Luso Poemas

Luso Poemas Bem vindos a esta página. Sou apaixonada por poesia.

Dói-me o nevoeiro, dói-me o céuQue não está cá.Estou cansado de ser tudo menos eu.Onde é que estáA unidade que Deus, sup...
30/04/2026

Dói-me o nevoeiro, dói-me o céu
Que não está cá.
Estou cansado de ser tudo menos eu.
Onde é que está
A unidade que Deus, suponho, me deu?

Perdi-a por sentir, ou por pensar?
Não serve saber.
Extraviei-a, como um embrulho, a sonhar?
Perder por perder,
Mais vale deixar perder e não procurar.

Fernando Pessoa

27/04/2026
23/04/2026

Podemos ver a vida, e até questioná-la os seus termos, por que isso ou por que aquilo?
O mistério, reside, em grande parte, ao facto da vida não dialogar de forma inteligível com o seu hospedeiro (o corpo perecível)

https://omg10.com/4/10617607

Os momentos é que indaga-mo-lá coincidem com realidades e experimentos penosos. Ela não antecipa claramente com o objectivo de prevenir ou retardar bastante...Amar a vida não tem retribuição nem gratificação alguma.

11/04/2026

O isolamento

Marcado perpetuamente para viver em sociedades, ser pulsante em conjuntos, agregar e aglutinar, todo esse conceito de civilizações,

Mas como lhe dará o homem com esse estigma tatuado em seu ADN? Esse sentido de pertença e de pertencer? Tudo exige comunidades, ajuntamentos, povoamentos, molhos, sei lá... sem isso o homem se torna impotente e anulado, reduzido a si mesmo até que seja consumido.

Quis assim a Natureza quis! Você foi concebido exactamente para pertencer.E aí está todo o viés. Eu pertence ao grupo restrito por isso sou triste e frustrado, mas também ponderado e contido.

Quando presente eu sou excesso e quando não sou uma necessidade, nunca estou por medida certa aos homens. A doença, essa...
30/03/2026

Quando presente eu sou excesso e quando não sou uma necessidade, nunca estou por medida certa aos homens. A doença, essa que consome os ossos, ou a velhice que consome a visão dos seres, eu os tenho demasia.

Sim, deixei muitas saudades, mas foram só saudades...

A reflexão está lançada.
27/03/2026

A reflexão está lançada.

Quanto a mim, continuo com essas dùvidas.Dúvida de quem não comenta nada, não dá like e nem segue a página. Aliás, sou o...
19/03/2026

Quanto a mim, continuo com essas dùvidas.
Dúvida de quem não comenta nada, não dá like e nem segue a página. Aliás, sou o mais duvidoso da face da Terra.

O destino final de todo o homemChegado o momento, relaxam os músculos e o corpo se liberta das tensõesPara muitos, esse ...
15/03/2026

O destino final de todo o homem
Chegado o momento, relaxam os músculos e o corpo se liberta das tensões
Para muitos, esse é só um ponto de partida e não de chegada

As paixões violentas
Os ódios,
As ânsias
A esperança, tudo repousa aqui

Após o corpo descer a sepultura, restam apenas as especulações dos homens,
Para onde foi? O que lá achou? e ponto final!

Em uma guerra não há vencedores, só a menos perdedores que uma outra parte.E nessa arte da guerra, quem detiver as melho...
13/03/2026

Em uma guerra não há vencedores, só a menos perdedores que uma outra parte.

E nessa arte da guerra, quem detiver as melhores armas dar-se-á a ele mesmo o direito da dar última palavra, de escrever a história e de ditar o rumo do destino.

O mundo precisa de guerras? Eu não sei! Só sei que o sangue que jorra um dia vai abrir rios, lagos e lagoas, e as lágrimas irão encher oceanos, tanto sal, não será do suor do trabalho, mas das torrentes que escapam pelos olhos, das mulheres que ficaram viuvas e das noivas que ficaram por casar.

Dos orfãos, e dos miseráveis. Havia necessidade? A troco de quê? Será que o homem evoluído perdeu a capacidade do debate? Da razoabilidade? Do diálogo? Evoluiu para que finalidade?

Os escobros não têm mais espaços para conter o corpo de crianças e com eles muitos sonhos. Quando o homem começou a dividir a terra em fronteiras, era talvez o início do fracasso de um raça chamada humanidade.

Diga não a guerras!

13/03/2026

"Não sou nada. Não posso querer ser nada, a par disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo"

Fernando Pessoa...

Extracto de Alberto CaeiroVivi, estudei, amei, e até cri,E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.Olho ...
10/03/2026

Extracto de Alberto Caeiro

Vivi, estudei, amei, e até cri,

E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.

Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,

E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses

(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);

Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo

E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,

E o que podia fazer de mim não o fiz.

O dominó que vesti era errado.

Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.

Quando quis tirar a máscara,

Estava pegada à cara.

Quando a tirei e me vi ao espelho,

Já tinha envelhecido.

Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.

Deitei fora a máscara e dormi no vestiário

Como um cão tolerado pela gerência

Por ser inofensivo

E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

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Matola
1130

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