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GOVERNADOR DE NAMPULA DESMENTE VENDA DA PRAIA DE CHOCAS MARO governador da província de Nampula, Salimo Abdula, desmenti...
08/01/2026

GOVERNADOR DE NAMPULA DESMENTE VENDA DA PRAIA DE CHOCAS MAR

O governador da província de Nampula, Salimo Abdula, desmentiu as informações que circulam nas redes sociais segundo as quais teria vendido a praia de Chocas Mar, no distrito de Mossuril, garantindo que nenhuma praia foi vendida, alienada ou concedida a terceiros naquela região.

Salimo Abdula, Governador da Província de Nampula, esclareceu que, em nenhum momento, o Governo Provincial de Nampula procedeu à venda, alienação ou concessão de qualquer praia no distrito de Mossuril ou em qualquer outro ponto da província. Segundo o governador, as informações em circulação não correspondem à verdade.

De acordo com Abdula, o que ocorreu foi o encerramento indevido dos acessos públicos à praia de Chocas Mar por iniciativa de indivíduos particulares. Assim que o Governo tomou conhecimento da situação, foram desencadeadas ações imediatas para repor a legalidade e garantir a reabertura dos acessos à população.
O governador explicou que, em coordenação com a Procuradoria Provincial, foi definida uma solução estruturada e em curso, que inclui a melhoria das vias de acesso à praia, com o objetivo de assegurar, de forma duradoura, o livre acesso da população local e dos visitantes.

A Procuradoria Provincial de Mossuril confirmou que as praias são espaços públicos e que o seu acesso é livre, não podendo ser restringido, salvo nos casos expressamente previstos na lei. Qualquer tentativa de privar os cidadãos do acesso a locais públicos constitui uma violação legal e será devidamente sancionada.

Salimo Abdula reiterou que, enquanto governador da província, e em alinhamento com o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o Governo continuará ao lado do povo e das comunidades locais na defesa dos seus interesses e na garantia de melhores condições de vida. Por essa razão, segundo afirmou, a atuação do Governo foi rápida, firme e orientada para a reposição imediata da legalidade.
O governante acrescentou que não manteve contacto direto com os indivíduos envolvidos, tendo apenas sido constatada a colocação de obstáculos no local. De imediato, foram mobilizados meios para a remoção das barreiras e reabertura das vias de acesso.

Os responsáveis pelo encerramento ilegal dos acessos já foram notificados pela Procuradoria, por violação da lei. Neste momento, encontram-se no local quatro camiões basculantes a trabalhar na melhoria das vias de acesso aos arredores da praia de Chocas Mar, com vista a garantir a livre circulação de pessoas e bens.
Segundo o governador, as ações em curso visam assegurar que a praia de Chocas Mar continue a ser um espaço de lazer e fruição pública para todos os moçambicanos e visitantes.
Por: Dilma Coelho
- 2026

ANAPRO DENUNCIA PASSAGENS AUTOMÁTICAS E PRECARIEDADE NO ENSINOA Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) afirmou que...
07/01/2026

ANAPRO DENUNCIA PASSAGENS AUTOMÁTICAS E PRECARIEDADE NO ENSINO

A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) afirmou que a reprovação em massa dos alunos da 9.ª classe no ano passado reflete a precariedade do sistema de ensino em Moçambique, marcada por decisões superiores, falta de estudos de viabilidade e pela prática recorrente de passagens automáticas.
O porta-voz da ANAPRO, Amós João Pires, explicou que a questão das horas extras em dívida no setor da Educação levou a organização a submeter documentos ao Gabinete do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo. Segundo Pires, o Presidente respondeu que os documentos seriam encaminhados às instâncias competentes, sendo visto pela associação como a figura mais indicada para dar seguimento ao assunto.

Entretanto, por não terem obtido uma resposta concreta da Presidência da República, a ANAPRO pretende reunir-se com os professores para analisar outras alternativas que permitam ultrapassar o problema das horas extras em atraso.
Amós Pires destacou ainda que a reprovação em massa dos alunos da 9.ª classe, registada no ano passado, demonstra que o Governo tem relegado a Educação para o segundo ou terceiro plano. Segundo ele, o setor não realizou um estudo de viabilidade para avaliar se os alunos estavam preparados para os exames, limitando-se a implementar a medida, cujo resultado foi a elevada taxa de reprovação.

De acordo com a ANAPRO, nos anos anteriores os alunos transitavam de classe mesmo sem adquirir as competências necessárias, devido a ordens superiores que autorizavam passagens automáticas. Essa prática criou a perceção, entre os alunos, de que seriam aprovados no fim do ano letivo sem esforço, situação que, segundo a associação, compromete o processo de ensino-aprendizagem.
O porta-voz criticou ainda o facto de a falta de salas de aula ser usada como justificação para a passagem automática de alunos, lembrando que o Ministério da Educação chegou a atribuir responsabilidades aos professores. Para a ANAPRO, o processo educativo é uma responsabilidade partilhada entre professores, pais e encarregados de educação.

Amós Pires alertou que a continuidade dessas práticas pode resultar, no futuro, em académicos sem domínio da leitura e da escrita, agravada por salas de aula superlotadas, que dificultam o acompanhamento individual dos alunos e prejudicam o desenvolvimento das crianças. “A educação deve ser vista como um instrumento que alavanca o futuro do país”, sublinhou.
Relativamente ao currículo, a ANAPRO considera que está adequado, faltando apenas a sua correta materialização. Já sobre as horas extras, Pires afirmou que é difícil avançar valores exatos, uma vez que o Governo tem efetuado pagamentos de forma faseada e esporádica, abrangendo apenas alguns distritos e não na totalidade das províncias, razão pela qual será feito um novo levantamento.

O assunto das horas extras, segundo a ANAPRO, é de âmbito nacional, e a associação prevê realizar uma reunião interna antes de convocar a comunicação social para prestar esclarecimentos adicionais.
Por fim, a ANAPRO classificou como mal conduzido o estudo de viabilidade que levou à passagem do ensino noturno para o ensino à distância, considerando a medida mais um sinal de fragilidade na gestão do setor da Educação.
Por: Dilma Coelho
- 2026

INGD ALERTA PARA RISCOS DURANTE A ÉPOCA CHUVOSA NA PROVÍNCIA DE NAMPULAO Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco...
06/01/2026

INGD ALERTA PARA RISCOS DURANTE A ÉPOCA CHUVOSA NA PROVÍNCIA DE NAMPULA

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) alertou para a continuação das chuvas até janeiro de 2026 e para a necessidade de maior vigilância nas zonas de risco, devido à subida dos caudais dos rios e à possibilidade de cheias em vários distritos da província.
A delegada provincial do INGD, Anacleta Botão, afirmou que a época chuvosa já está a registar precipitações em todos os distritos da província, com maior impacto na zona norte, onde se observa a subida dos caudais dos rios. Segundo explicou, as barragens encontram-se entre 62% e 100% da sua capacidade de enchimento, prevendo-se um aumento adicional devido à continuidade das chuvas.

Anacleta Botão informou ainda que existe a previsão de ocorrência de um ciclone até durante o mês de janeiro de 2026, embora, para já, não represente perigo para a costa moçambicana. O fenómeno está a ser monitorado pelo Instituto Nacional de Meteorologia.
A delegada apelou à atenção redobrada dos distritos atravessados por rios com maior risco de cheias, nomeadamente Nacoroa, Eráti, Mecubúri, Lalaua e Malema.
No âmbito da monitoria distrital, o INGD está a acompanhar as famílias afetadas no terreno. No sector da saúde, foram registados 620 casos de doenças, com maior incidência de cólera, tendo sido confirmados cinco óbitos no distrito de Eráti.

As chuvas também provocaram instabilidade nas vias de acesso, com algumas estradas condicionadas. A Administração Nacional de Estradas (ANE) encontra-se a monitorar a situação no terreno, sendo os troços mais afetados os de Moma, Mossuril, Mogincual, Larde e Liúpo.
Relativamente à assistência aos deslocados, Anacleta Botão explicou que o INGD continua a apoiar as famílias afetadas, com destaque para o distrito de Memba. Segundo a responsável, o centro de acomodação de Alua, no distrito de Eráti, já foi encerrado.

O INGD está a prestar assistência alimentar e não alimentar, incluindo a distribuição de insumos agrícolas. Até ao momento, mais de três mil famílias já foram assistidas, existindo ainda um plano em execução em Memba, em coordenação com parceiros. A meta é alcançar cerca de 44 mil famílias registadas naquele distrito.
A responsável acrescentou que o INGD tem estado a enviar mensagens de alerta à população, apelando à retirada das zonas de risco para locais seguros, de forma a evitar inundações e outras situações de perigo.

Por sua vez, o director da Administração Regional de Águas do Norte (ARA Norte), Carlitos Jamal, afirmou que, é necessário manter um elevado nível de alerta. Segundo explicou, a bacia do rio Ligonha encontra-se acima da média em cerca de 50%, enquanto a bacia do rio Monapo apresenta uma situação semelhante.
Carlitos Jamal alertou que, caso as chuvas persistam, poderá haver cheias generalizadas nas bacias hidrográficas da província.

Acrescentou que a ARA Norte continua a monitorar a situação e a sensibilizar a população para evitar atravessar rios durante a chuva, lembrando que todos os anos são registados problemas no rio Nicota, localizado no centro da cidade.
A monitoria das bacias hidrográficas deverá continuar nos próximos dois a três dias, de forma a avaliar a evolução dos níveis dos rios.
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PRM DETÉM NOVE INDIVÍDUOS ENVOLVIDOS EM QUATRO CASOS CRIMINAIS EM NAMPULAA Polícia da República de Moçambique (PRM), em ...
05/01/2026

PRM DETÉM NOVE INDIVÍDUOS ENVOLVIDOS EM QUATRO CASOS CRIMINAIS EM NAMPULA

A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, deteve nove indivíduos suspeitos de envolvimento em quatro casos criminais distintos, que incluem burla, roubo em residências, assaltos a estabelecimentos comerciais e sequestro, informou a corporação.
Falando à imprensa, a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chauque, explicou que o primeiro caso envolve um grupo de indivíduos que se dedicava à burla a estabelecimentos comerciais, utilizando talões de depósito e cheques sem fundos.

Segundo a polícia, a quadrilha dirigiu-se inicialmente a uma loja de venda de capulanas, situada na Avenida do Trabalho, onde adquiriu dez sacos de capulanas, tendo enviado ao gerente um talão de depósito falso, no valor de 450 mil meticais, através da aplicação WhatsApp. Posteriormente, regressaram à mesma loja com a intenção de levar mais 17 sacos de capulanas. No entanto, o proprietário já havia acionado a polícia.
No local, os suspeitos alegaram que levariam apenas dez sacos, ficando os restantes sete para depois. Os produtos estavam avaliados em cerca de 800 mil meticais.

A mesma quadrilha é igualmente suspeita de ter burlado uma loja de materiais de construção, onde obteve diversos produtos usando o mesmo esquema de talões e cheques sem fundos.
A PRM conseguiu deter três integrantes do grupo e recuperar 20 sacos de capulanas, bem como diverso material de construção. Os detidos aguardam os trâmites legais para a sua responsabilização criminal.
Num outro caso, a polícia deteve três indivíduos na 1.ª esquadra, acusados de roubo numa residência de idosos, no bairro de Mutaunha. Na posse dos suspeitos foram encontrados dois colchões, alegadamente roubados da referida residência. Os indivíduos encontram-se igualmente sob custódia policial.

A polícia revelou ainda a detenção de uma cidadã suspeita de instigar o filho a roubar o valor resultante da venda da casa do avô, avaliada em 390 mil meticais. Segundo a PRM, o jovem terá subtraído o dinheiro e, posteriormente, transferido 60 mil meticais para um amigo, com instruções para a compra de uma motorizada, um televisor plasma e uma subwoofer.
Na sequência das diligências, a polícia neutralizou a mãe e o amigo envolvidos no caso. O filho encontra-se em fuga, estando a PRM a trabalhar para a sua localização e responsabilização criminal.

No distrito de Nacarôa, a PRM deteve um indivíduo suspeito de integrar um grupo que se dedicava a assaltos a estabelecimentos comerciais. O grupo terá tentado extorquir dinheiro a um comerciante de origem bengali, tendo, posteriormente, raptado a vítima e mantido-a em cativeiro privado, após esta se recusar a entregar o valor exigido.
O suspeito encontra-se detido na 1.ª esquadra e afirmou ser motorista, alegando que a viatura utilizada no crime não lhe pertence. Segundo o mesmo, teria sido prometida uma quantia de 30 mil meticais pelo serviço prestado, valor que não chegou a receber. No mesmo caso, um dos cúmplices foi linchado pela população no distrito de Mogovolas.

A PRM apelou à população para evitar a prática de justiça pelas próprias mãos, sublinhando que as investigações prosseguem com vista à localização e detenção dos restantes integrantes do grupo.
A vítima do sequestro já foi localizada pela polícia e devolvida ao convívio familiar. A viatura utilizada no crime encontra-se apreendida no comando distrital de Nacarôa, estando diretamente ligada à quadrilha em causa.

@ Hoje em Moçambique

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