Prega Saltos BTT

Prega Saltos BTT Esta página é uma extensão do meu Blog que criei em 2011, para relatar os meus passeios e aventuras de bicicleta todo o terreno, a solo e com amigos.

A ideia é contar as aventuras de forma divertida e mostrar em imagens os locais onde passamos.

O TELHEIRO DO TENDEIRO A previsão para este domingo era de muito calor e temperaturas altas para a zona onde se planeou ...
16/06/2026

O TELHEIRO DO TENDEIRO

A previsão para este domingo era de muito calor e temperaturas altas para a zona onde se planeou esta volta, que f**ará para a história dos meus/nossos pudalanços.
Mas como ia ser memorável, o São Pedro não quis deixar de colaborar e resolveu deixar o dia mais fresco, para nós não torrarmos ao sol. Amanheceu nublado, estava fresquinho e até esteve com cara de chuva, mas a coisa aguentou-se.

A pretexto de um almoço de grão e da inauguração de um telheiro que o amigo Jorge fez lá na sua terrinha, Vargens, onde anda a recuperar umas casas de família, organizou-se um passeio com mais alguns amigos. A malta queria era pudalar, o almoço foi só a desculpa... Tá bem abelha, ah ah ah!

O percurso foi pensado por mim e pelo anfitrião, desenhado à distância e por telefone, portanto só podia ser um trajecto supimpa e interessante. Por causa do previsto calor, quase em cima da hora, encurtámos um pouco a distância, mas afinal o dia até estava à maneira para a prática da modalidade pelos estradões entre o Alentejo e o Algarve, em redor da Ribeira do Vascão.

Saímos de Vargens em direção à aldeia de Diogo Martins, tomando logo o estradão pelo meio dos terrenos carregados de coelho bravo em monte e muitas perdizes e perdigotos. Para a próxima temos de levar a fisga, sempre deve dar para uma caçada jeitosa, eh eh eh.

Antes de Diogo Martins rumámos até Lotão (que já f**a no Algarve) aldeia logo a seguir à primeira passagem do Vascão, com direito a molhar o pezinho na travessia. Havia uma ponte, mas a malta quer é aventuras! Claro que depois tivemos de aviar logo uma subidinha para aquecer e lá do alto já se avistava ao fundo a aldeia de Giões, onde chegámos por mais um fantástico estradão. A ideia era parar para um café, mas estava tudo encerrado.

Seguimos por asfalto em direção a Farelos e Clarines, mas virámos antes dessas povoações em direção a Água Santa, por mais um fantástico estradão, onde atravessámos de novo o Vascão, do Algarve para o Alentejo. Parámos para uma visita, pelo meio do matagal, para ver o que resta destas antigas termas muito procuradas em tempos idos pelas suas águas sulfúreas que se notabilizaram pela cura de algumas doenças de pele. Estas piscinas naturais estão agora completamente ao abandono, o que é sempre triste de ver.

Sair da Ribeira do Vascão, já se sabe, implica ter de subir e logo a partir de Água Santa tivemos de aviar uma valente papo-seco para abrir o apetite para o almoço (como se fosse preciso...). Foram 3km de subida em que o Manel Cegasa meteu tanta potência na bike que até a roda de trás começou a querer saltar, ah ah ah. Ele queria era encurtar caminho e ir logo beber umas fresquinhas, essa é que é essa!

Lá chegámos a Besteiros onde fizemos uma foto do grupo destes sete magníficos e fomos dividir os trilhos com os coelhos e as perdizes até Moinhos de Vento. Como ainda era cedo alargámos mais um bocado até Boisões e depois Monte dos Carros. Seguiu-se mais uma aventura dos cinco, depois de dois dos sete atalharem logo rumo ao almoço, para mais uns trilhos fantásticos até à aldeia de Manuel Galo. Em Diogo Martins buemos uma cola fresquinha e metemos pelo caminho inicial em sentido inverso até Vargens.

Chegámos à aldeia, arrumámos as bikes e depois de um belo banhinho de rabinho (e não só, ah ah ah) ao léu tivemos de nos fazer fortes para o que vinha a seguir. Aí é que foram elas! Ah pois!
O Jorge Tendeiro não deu barraca (apesar do nome) e juntamente com os primos José Carlos e Fernanda (a cozinheira de serviço) serviram-nos um almoço de grão que nem vos conto. Foi encher até quase entornar, eh eh eh. Tivemos de ir rebatendo com uns golinhos de tinto de algumas produções da zona de Mértola.

A coisa foi de tal maneira que até tivemos de chamar uma Bombeira (ou duas, de 75cl), mas também (não) houve Discórdia. Syrah que a malta aguentou a Balanches (avalanche)? Claro que sim, é tudo malta moderada. O amigo José Carlos é tão bom a escolher vinho como a fazer salada de frutas e a sobremesa não se ficou atrás do grão. A Filipa fez também um fantástico doce para a malta repor açúcares e ainda apareceu o amigo Lopes que nos serviu uma aguardente de figo, umas amêndoas torradas e uns figos secos para fechar em beleza.

Seguiu-se uma visita guiada à horta do Jorge, das mais modernizadas da zona com alta tecnologia ao nível da rega e espanta pardais, onde homem se entretém agora entre os pudalanços com os amigos. De regresso à aldeia ainda houve tempo paras umas cantorias alentejanas onde o José Carlos mostrou também os seus dotes musicais.

Foi assim um domingo que vai f**ar para a história, como disse no início, com pessoal simpático e que nos recebeu muito bem, não fosse estarmos no Alentejo. Um dia fenomenal com amigos de longa data e com quem já partilho os trilhos há alguns anos. Começam a ser muitos anos já, mas é bom sinal. A par disso arranjámos mais uns quantos amigos também.

Continuem a pudalari!

Strava > https://strava.app.link/xBgv3jkh13b
Blog > https://prega-saltos.blogspot.com/2026/06/o-telheiro-do-tendeiro.html

Bela voltinha no Alentejo e Algarve, ora entra, ora sai, com o São Pedro a colaborar e a poupar-nos ao calor.Ainda assim...
14/06/2026

Bela voltinha no Alentejo e Algarve, ora entra, ora sai, com o São Pedro a colaborar e a poupar-nos ao calor.
Ainda assim criámos forte apetite para o jantar de grão que comemos à sombra do telheiro do Jorge Tendeiro. A D. Fernanda está de parabéns pelo excelente almoço que confeccionou.

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13/06/2026

13/06/2026

Hay paisajes que no caben en una cámara… pero caben en una canción....

AINDA SOBRE OS CAMINHOS DE SANTIAGOHá já muito tempo que tinha vontade de fazer o Caminho de Santiago, chegou-se a equac...
11/06/2026

AINDA SOBRE OS CAMINHOS DE SANTIAGO

Há já muito tempo que tinha vontade de fazer o Caminho de Santiago, chegou-se a equacionar isso com algum pessoal com quem costumo pedalar. Normalmente falava-se em sair do Porto e fazer o Caminho Central.

No ano passado o meu sobrinho Tiago Ruivo lançou o desafio para irmos fazer o Caminho de Santiago em 2026. Pusemos logo a fasquia a um nível alto (para não dizer altíssimo): sair de Portalegre, a nossa terra, até Santiago de Compostela.

Comecei logo a fervilhar com a ideia e comecei à procura de informações sobre os caminhos, como haveria de ligar Portalegre a um deles. Descobri, entretanto que há um caminho que passa perto, na zona de Alpalhão e segue pelo interior. Mas esse seria mais duro, com uma altimetria mais agreste.

Foram muitos meses de estudo sobre o que levar, como levar, comprar acessórios sem gastar muito dinheiro, mas que fossem fiáveis. Apesar do caminho estar marcado, bem marcado, havia que definir o percurso de ligação e o número de quilómteros diários em função da altimetria. Muita coisa para afinar, muita conversa com amigos que já tinham experiência do Caminho de Santiago e de outras aventuras.

Nós nunca tínhamos feito nada de bicicleta com mais de um dia de viagem e, neste caso, fosse qual fosse o caminho escolhido, seriam mais, bem mais. Depois de alguma pesquisa cheguei à conclusão que seria melhor irmos de Portalegre ao encontro do Caminho Português Central, que sai da Sé de Lisboa. Haviam várias possibilidades mas a que nos pareceu mais lógica seria ir até perto de Vila Nova da Barquinha e entrar no caminho em Atalaia.

Foi isso que decidimos e foi isso que aconteceu. A história dos nove dias até Santiago de Compostela já aqui a contei. Foi uma aventura daquelas e todos os dias havia o receio de, por qualquer motivo, qualquer avaria, qualquer distração, não se conseguir chegar ao final. Pode acontecer, o caminho é o caminho e não podemos dar nada como certo, todos os dias. Apenas a nossa vontade de vencer o desafio, de superar todas as dificuldades e chegar ao final.

E conseguimos vencer o desafio, chegámos a Santiago de Compostela sem problemas de maior, sem quedas, sem furos, sem problemas mecânicos, apenas um pequeno na bicicleta do Tiago que resolvemos com alguma facilidade. Só a chuva dificultou a nossa tarefa, logo à partida e na manhã do último dia.

Pelo caminho muita história, muita paisagem fantástica, muitos momentos que não se conseguem descrever que cada um viveu. Chegar a Santiago e à Praça do Obradoiro, olhando para trás e rever todo o caminho até ali, é um momento carregado de emoção e alegria que não vos consigo explicar em palavras. Tem que se fazer o caminho, tem que ser vivido.

Gostava de voltar a fazer outro caminho, quero fazer outro caminho. Será diferente, terá uma programação diferente, mas muito do que vivi e aprendi neste vai f**ar de base para aventuras futuras. Gostava de f**ar mais em albergues, conhecer mais peregrinos, ouvir as suas histórias e experiências. Demorar-me um pouco mais em algumas zonas do percurso e ter mais tempo em Santiago, para visitar melhor a cidade.

Foi uma aventura incrível que adorei fazer. Penso que o Tiago também gostou muito embora tenhamos formas diferentes de olhar as coisas. A ele tenho que agradecer a companhia, a amizade e a paciência para me aturar, tantos dias seguidos. Já agora pedir desculpas por ter de gramar comigo a ressonar, ah ah ah.

Um enorme obrigado a quem me deu dicas e teve a paciência de me esclarecer nas minhas dúvidas e perguntas. Alguns amigos estiveram sempre a acompanhar esta a aventura, alguns até ligaram e enviaram mensagens com frequência. Um enorme obrigado ao Hernâni Neto, António Cerejo, Fernando Silva, António Soares e àquele amigalhaço que me tem acompanhado em tantas aventuras, o Sô Nuno Peixoto. Sem o vosso apoio, as vossas dicas e conselhos não tinha sido a mesma coisa.

A Wilier portou-se à altura, mesmo carregada e no meio das chuvadas que apanhámos. Um agradecimento ao amigo Luis Guerreiro da On TRACK Your Bike Store por ter afinado e preparado a menina por forma a que fizesse um caminho descansado, sem avarias. Também por ter feito o favor de receber a bicicleta na sua loja, pois indiquei a morada da mesma para entrega, à empresa que transportou a ginga para Portugal.

E por último mas não menos importante, um enorme agardecimento às corporações de bombeiros que, em Portugal, nos deram alojamento e um banhinho quente ao final dos dias que dormimos em território nacional: Abrantes, Alvaiázere, Oliveira de Azeméis, Portuenses e Viana do Castelo. Fomos sempre bem recebidos e não há palavras para agradecer a dispinibilidade e hospitalidade.

Venha a próxima aventura!

Blog > https://prega-saltos.blogspot.com/2026/06/ainda-sobre-o-caminho-de-santiago.html

Mais uma voltinha à maneira para abrir o apetite para o jantar de aniversário do amigo Vladimiro.Uma noite quentinha par...
10/06/2026

Mais uma voltinha à maneira para abrir o apetite para o jantar de aniversário do amigo Vladimiro.
Uma noite quentinha para o pudalanço, com alguns a aproveitarem para refrescar com um mergulho na piscina (não há imagens).
Parabéns ao aniversariante, por mais um ano de vida e pela forma como nos recebeu. Estava tudo top!

Esta semana a voltinha foi à terça, por causa do feriado.Comemorámos os 66 do amigo Vladimiro Sousa.Desta vez fomos jant...
10/06/2026

Esta semana a voltinha foi à terça, por causa do feriado.
Comemorámos os 66 do amigo Vladimiro Sousa.
Desta vez fomos jantar fora, ali à beira da piscina, com direito a mergulho e tudo.
Obrigado ao anfitrião, que continue a comemorar e a convidar a malta 😃

View SÉRGIO PALMA's Mountain Bike Ride on June 9, 2026 | Strava

RAID A BOLIQUEIMEHoje fomos pela fresquinha, ver dos trilhos, calcar terreno.Apareci só eu e o Patrulha. O resto da malt...
09/06/2026

RAID A BOLIQUEIME

Hoje fomos pela fresquinha, ver dos trilhos, calcar terreno.
Apareci só eu e o Patrulha. O resto da malta deve ter f**ado em palhinhas deitado.
Como dizia um amigo meu, quem está é que está, quem não está é que não está!

Pensei que o Manel ia fazer uma voltinha aqui na zona, das habituais, só que o homem pega na cartola e saca de uma volta que para mim foi inédita e muito boa.
Sugeriu ir até Boliqueime e quem sou eu par dizer que não? O chefe manda, bora lá ver o que sai daqui. Com um GPS humano deste calibre só pode sair coisa boa.

Arrancámos direito a Almancil e logo ali para a zona da Covata a minha roda traseira resolveu vazar. Lá tive de aplicar uma dose de espuma, enchi a roda e seguimos viagem. A roda do Manel também não estava famosa e teve de levar uma dose de ar.

Fomos seguindo viagem pelo Cerro do Galo, Vale d' Éguas, onde seguimos junto à linha de caminho de ferro até à Franqueada. Contornámos o Cerro da Cabeça e fomos ver dos depósitos da água de Vale Judeu, lá no alto.

Até ali conhecia os trilhos, mas depois o Manel meteu ao barulho uns que nunca tinha feito, bem fixes, até à Fonte de Boliqueime. Mais uma subidinha por caminhos já conhecidos até virarmos para o Cabeço da Águia. Não vimos águia nenhuma, mas subidas vimos com fartura.

Começámos a inverter para o lado de casa. Parámos na bomba da Tenoca, comprámos água fresquinha e seguimos junto à Via do Infante até à zona industrial de Loulé.

Já com o calor a apertar chegámos à Goncinha e mais uns trilhos fantásticos até ao Esteval. Viemos acabar no Pontense onde refrescámos a goela com umas jolas e uns tremocitos. Estava feita mais uma bela manhã de pudalanço, com trilhos fabulásticos e muito boa conversa.

Continuem a pudalari!

Strava > https://strava.app.link/rdeABHOwM3b
Blog > https://prega-saltos.blogspot.com/2026/06/raid-boliqueime.html

Manuel Barradas

CAMINHO DE SANTIAGO - DIA 9PONTEVEDRA > SANTIAGO DE COMPOSTELAChegou o dia que tanto esperávamos, o último dia, não por ...
07/06/2026

CAMINHO DE SANTIAGO - DIA 9
PONTEVEDRA > SANTIAGO DE COMPOSTELA

Chegou o dia que tanto esperávamos, o último dia, não por estarmos fartos ou desejosos que acabasse, mas sim porque seria o dia da chegada a Santiago de Compostela, o fim de uma aventura enorme. Faltavam apenas os derradeiros 66km e querÍamos muito atingir esse objectivo final.

Decidimos sair mais cedo para chegar ao final com tempo para tratar das formalidades. O dia amanheceu muito farrusco e as previsões eram de chuva e mal iniciámos o caminho abateu-se sobre nós uma carga de água daquelas valentes. O último dia começou como o primeiro, debaixo de água e ensopados até aos ossos.

Mesmo assim fomos prosseguindo a nossa marcha, com muita água por cima e por baixo, com os trilhos encharcados, muitos peregrinos no caminho que tivemos de ultrapassar e que, com as capas da chuva colocadas, não nos ouviam a avisa da nossa passagem. Ultrapassámos alguns três pelotões de alunos da escola da marinha espanhola, um deles por duas vezes.

Até Caldas de Reis choveu sempre muito e não parámos para nada, nem para comer, nem conseguíamos usar o telefone para marcar o alojamento ou tirar fotografias. O objectivo era manter o corpo quente e em Caldas falhámos a visita à fonte de água quente, um ex-libris do caminho e que nos foi recomendado por peregrinos com quem trocámos opiniões e conselhos.
Finalmente começou a melhorar o tempo, como o céu ainda carregado, mais uns pingos de chuva e lá veio o sol. A roupa foi secando no corpo, apenas as meias estavam molhadas.

Para ajudar à festa, a bicicleta do Tiago começou a ter um pequeno problema, não mudava a pedaleira. Mas nada que um bom alicate não resolvesse. Estávamos nós a tratar da situação, quando aparece um casal de brasileiros, com duas bicicletas eléctricas, perguntaram se precisámos de alguma coisa, dissemos que não e agradecemos. De repente ele vira-se para o Tiago e pergunta admirado: "E aí, você tem curdo dji mecânica?!". Ah ah ah, aparece cada cromo. Um gajo tem de se virar, né?

O meu joelho já acusava novamente umas dores há alguns quilómetros e a 5km da chegada parámos para descansar um pouco e beber uma cola fresquinha. Pudera, com o tratamento que levou a manhã toda, sem parar, não havia de doer. Afinal já eram nove dias de esforço e 650km a dar aos cranques. Mais aliviado, lá seguimos caminho até final.

Um pouco mais à frente começámos a ouvir uma música bem agradável e lá estava o pianista del camino, no meio de um arvoredo a tocar para com a força da música dar um alento aos peregrinos para a recta final do Caminho.

Parecia que nunca mais chegávamos ao fim quando entrámos numa das ruas que dá acesso à Catedral, cheíssima de gente, mal conseguíamos pedalar no meio de tanta pessoa. E depois lá esta a Praza do Obradoiro com a imponente Catedral à nossa espera depois desta fantástica aventura. Tínhamos chegado ao final do Caminho.

Não vos sei contar a emoção que se sente depois de tanto dia a pedalar, ao entrar naquela praça. Estava feito! Uma grande aventura tantas vezes idealizada, estava realizado o sonho de ir de bicicleta da minha terra natal, Portalegre, até Santiago de Compostela. Chegámos ao fim sem problemas, sem quedas, sem furos.

Ficámos por ali um bocado a ver tantas outras pessoas a chegar ali depois de dias e dias de caminho. Fomos de seguida levantar a Compostela que certif**a e regista que fizemos o Caminho.

Ainda tínhamos de ir procura o Albergue de La Estación, onde dormimos nesta noite e que consegui reservar no caminho. Precisámos também de tomar um banhinho quente e meter qualquer coisa no bucho. Antes de chegar ao albergue ficámos a saber que os Correos já não enviam bicicletas para Portugal, apenas para Espanha. Havia que arranjar uma alternativa.

O albergue tem parceria com uma empresa para fazer o transporte (a Send Your Bike) e que também nos foi recomendada pela senhora dos Correos. Optámos por esta alternativa e tratámos das formalidades para despachar as bicicletas para casa. A empresa trata de tudo. Recolhe as bicicletas e embala tudo muito bem. Não foi barato, mas foi a opção que achámos mais adequada.

Almoçámos a horas de jantar e, enquanto comíamos tratámos de reservar online os bilhetes da viagem de regresso. Fomos depois comprar uns recuerdos, fizemos uma caminhada pela zona histórica de Santiago e de barriguinha cheia fomos ver do descanso.

A viagem de regresso seria de autocarro até ao Porto e depois de comboio até Portalegre, com transbordo no Entroncamento. Não tínhamos de andar muito pois o albergue era pertíssimo da estação de comboios e autocarros. Antes de ir para a cama ainda falei com alguns peregrinos que também tinham terminado o caminho neste dia e que já estavam a programar o próximo, eh eh eh. Venha ele!

Continuem a pudalari!

Strava > https://strava.app.link/hBZIQfbwK3b
Blog > https://prega-saltos.blogspot.com/2026/05/caminho-de-santiago-dia-9.html

Tiago Ruivo

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