09/2020

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Mocímboa da Praia: Sem dar detalhes, Nyusi diz que as Forças Armadas tiveram novos confrontos com os insurgentes.
O distrito de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, voltou a registar no último sábado, intensos combates entre as forças governamentais e os insurgentes que aterrorizam aquela região de Moçambique.
Mocímboa da Praia: Sem dar detalhes, Nyusi diz que as Forças Armadas tiveram novos confrontos com os insurgentes
A ocorrência foi confirmada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no discurso que marcou as cerimónias centrais das celebrações dos 46 anos dos Acordos de Lusaka, que puseram fim a guerra contra o colonialismo português.

Até ao momento, não há dados conhecidos resultantes dos combates do passado sábado.

Com a situação no norte de Cabo Delgado descontrolada, Filipe Nyusi sugeriu aos guerrilheiros da Renamo abrangidos no processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração, que deu sábado mais um passo de avanço, para ajudarem no combate aos insurgentes.

Nyusi quer igualmente que os veteranos de luta de libertação nacional inspirem os jovens que hoje estão nas frentes de batalha

07/09/2020

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A SB Televisão deseja a todos cidadãos um feliz 07 de SetembroOs Acordos de Lusaka foram assinados no dia 7 de setembro ...
07/09/2020

A SB Televisão deseja a todos cidadãos um feliz 07 de Setembro

Os Acordos de Lusaka foram assinados no dia 7 de setembro de 1974, em Lusaka (Zâmbia), entre o Estado Português e a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), movimento nacionalista que desencadeou a Luta Armada de Libertação Nacional, com o objectivo de conquistar a independência de Moçambique.[1]

Nestes acordos o Estado Português reconheceu formalmente o direito do povo de Moçambique à independência e, em consequência, acordou com a FRELIMO o princípio da transferência de poderes, ou seja, transferência da soberania que detinha sobre o território de Moçambique (Cláusula 1). No âmbito dos mesmos acordos foi igualmente estabelecido que a independência completa de Moçambique seria solenemente proclamada no dia 25 de junho de 1975, data que coincidiria, propositadamente, com o aniversário da fundação da FRELIMO (Cláusula 2).[2]

Além dos princípios já enunciados (o da independência e o da transferência de poderes), os Acordos de Lusaca estabeleceram, relativamente ao território de Moçambique, o regime jurídico que vigoraria durante o período de transição para a independência (período a iniciar com a assinatura dos acordos e a terminar com a proclamação da independência de Moçambique, Cláusula 3). Tal regime consistiu, essencialmente, numa bipartição de poderes sobre o território, tendo-se confiado a soberania ao Estado português, representado por um Alto-Comissário (Cláusula 4) e o governo ou administração à FRELIMO, a quem foi reconhecida a prerrogativa de designar não só o primeiro-ministro como também dois terços dos ministros do Governo de Transição (cláusulas 6 e 7).

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