24/06/2026
Há um sentimento que não se explica facilmente. Vive nas ruas por onde crescemos, no cheiro da comida que sai das cozinhas ao domingo, nas vozes que reconhecemos à distância e nos lugares que guardam as nossas memórias. Esse sentimento chama-se orgulho na nossa terra.
Muitas vezes só percebemos a força dessa ligação quando estamos longe. De repente, aquilo que parecia comum ganha valor: o bairro onde brincávamos, o café da esquina, as festas do verão , as paisagens que víamos todos os dias sem lhes prestar grande atenção. A terra onde nascemos ou crescemos torna-se parte daquilo que somos.
Ter orgulho na nossa terra não significa dizer que ela é perfeita. Todas as localidades têm problemas, desafios e coisas a melhorar. O verdadeiro orgulho nasce quando reconhecemos essas dificuldades, mas continuamos a acreditar no potencial da nossa comunidade. É querer contribuir para que o lugar onde vivemos seja cada vez melhor para todos.
A minha terra é feita de pessoas. São elas que dão vida às ruas, às tradições e aos costumes que passam de geração em geração. Sem as pessoas, uma terra é apenas um conjunto de casas e caminhos,com elas, transforma-se num lar.
Num mundo cada vez mais global, é importante preservar a identidade local. As histórias dos mais velhos, as tradições, a cultura e os valores são riquezas que não podem ser esquecidas. Conhecer as nossas raízes ajuda-nos a compreender quem somos e para onde queremos ir.
Por isso, tenho orgulho na minha terra. Orgulho nas suas histórias, nas suas gentes e no seu futuro. É um orgulho simples, mas profundo, que me acompanha todos os dias e me lembra que, independentemente dos caminhos que a vida me leve a seguir, haverá sempre um lugar que poderei chamar de casa.
Rui Campos Correia