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Termas das Caldas da Saúde: tradição, saúde e bem-estar em Santo TirsoSituadas em Areias, no concelho de Santo Tirso, as...
17/08/2026

Termas das Caldas da Saúde: tradição, saúde e bem-estar em Santo Tirso

Situadas em Areias, no concelho de Santo Tirso, as Termas das Caldas da Saúde são uma referência do termalismo na região, aliando a tradição das águas minerais naturais a uma oferta direcionada para a saúde, o bem-estar e a manutenção física. O balneário termal iniciou a sua atividade em 1891 e foi alvo de uma remodelação profunda em 1994.

Ao longo de mais de um século, as Caldas da Saúde afirmaram-se como um espaço dedicado ao aproveitamento das propriedades da água termal. Atualmente, a oferta inclui tratamentos termais dirigidos a diferentes áreas, nomeadamente doenças respiratórias, problemas de pele e patologias músculo-esqueléticas.

As águas das Caldas da Saúde são de natureza sulfúrea e cloretada sódica, sendo utilizadas em diferentes técnicas de tratamento termal. Entre as indicações terapêuticas encontram-se problemas como rinite, asma, bronquite, algumas doenças dermatológicas, artroses, artrites, tendinites e dores músculo-esqueléticas. Os tratamentos são realizados mediante avaliação e acompanhamento médico especializado.

Mas a atividade das termas vai hoje além do termalismo terapêutico. O espaço disponibiliza também uma vertente de bem-estar, com SPA Termal, massagens e tratamentos de rosto e corpo, procurando responder a quem procura relaxamento e uma pausa no ritmo quotidiano.

A história das Caldas da Saúde remonta, aliás, a um passado ainda mais distante. Durante a construção de um novo complexo termal, em 1905, foram identificados vestígios arqueológicos associados a uma possível utilização das águas em época romana, incluindo moedas, telhas e tijolos. Estes achados fazem parte da memória histórica e arqueológica do local.

Hoje, as Termas das Caldas da Saúde continuam a desempenhar um papel relevante na valorização do património termal de Santo Tirso, conjugando a herança histórica das suas águas com serviços de saúde, bem-estar e atividade física. Um espaço onde tradição e modernidade se encontram e que mantém viva uma parte importante da identidade do concelho.

Um incêndio que deflagrou numa zona de mato, no concelho de Santo Tirso, está a mobilizar um significativo dispositivo d...
17/08/2026

Um incêndio que deflagrou numa zona de mato, no concelho de Santo Tirso, está a mobilizar um significativo dispositivo de combate. As chamas já atingiram as zonas de Rebordões, São Tomé de Negrelos e Monte Córdova, mantendo-se as operações de combate no terreno.

De acordo com a mais recente atualização, estão mobilizados 62 operacionais, apoiados por 12 veículos terrestres e dois meios aéreos, que permanecem empenhados no combate às chamas.

Quando há festa, ninguém falta! 😂O Presidente Alberto Costa e restante executivo, acompanhados pela Presidente de Monte ...
16/08/2026

Quando há festa, ninguém falta! 😂

O Presidente Alberto Costa e restante executivo, acompanhados pela Presidente de Monte Córdova, andaram a povonear na Senhora da Assunção.

É bonito ver tanta dedicação… às festas! 😏

Muito gostam eles de festa! Agora só falta saber se também têm o mesmo entusiasmo quando é preciso tratar dos assuntos sérios. 😂🍻🎉

Igreja Velha de Sequeirô: um património que guarda a memória de uma comunidadeNo coração de Sequeirô, no concelho de San...
15/08/2026

Igreja Velha de Sequeirô: um património que guarda a memória de uma comunidade

No coração de Sequeirô, no concelho de Santo Tirso, encontra-se um dos espaços que melhor testemunham a história e a identidade desta comunidade: a Igreja Velha de Sequeirô. Mais do que um edifício religioso, este templo constitui um verdadeiro lugar de memória, onde diferentes gerações deixaram marcas da sua fé, das suas tradições e da própria evolução da freguesia.

A atual Igreja Velha tem as suas origens no século XVI e foi inaugurada a 11 de novembro de 1591, data particularmente significativa por coincidir com o dia de São Martinho, padroeiro da paróquia. Ao longo dos séculos, o edifício foi testemunhando as transformações religiosas e sociais de Sequeirô, permanecendo como uma referência na paisagem e na memória dos seus habitantes.

O valor histórico do templo não se limita à sua arquitetura. A Igreja Velha reúne elementos que permitem compreender diferentes períodos da história local e regional, incluindo vestígios arqueológicos associados a épocas anteriores à própria construção da igreja. Entre esses elementos destaca-se uma estela romana embutida no alçado sul do edifício, testemunho da presença e circulação de populações em períodos muito anteriores à construção do templo.

A igreja teve também um papel importante na vida comunitária de Sequeirô. Durante séculos, foi espaço de celebração, encontro e transmissão de tradições, acompanhando momentos fundamentais da vida das famílias da freguesia. O edifício tornou-se, assim, parte inseparável da identidade local.

A sua importância ultrapassou igualmente a dimensão estritamente religiosa. Em 1945, por exemplo, foi fundada na Igreja Velha de Sequeirô a estrutura que viria a dar origem ao Agrupamento 201 do Corpo Nacional de Escutas, pelas mãos dos chefes Rodrigo Silva e Padre Jacinto Marques. A igreja assumiu, desta forma, também um papel na formação e educação de várias gerações de jovens sequeiroenses.

A história cultural da freguesia encontra ainda uma ligação curiosa à construção da torre da igreja. As origens da Associação Recreativa de Sequeirô estão relacionadas com a antiga Tuna de Sequeirô, que participou em iniciativas culturais e sessões de teatro destinadas a angariar fundos para a construção da torre da atual Igreja Velha. A torre viria a ser inaugurada em 1936, demonstrando como a população se mobilizou para preservar e valorizar o seu espaço religioso.

Nos últimos anos, a Igreja Velha voltou a assumir destaque enquanto espaço de valorização da história local. Em 2023, integrou uma caminhada dedicada à história de Sequeirô, iniciativa que procurou recuperar memórias e dar a conhecer o património da freguesia. A visita incluiu também outros lugares emblemáticos, reforçando a ideia de que a Igreja Velha deve ser entendida como parte de um património cultural mais amplo.

Em março de 2026, o templo voltou a ser escolhido para uma edição do programa municipal “Rondas”, promovido pelo Serviço de Turismo da Câmara Municipal de Santo Tirso. A iniciativa destacou precisamente a riqueza arqueológica, arquitetónica e documental do espaço, reconhecendo a sua capacidade para contar diferentes capítulos da história local.

A Igreja Velha de Sequeirô é, portanto, muito mais do que uma construção antiga. É um espaço onde se cruzam religião, arqueologia, arquitetura, associativismo e memória popular. As suas paredes guardam séculos de histórias e ajudam a compreender a evolução de uma comunidade que continua a reconhecer naquele lugar uma parte importante da sua identidade.

Preservar a Igreja Velha significa preservar não apenas um edifício, mas também as memórias das pessoas que, ao longo de gerações, viveram, celebraram e construíram a história de Sequeirô.

A Loggia Quinhentista de São Tomé de Negrelos: um testemunho do Renascimento no Vale do AveUm património singularEm São ...
15/08/2026

A Loggia Quinhentista de São Tomé de Negrelos: um testemunho do Renascimento no Vale do Ave

Um património singular

Em São Tomé de Negrelos, no concelho de Santo Tirso, encontra-se um dos mais interessantes testemunhos da arquitetura quinhentista da região do Vale do Ave: a Loggia quinhentista associada à Capela do Santíssimo Sacramento da Igreja de São Tomé de Negrelos.

Embora o atual edifício da igreja tenha sofrido profundas transformações ao longo dos séculos, a estrutura quinhentista conservada no exterior constitui uma importante memória de uma época em que as novas formas do Renascimento começavam a afirmar-se na arquitetura portuguesa. O conjunto está oficialmente classificado como Imóvel de Interesse Público, por decreto de 27 de março de 1944.

Uma obra do século XVI
A história arquitetónica da igreja revela diferentes momentos construtivos. Segundo a informação do património cultural português, a primeira fase corresponde ao início do século XVI, período ao qual pertence a Capela do Santíssimo Sacramento, de características manuelinas. Algumas décadas mais tarde, durante os anos 30 e 40 do século XVI, terá sido construída a loggia exterior.

A loggia apresenta uma planta quadrangular e é constituída por uma colunata de elegantes proporções, com capitéis de ordem compósita. A solução arquitetónica evidencia a influência da cultura renascentista italiana, adaptada ao contexto português. A Junta de Freguesia de São Tomé de Negrelos destaca igualmente a existência de uma janela de ângulo, elemento particularmente expressivo do conjunto.

Não se trata, portanto, de um simples alpendre acrescentado à igreja. A loggia constitui uma peça arquitetónica com identidade própria, integrada num conjunto religioso que conserva elementos de diferentes épocas.

A capela manuelina

Por detrás da loggia encontra-se a Capela do Santíssimo Sacramento, uma das partes mais antigas conservadas da igreja.
A capela possui planta quadrangular e é coberta por uma abóbada de cruzaria de ogivas, característica da arquitetura manuelina. No seu interior encontra-se atualmente um conjunto escultórico representando o Calvário, colocado no lugar onde anteriormente se encontraria o retábulo.

A ligação entre a capela manuelina e a loggia renascentista torna o conjunto particularmente significativo. Num espaço relativamente pequeno encontram-se vestígios de duas linguagens artísticas que marcaram profundamente a arquitetura portuguesa do século XVI: a tradição manuelina e a introdução progressiva das formas renascentistas.

A loggia e o Renascimento

A palavra loggia, de origem italiana, designa uma galeria aberta, geralmente sustentada por colunas ou arcadas. A sua presença em São Tomé de Negrelos é especialmente interessante porque revela a adoção de uma solução arquitetónica associada à cultura renascentista.

A documentação patrimonial descreve a loggia como uma estrutura quadrangular apoiada em colunas com capitéis compósitos. A Junta de Freguesia caracteriza-a como uma obra de influência da Renascença italiana, destacando as suas colunas esbeltas e os elementos arquitetónicos da janela de ângulo.

A sua importância ultrapassa, por isso, a dimensão local. É um testemunho da circulação de modelos arquitetónicos e artísticos que, durante o século XVI, transformaram progressivamente a arquitetura portuguesa.

Uma igreja de muitas épocas

Um dos aspetos mais interessantes de São Tomé de Negrelos é precisamente a sobreposição de diferentes períodos históricos.
O atual templo não corresponde integralmente à igreja quinhentista. O sistema de informação do património arquitetónico identifica no conjunto elementos manuelinos, setecentistas e do século XX. A igreja paroquial apresenta atualmente uma configuração resultante de várias campanhas de construção e remodelação.

A própria fachada e o corpo principal da igreja pertencem a fases posteriores, enquanto a capela lateral e a loggia conservam a memória do complexo quinhentista. Esta coexistência permite compreender como os edifícios religiosos portugueses foram sendo adaptados às necessidades das comunidades ao longo dos séculos.

Um património protegido desde 1944

O reconhecimento oficial da importância deste conjunto ocorreu em 1944, através do Decreto n.º 33 587, publicado no Diário do Governo de 27 de março desse ano. A classificação abrange especificamente a Loggia quinhentista e a Capela Manuelina da Igreja de São Tomé de Negrelos.

A proteção patrimonial demonstra que, já no século XX, se reconhecia o valor excecional destes elementos arquitetónicos. Atualmente, a classificação continua a integrar o património cultural protegido do concelho de Santo Tirso.
Memória de São Tomé de Negrelos

A importância da loggia deve também ser entendida no contexto histórico da própria localidade. Existem referências documentais a Negrelos desde o século XI, tendo a povoação adquirido posteriormente estatuto de vila e couto.

A Igreja de São Tomé tornou-se, ao longo dos séculos, um dos principais pontos de referência da comunidade. A permanência da capela manuelina e da loggia quinhentista permite hoje estabelecer uma ligação direta com a história artística e religiosa da povoação.

O conjunto é ainda valorizado pela sua integração na paisagem patrimonial de São Tomé de Negrelos, onde se encontram outros testemunhos históricos, entre os quais o Castro de Santa Margarida e diversas casas solarengas.

Um pequeno monumento de grande significado

A Loggia quinhentista de São Tomé de Negrelos pode passar despercebida a quem observe apenas a atual fachada da igreja. No entanto, por detrás da aparência de um templo profundamente remodelado encontra-se uma peça arquitetónica de grande interesse.
As suas colunas, os capitéis, a composição quadrangular e a ligação à Capela do Santíssimo Sacramento constituem um testemunho raro da introdução da linguagem renascentista na arquitetura religiosa da região.

Mais do que uma sobrevivência isolada do século XVI, a loggia é uma verdadeira ponte entre épocas: conserva a memória da arquitetura manuelina e testemunha simultaneamente a chegada de novas formas renascentistas. É, por isso, uma peça essencial para compreender a história artística de São Tomé de Negrelos e o património arquitetónico do concelho de Santo Tirso.

Nota histórica

A documentação oficial situa a construção da loggia nas décadas de 1530-1540. Algumas fontes secundárias apresentam datações incorretas ou contraditórias; por isso, para um texto de caráter histórico, é preferível seguir a cronologia indicada pelo sistema oficial de património cultural português.

Mosteiro de Singeverga: um património beneditino no coração de RorizSituado em Roriz, no concelho de Santo Tirso, o Most...
15/08/2026

Mosteiro de Singeverga: um património beneditino no coração de Roriz

Situado em Roriz, no concelho de Santo Tirso, o Mosteiro de São Bento de Singeverga é um dos mais importantes testemunhos da presença beneditina no Norte de Portugal. Envolvido pela paisagem verde do Vale do Ave, o mosteiro alia a tradição monástica, a espiritualidade, a cultura e o trabalho quotidiano da comunidade religiosa que ali vive.

A história de Singeverga remonta a 25 de janeiro de 1892, quando monges provenientes do Mosteiro de São Martinho de Cucujães se instalaram na quinta da família Gouveia de Azevedo. Esta fundação marcou uma etapa importante no renascimento da Ordem Beneditina em Portugal, depois da extinção das ordens religiosas no século XIX.

O crescimento da comunidade levou à construção de novas instalações. O atual edifício principal, que inclui a igreja, a sala do capítulo, as celas monásticas e os espaços conventuais, foi construído sobretudo durante a década de 1950, tendo os monges começado a habitá-lo em 1957. O projeto, da autoria do arquiteto Alberto da Silva Bessa, nunca chegou a ser totalmente concretizado: apenas uma parte do projeto inicial foi construída. Em 1992, por ocasião do centenário da fundação, foi acrescentada uma nova ala, onde atualmente se encontra a biblioteca.

Em 1938, Singeverga recebeu da Santa Sé o título de Abadia. As décadas seguintes foram marcadas por um período de grande desenvolvimento, com o aumento das vocações, a ampliação das instalações e a criação de outras comunidades e missões ligadas aos beneditinos.

Um património artístico de grande valor

Para além do seu significado religioso e histórico, o mosteiro guarda um importante património artístico. Entre as peças de maior destaque encontra-se a pintura “A Adoração dos Reis Magos”, atribuída ao pintor italiano Tintoretto, colocada atrás do altar da igreja. Na sala do capítulo conserva-se também uma imagem de São Bento em madeira policromada, datada do século XVII. O património do mosteiro inclui ainda peças de arte sacra, objetos litúrgicos e coleções de interesse cultural e natural.

O espaço monástico está profundamente ligado à tradição beneditina de “Ora et labora” — rezar e trabalhar. Ao longo do tempo, os monges dedicaram-se à oração, ao estudo, à agricultura e a diferentes trabalhos artesanais, mantendo uma relação entre a vida espiritual e o trabalho quotidiano.

O famoso Licor de Singeverga

Uma das marcas mais conhecidas do mosteiro é o Licor de Singeverga. A sua história começou em 1935, depois de várias experiências realizadas pela comunidade beneditina até se chegar à fórmula que recebeu o nome do mosteiro e da localidade. A produção mantém um caráter artesanal e está associada ao trabalho dos próprios monges.

O licor tornou-se, assim, não apenas um produto associado a Singeverga, mas também um elemento da identidade cultural e económica de Roriz e de Santo Tirso. A Câmara Municipal de Santo Tirso destaca-o como o único licor monástico português e como uma das expressões mais conhecidas do património do mosteiro.

Um lugar de silêncio, oração e cultura

Singeverga permanece sobretudo um lugar de vida monástica. A arquitetura e a organização dos seus espaços foram pensadas para favorecer a vida comunitária, mas também a solidão, o trabalho e a oração. A presença dos monges ao longo de mais de um século transformou o mosteiro num espaço onde a dimensão religiosa se cruza com a história, a arte, a educação e a cultura.

Inserido numa região de grande riqueza patrimonial, Singeverga integra ainda uma paisagem onde se encontram outros testemunhos importantes da história religiosa de Roriz e de Santo Tirso. A sua proximidade com o antigo Mosteiro de Roriz reforça a importância desta área como território de tradição monástica.

Mais de 130 anos depois da sua fundação, o Mosteiro de São Bento de Singeverga continua a ser uma referência da presença beneditina em Portugal. Entre a oração e o trabalho, entre a preservação da memória e a continuidade da vida comunitária, Singeverga permanece como um lugar singular do património religioso e cultural português.

Mosteiro de São Bento de Santo TirsoO Mosteiro de São Bento de Santo Tirso é um dos mais importantes testemunhos históri...
15/08/2026

Mosteiro de São Bento de Santo Tirso

O Mosteiro de São Bento de Santo Tirso é um dos mais importantes testemunhos históricos, religiosos e arquitetónicos da cidade de Santo Tirso. Situado junto ao rio Ave, o mosteiro está profundamente ligado à origem e ao desenvolvimento da própria cidade, tendo desempenhado, durante séculos, um papel central na vida religiosa, económica e social da região.

A fundação do mosteiro remonta ao ano de 978, sendo tradicionalmente atribuída a D. Unisco Godiniz e D. Abunazar Lovesendes. A comunidade adotou a regra beneditina no final do século XI, e, em 1098, o couto de Santo Tirso foi doado aos monges beneditinos. A partir desse momento, o mosteiro adquiriu grande importância e passou a exercer influência sobre um vasto território.

Ao longo dos séculos, o complexo monástico sofreu diversas transformações. Do edifício medieval restam poucos vestígios, uma vez que o conjunto atual resulta sobretudo das grandes campanhas de obras realizadas entre os séculos XVII e XVIII. A atual igreja começou a ser construída em 1659, sob orientação de Frei João Turriano, apresentando uma planta em cruz latina e uma só nave. A fachada destaca-se pela sua monumentalidade e pelas imagens de Santo Tirso, São Bento e Santa Escolástica.

A arquitetura do mosteiro foi concebida de acordo com os princípios da vida beneditina. Os diferentes espaços — igreja, claustros, dormitórios, sala do capítulo, refeitório, cozinha, livraria, hospedaria, oficinas, hortas e pomares — estavam organizados de modo a permitir aos monges uma vida de oração, trabalho e relativa autossuficiência. Esta organização traduz o conhecido princípio beneditino “ora et labora”, ou seja, “reza e trabalha”.

Um dos elementos de maior interesse do conjunto é a antiga hospedaria conventual, construída entre 1737 e 1740, durante o abaciado de D. Plácido de São Bento. Atualmente, este edifício acolhe o Museu Municipal Abade Pedrosa, integrando o conjunto patrimonial do antigo mosteiro.

A história do mosteiro sofreu uma mudança decisiva em 1834, com a extinção das ordens religiosas em Portugal. Os monges beneditinos abandonaram o espaço e os edifícios passaram a ter diferentes utilizações, incluindo funções administrativas e educativas. Esta transformação marcou o fim de vários séculos de presença monástica, mas permitiu que o conjunto continuasse a desempenhar um papel importante na comunidade local.

Pelo seu valor histórico, artístico e arquitetónico, o conjunto formado pela igreja, convento, cerca e cruzeiro processional está classificado como Monumento Nacional. Atualmente, o Mosteiro de São Bento continua a ser um dos principais símbolos de Santo Tirso e um importante elemento do património cultural português.

Em conclusão, o Mosteiro de São Bento de Santo Tirso representa mais de mil anos de história. A sua arquitetura, a ligação à Ordem Beneditina e a influência que exerceu no desenvolvimento de Santo Tirso fazem deste monumento um lugar de grande importância cultural e histórica, cuja preservação permite compreender melhor a evolução da cidade e da sociedade portuguesa ao longo dos séculos.

𝙎𝙖𝙣𝙩𝙤 𝙏𝙞𝙧𝙨𝙤: 𝙃𝙞𝙨𝙩𝙤́𝙧𝙞𝙖 𝙚 𝙈𝙚𝙢𝙤́𝙧𝙞𝙖Santuário de Nossa Senhora da Assunção: um símbolo de fé e património em Santo TirsoErg...
14/08/2026

𝙎𝙖𝙣𝙩𝙤 𝙏𝙞𝙧𝙨𝙤: 𝙃𝙞𝙨𝙩𝙤́𝙧𝙞𝙖 𝙚 𝙈𝙚𝙢𝙤́𝙧𝙞𝙖

Santuário de Nossa Senhora da Assunção: um símbolo de fé e património em Santo Tirso

Erguido no alto do Monte Córdova, o Santuário de Nossa Senhora da Assunção é um dos principais símbolos religiosos e patrimoniais de Santo Tirso, destacando-se pela sua arquitetura monumental e pela forte devoção mariana que continua a atrair fiéis e visitantes.

Sobranceiro à cidade de Santo Tirso, o Santuário de Nossa Senhora da Assunção ocupa um lugar de destaque na paisagem do concelho. Localizado na freguesia de Monte Córdova, o templo combina a importância religiosa com o valor arquitetónico e paisagístico do monte onde está implantado.

A história do santuário remonta ao final do século XIX, quando começou a ganhar força a devoção a Nossa Senhora da Assunção. Em 1901 foi construída a chamada Capela Velha, na encosta do Monte Córdova. Com o crescimento da devoção e a necessidade de um espaço de maiores dimensões, a Irmandade de Nossa Senhora da Assunção avançou posteriormente para a construção de um novo templo.

Em 1919, o arquiteto Ernesto Korrodi foi encarregado de desenvolver o projeto. A primeira pedra do atual santuário foi lançada a 2 de setembro de 1929 e o templo foi inaugurado a 15 de agosto de 1934, numa cerimónia presidida pelo Cardeal Cerejeira.

O edifício apresenta uma arquitetura de inspiração romano-gótica, com características neorromânicas. A planta em cruz grega, as rosáceas, os contrafortes e as duas imponentes torres sineiras conferem ao santuário uma presença marcante. No interior encontra-se uma imagem de Nossa Senhora da Assunção da autoria do escultor João de Afonseca Lapa.

Mais do que um monumento, o santuário mantém uma profunda ligação à comunidade e à tradição religiosa local. O dia 15 de agosto, dedicado à Assunção de Nossa Senhora, assume particular importância, sendo tradicionalmente marcado pela presença de numerosos devotos e peregrinos.

A localização privilegiada do santuário permite ainda apreciar a paisagem envolvente e a vista sobre Santo Tirso, fazendo do Monte Córdova um espaço onde se cruzam espiritualidade, património e natureza.
Ao longo de mais de nove décadas, o Santuário de Nossa Senhora da Assunção consolidou-se, assim, como uma referência de Santo Tirso. Entre a história, a arquitetura e a fé, continua a ser um lugar de encontro para quem procura neste monte um espaço de devoção, contemplação e ligação às tradições da região.

Está concluída a obra de beneficiação da 𝐄𝐬𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝟔𝟎𝟒, na freguesia de Agrela, numa extensão total de cerca de ...
12/08/2026

Está concluída a obra de beneficiação da 𝐄𝐬𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝟔𝟎𝟒, na freguesia de Agrela, numa extensão total de cerca de 1700 metros, e de construção de infraestruturas de drenagem de águas residuais num troço da via.

A intervenção, num investimento de cerca de 242 mil euros, teve como objetivo melhorar as condições de circulação e segurança rodoviária nesta via.

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