14/05/2026
FUI CONTRATADO COMO GUARDA NOTURNO EM UM CEMITÉRIO, MAS ABANDONEI O POSTO NO SEGUNDO DIA APÓS O QUE PRESENCIEI.
FATO OCORRIDO NO ANO DE 2013.
Havia partido na cidade um homem que possuía muitas propriedades, casas de aluguel e um depósito famoso de material de construção.
Esse homem tinha um histórico complicado com a justiça, sendo associado a diversos episódios graves que intimidaram muitas famílias na região.
Algumas pessoas sumiram após cruzarem o caminho dele, inclusive grupos familiares inteiros que nunca mais foram vistos.
Ele vivia com a esposa e três filhos, e contava com o trabalho de uma senhora de 61 anos. Na época, surgiram muitos boatos sobre a situação precária em que essa senhora vivia, e ela também acabou sumindo sem deixar vestígios.
Nada era feito na ocasião, mas em 2013 esse senhor não resistiu a um grave problema de saúde na garganta.
No dia da despedida, o local ficou repleto de familiares e muitos curiosos. Pelos cantos, era possível ouvir comentários de que o descanso dele já era esperado há muito tempo.
Era meu segundo dia de serviço. O sepultamento ocorreu por volta das 16h. Quando deu umas oito da noite, comecei a me sentir muito indisposto, com um mal-estar físico intenso e a sensação constante de que estava sendo vigiado.
Achei que era apenas o nervosismo, pois eu precisava muito do trabalho, já que minha esposa estava à espera de gêmeos.
Por volta das 2h40 da manhã, comecei a ouvir clamores vindo do escuro, sons de puro sofrimento, como se alguém implorasse por ajuda.
Peguei a lanterna e percorri os corredores entre os túmulos. Ao me aproximar da sepultura desse senhor, vi a cena mais impactante da minha vida.
Havia, sobre o local, vultos escuros com olhares avermelhados que pareciam chamas.
Aquelas figuras pareciam investir contra o homem, que clamava desesperadamente. Eu simplesmente saí correndo sem olhar para trás, em um estado de pavor absoluto. Nunca mais tive coragem de colocar os pés naquele lugar.
Até hoje busco auxílio profissional para lidar com o trauma, pois isso me afetou profundamente.
Tenho dificuldades para dormir, receio de sair de casa e um receio paralisante do fim da vida. Escolhi o isolamento para tentar encontrar paz.
Essa experiência aconteceu em 16 de novembro de 2013 e, até hoje, carrego marcas que o tempo ainda não conseguiu apagar.
Carlos Alberto Suzano / SP