17/08/2026
𝐄́ 𝐝𝐢𝐟𝐢́𝐜𝐢𝐥 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨𝐥𝐚𝐫 𝟏.𝟓𝟎𝟎 𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨́𝐦𝐞𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐯𝐚, 𝐦𝐚𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐬𝐩𝐨𝐧𝐢́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐫𝐞𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐫 𝐚 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚"
A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) confirmou este domingo que vai propor a inclusão no Código da Estrada de punições por desobediência às autoridade em eventos desportivos disputados na via pública, após a conclusão da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta.
Na conferência de imprensa de balanço à corrida, ensombrada pela morte de Finlay Tarling, ciclista britânico de 19 anos que representava a NSN Development Team e que colidiu com um veículo alheio à caravana na sexta-feira, em Ponte de Lima, na oitava e antepenúltima etapa, o presidente da FPC realçou que o organismo está a equacionar a proposta.
"Estamos a pensar fazer uma proposta para que o Código da Estrada possa ter uma punição para quem não obedece a uma autoridade, para sensibilizarmos os automobilistas que, quando há desporto na via pública, a segurança é primordial", disse Cândido Barbosa, no átrio da Câmara Municipal do Porto, após a conclusão da 10.ª e última etapa da prova, na Avenida dos Aliados.
O responsável federativo defendeu que a GNR, responsável pela sinalização da corrida, sob a orientação do responsável do destacamento eventual de trânsito, Tiago Machado, fez "um excelente trabalho", pese a fatalidade, e reiterou que a força de segurança prossegue "as averiguações do incidente que vitimou mortalmente Tarling.
Para Cândido Barbosa, as forças de segurança e a empresa espanhola Emesports, liderada pelo espanhol Ezequiel Mosquera, diretor da prova, organizaram "tudo na perfeição" aquilo que era "controlável", destacando a forma como se impediu que o público colocasse em risco os ciclistas durante a descida do Monte Farinha, na etapa de sábado, que culminou no alto da Senhora da Graça.
"Naturalmente que a segurança tem vindo a ser trabalhada pela União Ciclista Internacional na última década. É notável o trabalho feito: todos os avisos, todas as bandeiras, todas as sinalizações. É difícil controlar 1.500 quilómetros de prova, mas estamos disponíveis para reforçar a segurança", disse.
Créditos: JN