12/06/2026
AÍ ESTÁ A FESTA DO MUNDIAL DE FUTEBOL MAIS MUNDIAL DA HISTÓRIA
De: Nzongo Bernardo dos Santos
Quando o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, dar às 20h00 de hoje, quinta-feira, o apito inicial para o jogo inaugural da 23ª edição do Campeonato do Mundo da FIFA 2026, o planeta terra assistirá e viverá de maneira única a verdadeira fase de transição da mobilização entre povos e nações, e da união de diferentes culturas em torno da linguagem universal mais apaixonante que existe: o futebol.
Pela primeira vez, o torneio será disputado em três países, nomeadamente Canadá, México e Estados Unidos da América, e terá um número recorde de selecções participantes, 48 no total, o que vem reforçar a ambição de tornar o futebol, modalidade também conhecida como “desporto-rei”, cada vez mais global.
E se durante aproximadamente 38 dias, tempo de duração da competição, vão se ouvir dentro e fora dos estádios gritos de emoção e euforia, o Papa Leão XIV, líder da maior religião monoteísta do mundo, que nesta altura encontra-se em missão apostólica na Espanha, já fez questão de nesta quarta-feira (10) soltar o seu manso e acutilante “rugido” espiritual, à volta do Mundial, através de uma simples, mas, significativa mensagem pública.
“O futebol também nos ajuda a recordar algo muito importante. É um jogo de equipa, e é preciso aprender a viver dessa forma” referindo
que “quem pensa que pode ser uma estrela, mas nunca passa a bola, deixando os outros fora de jogo, provavelmente vai perder”.
Com certeza um recado implícito e explicito para aqueles que gostam, por exemplo, de fazer da política hoje um jogo, e que têm o bom gosto de fazer recurso ao desporto de maneira geral, mas ao futebol de uma forma muito peculiar e particular para explicar situações internas nos seus partidos políticos e até mesmo nos seus países.
Afinal na política, tal como em qualquer jogo ou competição, só vencem equipas cujos jogadores ou atletas se submetem a organização e disciplina do colectivo e respeitam as regras do jogo e a orientação da equipa técnica.
Vamos voltando a falar do Mundial de futebol, que o que mais interessa nesse espaço de opinião, vale ressaltar que será difícil encontrar um símbolo mais claro de mudança geracional que se vai assistir até o fim da competição, marcada para o próximo dia 19 de Julho.
De um lado, vamos ter Lionel Messi, argentino de 39 anos, com um palmarés construído e connquistado pela influência única sobre o jogo, através da inteligência da leitura táctica e de uma capacidade de decidir momemtos cruciais e decisivos de uma partida de futebol que só esta ao alcance dos predistinados.
"La pulga", como é conhecido o astro argentino, tem na sua galeria pessoal, 8 bolas de ouro, 8 premiações de melhor jogador FIFA do Mundo, 2 copas América e um campeonato do mundo, chega a este campeonato, que por sinal será o seu último sem ter mais nada para provar a ninguém, que é uma das lendas do futebol mundial do século 21.
Do outro Cristiano Ronaldo, 41 anos, o português que se tornou uma referência a escala planetária do desporto, que se vai despedir do seu último mundial, com ambição prolífica de ganhar o seu último e primeiro grande troféu da sua invejável e incomparável carreira.
CR7 ou "o gajo" como é carinhosamente tratado pelos seus fãs na TUGA, tem guardado no seu museu na Ilha da Madeira, 5 bolas de ouro, 4 troféus de melhor jogador do mundo e um Europeu de futebol.
Entre uma geração que se despede e outra que reclama o seu espaço, como Mbappe, Halland, Vinicius Júnior, Vitinha, Lamine Yamal, Desire Doue, Sadio Mane, Mohammed Salah, Hakimi, só para citar estes, o Mundial de futebol que começa daqui a menos de duas horas no México e termina em Nova Jersey, Estados Unidos da América, ficará para a história como o campeonato de "gente de barba rija".
E, independentemente dos resultados, o Mundial volta a lembrar-nos que o futebol continua a ser uma das mais poderosas expressões de união entre os povos.