20/03/2025
Eddie Jordan faleceu nesta quinta-feira, aos 76 anos. Um homem que escreveu uma história marcante no automobilismo contemporâneo. Foi um piloto (sim, sim) razoável. Títulos no cockpit não vieram. Então a alternativa foi ir para o lado de lá do pit lane - afinal, o espírito vencedor nunca lhe faltou. Para isso, se tornou dono de equipe nas categorias de base. Com leveza, seus carros venciam e enfileiravam conquistas. No início dos anos 1990, um período em que os garagistas ainda ousavam, o irlandês ousou. Montou uma inusitada e chamativa equipe de F1. Parecia ser mais um aventureiro. Mas, apesar de sempre atrair os holofotes pelo estilo despojado, Eddie não estava para brincadeira. Em 1991, a Jordan ingressou na F1. Foi por meio da equipe que um certo Michael Schumacher estreou na categoria, no GP da Bélgica, em Spa. Rubens Barrichello também iniciou sua trajetória na F1 no time, em 1993. Em 1994, o brasileiro foi responsável pela primeira pole (GP da Bélgica, em Spa) e pelo primeiro pódio da equipe, no GP do Pacífico, em Aida. Mas faltava uma vitória. E o sonho de Eddie Jordan se tornou realidade no GP da Bélgica de 1998, em Spa. Damon Hill venceu, com Ralf Schumacher em segundo. Dobradinha, para delírio do velho roqueiro. Em 1999, o ápice: com Heinz-Harald Frentzen, se credenciou à disputa do título. O alemão venceu os GPs da França, em Magny-Cours, e da Itália, em Monza. Frentzen e a Jordan ficaram em 3° naquele Mundial. Depois, veio o declínio. A equipe perdeu espaço e investidores, caindo para o fim do pelotão. Em 2003, um inesperado canto do cisne. Com Giancarlo Fisichella, venceu o GP do Brasil de 2003, em Interlagos. Porém, em crise financeira, vendeu o espólio ao fim da temporada 2005. Foram 250 GPs entre 1991 e 2005, com 4 vitórias, 2 poles, 19 pódios e o título de equipe mais carismática do grid na década de 1990. Eddie veio, viu e venceu, bem à sua maneira. Irreverente, leve e determinado. Que descanse em paz.