24/05/2026
Há 7 anos estavamos a regressar da PSP de Vila Franca de Xira onde apresentavamos queixa contra um hacker informático. Hoje pensando melhor talvez a queixa devesse ter sido contra o Banco Santander que não soube proteger o cliente.
Longe estaríamos de saber que o dia ainda ia no início apesar de já as horas apresentadas no visor do telemóvel serem as de 15:30.
Regressava a casa cansada, triste, sentido o peso da injustiça humana.
No regresso apanharia o meu pequeno Kiko na escola e com o meu marido, iríamos para casa descansar. Assim o pensávamos e o desejávamos.
Mais uma vez, perdidos na nossa vontade e sem imaginar o que estaria por acontecer.
Sem imaginar o tamanho do sofrimento que o nosso filho Pedro estaria a sentir ao saber que havíamos sido roubados.
Afinal, desconheciamos que ele soubesse de algo, visto que não havíamos falado com ele sobre o que nos havia acontecido.
Somente o David o sabia.
O relógio não parou. Com o Pedro não conseguimos explicar que daríamos a volta por cima. Como sempre o fizemos.
O relógio não parou, e o Pedro decidiu sozinho carregar nos ombros o sofrimento de todos e o dele.
O relógio não parou e aquele dia 24 de maio de 2019 continuará a registar tudo o que perdemos e tudo o que alcançarmos após a decisão do Pedro em tirar a sua própria vida.
O Hacker roubou-nos 1.636 euros em 2019.
O funeral do Pedro rondou os 1.740 euros.
E a família do Pedro perdeu um dos maiores prémios de sempre.
"A FELICIDADE DO PEDRO E OS SEUS FRUTOS."
O relógio não para para quem f**a e acredito que não para para quem regressa às suas origens.
Só perde verdadeiramente, quem desiste de lutar.
Amo-te muito meu amor, mas hoje em especial é um dia em que o buraco no meu peito não fecha.
Amanhã festejarei o teu 26 aniversário.
Hoje choro o teu 7.
Para sempre tua
Para sempre meu
💙