02/05/2026
Alessandro Zanardi não desistiu.
Trilhou o sonho mirando o topo. E não desistiu.
No automobilismo, tinha como meta a Fórmula 1. E não desistiu.
Chegou à F1 em 1991. Porém, o caminho era tortuoso. E não desistiu.
Foi para a Fórmula Indy. Entre 1996 e 1998, tornou-se um fenômeno imediato. Foi bicampeão inconteste. E mais: reconstruiu caminho para o seu objetivo: a F1. Sim, ele não desistiu.
Voltou à F1 em 1999. Mas, novamente, as coisas não funcionaram como ele planejava. Retornou para a Indy. Não desistiu.
Veio o acidente em Lausitzring, em 2001. Veio a amputação das pernas. Veio a luta pela vida. E ele não desistiu.
A reinvenção era parte dele. O automobilismo seguia parte da sua vida. Mas, agora, acompanhado do esporte paralímpico. Não, ele não desistiu.
Foi ouro paralímpico (2012 e 2016) no ciclismo adaptado. Sim, triunfar era seu destino, seja no automobilismo, seja na cadeira de rodas. Logo, por que desistir?
Em 2020, quando se preparava para mais uma edição dos Jogos Paralímpicos, um acidente num treinamento mudou tudo, mais uma vez. Ficou em coma. Perdeu massa encefálica. E nunca mais foi visto em público. Mas desistir da vida? Não, nunca desistiu.
Nesta sexta, 1° de maio de 2026, em Bolonha (Itália), morreu o homem que jamais desistiu.
Se você pensa em desistir, inspire-se em Alessandro Zanardi.