10/08/2026
CORRUPÇÃO E MOROSIDADE “MATAM A JUSTIÇA”: ALERTA JUIZ JANUÁRIO GUIBUNDA
O Juiz Conselheiro do Tribunal Administrativo, Januário Guibunda, alertou esta segunda-feira (10), em Maputo, para os riscos da corrupção e dos atrasos processuais na Justiça, apelando aos Oficiais de Justiça e seus Assistentes para uma actuação íntegra, responsável e célere.
“Os Oficiais de Justiça devem estar longe de actos venais e de corrupção. Essas atitudes matam a Justiça e comprometem o nome da instituição”, advertiu Guibunda, durante a abertura de uma formação dirigida aos Oficiais de Justiça e Assistentes de Oficiais de Justiça, que decorre de 10 a 14 de Agosto.
O Juiz afirmou que a morosidade processual não resulta apenas da actuação dos juízes, podendo também ocorrer nas secretarias, nos cartórios e durante a realização de diligências.
“Nós dependemos de vocês. A nossa actividade depende, em grande medida, da vossa actuação”, afirmou, revelando que, em alguns casos, o juiz relator só toma conhecimento do processo meses após a sua distribuição.
Guibunda destacou o papel dos Oficiais de Justiça na tramitação dos processos e defendeu o cumprimento célere dos despachos judiciais, bem como o domínio da legislação e dos procedimentos processuais.
Na ocasião, o Porta-voz do Tribunal Administrativo, Arquimedes Varimelo, avançou que a iniciativa visa tornar a Justiça Administrativa cada vez mais próxima do cidadão e mais célere.
Segundo explicou, a formação está centrada na tramitação processual e no papel dos funcionários no funcionamento da actividade jurisdicional.
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