Mas não pareces autista com rodas

Mas não pareces autista com rodas ♿Mobilidade condicionada
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🤦🏼‍♀️Severe POTS, Severe Dysautonomia, Anaphylaxis, SAMS,ME/ CFS, Gastroparesis
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🔗https://tinyurl.com/Masnaonparecesautistacomrodas Devaneios de um diagnóstico tardio e de um unmasking no feminino
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08/09/2026

PARTE 1

Aqui não há palavras bonitas.

Aqui não há nada que me torne uma pseudo micro influencer.

Aqui há realidade crua, dura.

Aqui não é a versão light das patologias.

Aqui são 22 diagnósticos clínicos.

98% dos quais estão ao abandono, porque me consideram complicada.

Não sou complicada, sou clinicamente complexa.









08/09/2026

PARTE 2
Aqui não há palavras bonitas.
Aqui não há nada que me torne uma pseudo micro influencer.
Aqui há realidade crua, dura.
Aqui não é a versão light das patologias.
Aqui são 22 diagnósticos clínicos.
98% dos quais estão ao abandono, porque me consideram complicada.
Não sou complicada, sou clinicamente complexa.





23/08/2026

Aos cientistas das redes sociais.
Não estudei.
Confio na ciência.

Doenças erradicadas que estão a surgir novamente por causa de movimentos ignorantes.

E não, as vacinas não causam autismo.

Continuem a seguir os profetas que tiraram um curso de coach de vida saudável num workshop online de 2 horas.



Veio o 12⁰ano e fui passar uns dias a casa de uma amiga para revermos matéria...Passei com sucesso em todos os exames.Ma...
17/08/2026

Veio o 12⁰ano e fui passar uns dias a casa de uma amiga para revermos matéria...
Passei com sucesso em todos os exames.
Mas tive de ouvir da minha progenitora que se não fosse a minha colega, eu nunca teria passado nos exames nacionais...;??? Como! ??!Fui eu que os preenchi, fui eu que os fiz, n ão foi a minha amiga. Fiquei revoltada. Mas calada. Já sabia a capacidade de manipulação dessa personagem.
Entrei para faculdade sem quaisquer problemas. Mas a minha progenitora proibiu -me de ir porque,poderia destabilizar-me . Então eu não ia estudar.Disse a toda a minha família, que só há 1 ano sabe a verdade, que eu não quis ir para universidade.Falso....ela não me deixou ir...porque não era medicina. O interesse DELA. Não o meu. Eu entrei para língua gestual. Ela não me deixou ir .
Por não ter estudos tive de batalhar imenso na vida .mais do que muita gente da minha idade. Mas com 21 anos comprei o meu primeiro apartamento. E apesar de saltar de emprego em emprego , porque não gostava de nada , sempre paguei tudo sozinha. Meses difíceis mas não lhe pedi nada.Ela ainda me pedia para ir com ela às compras...e eu ia,nas minhas folgas. E ela esbanjava dinheiro nela. Produtos de beleza,roupas....tudo para ela. E na semana a seguir eu voltava s cometer o mesmo erro.Foram precisos quase 3 anos de terapia para perceber todo o mal que ela me fez. Todo o narcisismo,a toxicidade.Estava destinada a grandes feitos.
Criei uma carreira do zero. Sem estudos, apenas uma capacidade de observação e memória eidética.E do nada, a minha vida virou m@ #€@ outra vez.As doenças apanharam-me-22 diagnósticos clínicos activos. Um sentimento de que a vida esteve sempre a tentar passar-me a perna.Até que caí e nunca mais me levantei.
Estava destinada a grandes feitos??? Ou a uma vida cruel que te puxa o tapete,mesmo quando chegaste ao destino por estradas tortuosas, e montanhas supostamente intransponíveis.
Não me dêem falsas esperanças. A minha vida foi feita disso.O resultado é que não consigo mais lutar por mim. A vida faz-me achar que vai falhar algo, que vai correr algo mal novamente. Por mim acabou. Já não luto. Aguardo pela m0rte.

A realidade em casa....Na adolescência....com 13/14 anos eu não podia sair de casa para ir ao café do lado sem maquilhag...
17/08/2026

A realidade em casa....
Na adolescência....com 13/14 anos eu não podia sair de casa para ir ao café do lado sem maquilhagem, porque segundo a minha progenitora, eu tinha um ar desleixado.
Esperava-se de mim...as aparências.
A beleza era tudo. O "aparenta" ser mais do que o que tínhamos, era tudo.
Eu continuava com excelentes notas sem ir às aulas ou então sem estudar
Folheava um livro antes de cada teste, e o que era importante, iluminava-se numa espécie de sinestesia, com várias cores fluorescentes...e eu fixava a informação.
Fazia o teste em média em 15 minutos...e começava a preparar-me para sair... quando olhava á minha volta....ainda estavam todos a escrever.
O pânico apropriava- se de mim, e eu virava as páginas do teste meticulosamente e compulsivamente porque eu só podia ter esquecido uma página....e não eu tinha completado o teste. O resto do tempo em que eu aguardava pelos outros era passado a verificar e verificar novamente e novamente se eu tinha tudo feito....e tocava a campainha da escola e alguns ainda escreviam...eu olhava novamente para todas as páginas do teste. Tudo ok. Tudo feito.
Depois vinha a inveja dos outros. Eu não falava...eu isolava-me. Apagaram trabalhos meus e escreveram por cima para dizerem que eu não sabia fazer nada e que os professores faziam por mim....eu não dizia a ninguém...quem é que iria acreditar?
Cheguei a ficar sem folha de teste na minha mesa porque me tinha furtado a dita e ela circulava pela sala para os outros copiarem.
Eu não tinha culpa de aprender rapidamente. Ler em diagonais e memorizar a matéria toda...
Mas era um alvo . Alvo de inveja de garotas que hoje em dia penso.....que burras. Mas na altura não tinha como me defender.

Eu era aquela com o futuro brilhante á minha frente...fosse onde fosse eu ia conquistar...Esse m, era o discurso da minh...
17/08/2026

Eu era aquela com o futuro brilhante á minha frente...fosse onde fosse eu ia conquistar...
Esse m, era o discurso da minha progenitora perante os outros.
Em casa a realidade era outra.
Sem estudar e sempre com notas excelentes, ignorou-se os relatórios da escola que acumulavam sinais alarmantes de isolamento social, mutismo, fobia a falar perante os outros. Vocabulário pouco expectável para a minha idade....pois, com 6 anos eu sabia que não era suposto...mas entrei para a escola a saber ler e escrever. Francês, inglês e português.
E lia enciclopédias, romances...tudo o que eu pudesse para tentar fazer sentido da minha existência num mundo tão pouco compreensível para a minha diferença que eu não conseguia esconder...
Quanto mais tentava esconder...pior era.
Mais olhavam para mim.
Sentada nuns degraus no exterior da sala de aula, frustrada porque não me deixavam ficar no silêncio da sala...e nem obrigavam a conviver com outras crianças....que nunca entendi.
E nesses degraus....eu enterrava a cabeça no meio dos meus joelhos, para parecer invisível e para tapar os ouvidos do barulho infernal de um recreio com tempo suficiente para ser alvo de bullying.
Mas o que interessavam os relatos e as vezes que ela foi chamada á escola perante os diabos anómalos para a minha idade...eu tinha boas notas. Eu ia ser médica...era o que ela queria. Uma vez ela perguntou -me o que eu queria ser e eu ousei dizer que queria empregada de limpeza. Chorou lágrimas... lágrimas de crocodilo a dizer que com tantas capacidades eu não ia limpar a casa dos outros...os outros iam limpar a minha casa...eu não tinha de ser empregada de limpeza...que vergonha para ela...eu tinha de ser médica.
Nunca me interessou a profissão.
Aliás só descobri o que eu queria ser,depois de saber quem eu era....aos 37. E aos 39 tive a certeza que tinha a profissão certa.


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