21/02/2026
Em 11 de junho de 1981, Paris foi palco de um dos crimes mais chocantes da história recente.
Issei Sagawa, estudante japonês da Universidade Sorbonne, convidou a colega holandesa Renée Hartevelt para jantar em seu apartamento. Enquanto ela recitava um poema em alemão a seu pedido, ele atirou na nuca da jovem. Depois, a estuprou, esquartejou e passou três dias consumindo partes do corpo, registrando tudo em fotografias.
Ele foi preso dias depois, quando tentou abandonar os restos mortais em duas malas no parque Bois de Boulogne.
Considerado mentalmente inapto para julgamento por psiquiatras franceses, foi internado e posteriormente deportado ao Japão. Lá, acabou declarado são e libertado em 1985, após as acusações na França serem retiradas e os arquivos não serem enviados às autoridades japonesas. A libertação também foi atribuída à influência de seu pai, um empresário rico.
O caso revoltou a família da vítima e chocou o mundo ainda mais pelo desfecho: Sagawa nunca foi condenado. Ele não escondeu o crime e chegou a se beneficiar da notoriedade, publicando um livro de memórias chamado In the Fog, no qual relatou o assassinato em detalhes. Também deu entrevistas e participou de documentários, como Caniba (2017), onde voltou a falar sobre sua obsessão por canibalismo.
Issei Sagawa morreu em 24 de novembro de 2022, aos 73 anos, de pneumonia. Apenas familiares compareceram ao funeral.
Fonte: oglobo