09/06/2026
𝐃𝐨́𝐢-𝐦𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐮𝐧𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐫 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐯𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫 𝐫𝐞𝐚𝐠𝐢𝐫. 𝐌𝐨𝐲𝐚𝐧𝐞 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐨𝐮-𝐦𝐞 𝐢𝐧𝐜𝐚𝐩𝐚𝐳 𝐝𝐞 𝐚𝐫𝐠𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫, 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐨𝐬 𝐟𝐚𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚𝐫𝐚𝐦-𝐬𝐞, 𝐩𝐨𝐫 𝐬𝐢 𝐬𝐨́, 𝐢𝐫𝐫𝐞𝐟𝐮𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐢𝐬.
Quando nos submetemos ao partido PODEMOS, tínhamos um projecto de nação. Na verdade, continuamos a tê-lo. Contudo, chegados aos espaços de poder, parece que nos esquecemos dele. E quando um projecto deixa de ser cumprido e até de ser seguido pelos seus próprios promotores, inevitavelmente passamos a transmitir uma imagem de incapacidade.
Estamos a ser empurrados para a ignorância, para a corrupção e para a resignação por causa da vontade e das decisões de uma única pessoa.
Se já não existe capacidade para conduzir o partido e materializar a visão que nos trouxe até aqui, então pedimos, com respeito mas com firmeza: 𝐫𝐞𝐭𝐢𝐫𝐞-𝐬𝐞. Permita que o partido se reorganize, se reestruture e dê continuidade ao projecto que prometemos ao país.
Se a preocupação forem os benefícios, os privilégios ou as garantias inerentes à função, criemos um estatuto transitório que os assegure durante um mandato. Mas não sacrifiquemos o futuro colectivo para preservar interesses individuais.
Deixem os jovens assumir a luta real por um país mais justo, mais moderno e mais desejável.
Ainda teremos responsabilidades de enorme relevância institucional: a eleição de um Vice-Presidente da CNE e a indicação de dois Juízes Conselheiros para o Conselho Constitucional. Alguém já reflectiu sobre o impacto dessas escolhas nos próximos anos?
Nós gostaríamos de nomear os mais capacitados, os mais independentes e os mais comprometidos com o interesse nacional — não figuras escolhidas por conveniência da ordem do colégio de interesses ocultos, lealdades pessoais ou jogadas políticas de curto prazo.
O futuro da nação não pode continuar refém dos interesses de um único homem. Queremos ser oposição construtiva, coerente, vigorosa, ordeira, pressionante, porque o que somo empurrados a ser todos sabem que não é “prosseguivel”.
-tv
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