05/11/2025
Há momentos em que, durante uma libertação fascial,
o corpo começa a tremer levemente…
a respiração muda…
e, de repente, há lágrimas.
Não é dor.
É libertação.
A fáscia — essa rede viva que envolve tudo no corpo —
guarda memórias de movimentos, de dores e também de emoções que não foram processadas.
Com o tempo, essas cargas tornam-se tensão, bloqueios, padrões físicos que o corpo repete sem perceber porquê.
Quando tocamos a fáscia de forma consciente e terapêutica, não estamos apenas a libertar tecido.
Estamos a permitir que o sistema nervoso se reorganize.
Que o corpo saia do modo “sobrevivência”
e volte a sentir segurança — a base onde a cura realmente acontece.
Por isso, quando as lágrimas vêm, deixamos que venham.
Sem interromper.
Sem explicar.
Sem forçar.
Porque há coisas que o corpo sabe soltar muito antes de a mente entender.
E é nesse instante que o trabalho se torna mais do que terapia:
torna-se reencontro