Graciela Macedo

Graciela Macedo grupos de comensais]

Gastronomia Antiga Minhota • Divulgação Digital, Televisiva e Literária • Design de Comunicação

>Livro COLHEITA DE MEMÓRIAS 📕
[Património culinário, gastronómico, familiar]

>Encontros Gastronómicos PROVAR O MINHO [Reservado a peq.

Registos da Junta de Freguesia de Fragoso, à qual agradeço o convite para um showcooking, no primeiro Mercado de Natal d...
22/12/2025

Registos da Junta de Freguesia de Fragoso, à qual agradeço o convite para um showcooking, no primeiro Mercado de Natal da minha terra.

Como fragosense, nascida e criada, senti um orgulho desmedido por este primeiríssimo evento natalício, à semelhança de outros em que também participo noutras freguesias e municípios.
Estava tudo muito bonito, com a presença das associações da terra, das nossas gentes e da comercialização de produtos locais, a atuação dos nossos Zés Pereiras, da Banda do Galo de Barcelos, os concertos das crianças da nossa comunidade, e muito mais.
A prova do sucesso do mercado esteve na sua adesão. Dois dias cheios, dos seus, mas também com a visita de vizinhos das terras limítrofes a Fragoso.

Ali estive, junto dos meus, em casa, à vontade, com o linguajar de uma fragosense, onde me entendem com o coração. Fui feliz e feliz vim.

Acredito que este foi apenas o primeiro de muitos que ainda virão. Obrigada mais uma vez Fragoso, por continuares a acolher-me nos teus braços.

* Fotografias da JF de Fragoso
Município de Barcelos

Despois de esfarelarem o pão mioleiro bem miudinho, deixai-o a descansar da noite para o dia. Chamai a canalha para auxi...
14/12/2025

Despois de esfarelarem o pão mioleiro bem miudinho, deixai-o a descansar da noite para o dia. Chamai a canalha para auxiliar nesta tarefa, que assim se fazem memórias e se reforçam laços através da cozinha.

Na manhã da consoada, comecem pela calda que leva tempo para elevar estes mexidos a um nível soberano.
Numa panela alta ajunta-se a água, não da companhia, pois queremos este doce imaculado e bem assaborado.
Mel comprado aos locais apicultores ou gentilmente oferecido por um amigo engenhoso na arte. Mais açúcar amarelo, casca dos limões de casa, canela em pau e um bom cálice de vinho fino.

Assim que a água se transforma numa calda bem apurada e escurecida, ajuntem-lhe o pão em nicos, envolvendo com vagar e tapar. Deixai ressuar como uma noite de cura.
Para findar, acrescentam-se frutos secos, as nozes partidas, uvas das pequenas, amarelas ou escuras, e pinhões sacados das pinhas mansas.
Há quem lhes acrescente mais frutos, mas isso f**a ao critério e gosto de cada família.
Uns minutinhos mais para terminar e estendem-se numa travessa ladeira. Deixam-se secar e adornam-se de canela em pó, ora em xadrez, ora com desenhos magnificentes e a honrar a arte da canelografia.

Assim se fazem os meus mexidos, também apelidados de formigos na região Minho. Gostamos deles rijinhos e a repenicar as papilas gustativas.
Para os céticos deste doce de Natal, esta é a melhor receita que vão encontrar para uma reconciliação bonita e apaixonada por esta iguaria.

-
Receita da pág. 165, do meu Livro Colheita de Memórias que poderão adquirir aqui: https://
bit.ly/3UGEmTG

Fotografia: _luismiguelcosta_

Mais uma visita à cozinha que acompanha todos os portugueses à hora de almoço, a Praça da Alegria na RTP, casa que tenho...
22/11/2025

Mais uma visita à cozinha que acompanha todos os portugueses à hora de almoço, a Praça da Alegria na RTP, casa que tenho o prazer de estar presente de forma mais ou menos assídua desde 2021.

Desta levei comigo papas do sarrabulho preparadas com mílharos (neste caso usei farinha milha) e rojoada da matança do porco, antes habitualmente servida com batata cozida, o verde, broa, azeitonas apanhadas e curtidas do mesmo ano e um trago de tinto da p**a de casa.
Almoço tantas vezes dado aos comensais que ajudavam neste ritual coletivo que acontecia somente nos meses de inverno.

Nas casas menos abastadas, e na realidade onde cresci, havia apenas uma matança do porco por ano, por casa, e não em todas.
Esta prática tinha uma importância elementar na subsistência alimentar e económica nas famílias da nossa comunidade.

Tal como a chegada do milho a Portugal, a partir do séc. XVI, veio enriquecer a alimentação dos animais e gentes do Minho, sendo usado em grande parte do receituário que hoje conhecemos na região: as broas, padelas, belouras, bolo, papas de leite, de vinho, de sarrabulho, sopas, tantos outros comeres do quotidiano que ajudaram a mitigar a fome de outros tempos.

As papas como as faziam na minha comunidade, usavam apenas as aparas do porco post mortem e alguns ossos. Apartava-se um pouco do sangue líquido e outro tanto para deixar talhar, cortar em cubos e cozer. Com poucoxito se fazia um festim. Em tempos que o convite para ajudar neste rito, com forte carácter de celebração comunitária, era sinal de consideração, estima e amizade.

O meu especial agradecimento à produção e a toda equipa, por me permitirem continuar a partilhar memórias gastronómicas em horário nobre.

Nota: A versão das papas que trago comigo é a da minha linhagem familiar. No entanto, no Minho também se fazem papas com pão e acréscimo de outras carnes.
Existem igualmente registos associados ao receituário dos antigos solares e casas burguesas, onde se usavam carnes mais nobres, como perdiz e ganso, na confeção das papas.

A Missão: 100% Português está de volta todos os sábados à RTP1 e, nesta edição, decidiu visitar o meu amado Alto Minho.F...
09/11/2025

A Missão: 100% Português está de volta todos os sábados à RTP1 e, nesta edição, decidiu visitar o meu amado Alto Minho.
Fiquei felicíssima quando me contactaram com interesse em visitar a aldeia onde estamos, em Arcos de Valdevez, e sentir um pouco da essência dos eventos Provar o Minho.
Levei a Catarina a conhecer bem de perto algumas das principais raças bovinas com pastoreio em solo minhoto e aproveitámos para trazer leite fresco, ingrediente essencial para a sobremesa que se seguiria. Cozinhada como habitualmente nas panelas de ferro, com a Catarina a dar uma ajuda na confeção e a comunicar, de forma bonita e graciosa, todo o decorrer de um dia corrido, mas absolutamente incrível!

O meu agradecimento especial à Shine Iberia e a toda a equipa pelo carinho em todos os contactos. Obrigada pelo bonito destaque e, sobretudo, por terem vindo ver, participar e Provar o Minho. Foi um enorme gosto receber-vos em minha casa!

Quem viu o episódio? Gostaram?
📺 Poderão rever o episódio completo na RTP Play.

Classif**ação: Todos Missão: 100% Português Arcos de Valdevez e Viana do Castelo - Tradição, Aventura e Sabor|Ep. 308 nov. 2025 | temporada 6 Classif**ação: Todos

Ao evocar a gastronomia Minhota, é comum observarmos a exaltação dos pratos mais badalados como o caldo verde, cabrito, ...
18/10/2025

Ao evocar a gastronomia Minhota, é comum observarmos a exaltação dos pratos mais badalados como o caldo verde, cabrito, lampreia, bacalhau, cabidela, sarrabulho, entre outros de inegável valor cultural e sabor.
Este receituário, configura hoje um pilar importante na identidade culinária do Minho, no entanto, a nossa cozinha transcende essa mesa farta, outrora um privilégio restrito aos solares e casas senhoriais da região. Pertencentes a famílias abastadas, residentes nas vilas, burgos ou burgueses, detentores de vastas terras e gado, em que os repastos servidos à mesa eram um reflexo e um ditame do seu estatuto social.

Contudo, hoje quero falar-vos da cozinha popular ou em melhores palavras, os “comeres do pobre”. Reminiscências de tempos de profunda miséria que assolaram a maioria das famílias minhotas, distribuídas pelos vinte e três concelhos (até 1936) de terras enraizadas na vida rural.

Esta culinária de que vos falo também pertenceu ao quotidiano dos meus familiares, avós, pais, tios, vizinhos, conterrâneos e conhecidos das diversas terras às quais estou ligada (Fragoso-Barcelos, Viana-Ponte da Barca, Arcos de Valdevez), que tantas histórias me contam deste período.
Escuto-os atentamente, e curiosamente, relatam não só tempos de dureza, mas também de uma época de uma bonita união e entreajuda na sua comunidade.

Cresceram sob o jugo de uma subsistência precária, marcada por uma roda alimentar composta apenas por farinha de milho, as partes gordas do reco de salga, o unto, a couve, o feijão, leite e os ovos.
A disponibilidade destes produtos variava entre zonas ribeirinhas, litorais ou serranas, sendo por vezes comprados, outras vezes recebidos como pagamento por trabalhos ou criados nas suas próprias leiras.
Tal dieta resultava, inevitavelmente, em lacunas nutricionais, comprometendo o crescimento e gerando inúmeros casos de raquitismo entre os mais novos.

Não que não desfrutassem também de ingredientes e iguarias mais nobres. Mas estes estavam estritamente reservados para as datas festivas, que marcavam os ciclos de vida e algumas festividades de cariz litúrgico. Durante o restante ano, imperava à mesa a cozinha de subsistência e sobrevivência.

Tal como este caldo de farinha, maioritariamente confecionado pelas matriarcas da família, num grande caldeirão negro de ferro, numa cozinha farruscada pelo fumo, e servido ao meio-dia numa mesa com lugar para dez bocas. O pai detinha a primazia na refeição e no pedaço de carne que a acompanhava, pois constituía a força de trabalho e precisava de segurar o caniço por mais umas horas de labuta.
As crianças figuravam sempre o fim da lista, e pouco lhes sobrava além da água do caldo com um pedaço de broa bolorenta e o rabo de uma sardinha.

Para o caldo, numa época de escassez de batata, a farinha era a astúcia para conferir substância à refeição. Na mesma água de cozer o feijão, juntava-se um osso salgado para dar gostinho a presigo. Mais tarde, entravam as couves, e por fim, a farinha milha peneirada para o caldo engrossar. Era a refeição mais abonada do dia.

Já há alguns anos que a vida melhorou. Ultrapassadas as agruras, tem-se notado uma vontade coletiva de resgatar os costumes e os comeres antigos. Embora associados a recordações difíceis, transportam consigo uma profunda memória afetiva familiar. Mães, avós e bisavós ocupam um lugar carinhoso e cativo nas histórias relatadas por estes filhos e netos.

Poderão encontrar esta receita e muitas outras, associadas aos comeres ricos e pobres, que prevaleceram no tempo ou que, pela sua relevância, faço questão de resgatar, na pág. 26 do meu livro "Colheita de Memórias", que poderão adquirir em: https://bit.ly/3UGEmTG

11/10/2025

Quando me junto à Salsicharia Limiana, só vos trago receitas práticas e cheias de sabor!

É o caso deste petisco perfeito para um momento de última hora, para colmatar uma gula repentina ou como entretenimento pré-refeição.

Falo-vos de uns clássicos , tão simples quanto irresistíveis, finalizados com finas fatias de presunto Limiana.

Depois, é só fazer jus ao nome: romper as gemas, envolver tudo e saborear, de ojos cerrados, até f**ar enamorado por esta saborosa combinação. 👌🏻

Cozinhar com o coração nas mãos facilita muito esta tarefa, enfim, de amar os outros através da nossa cozinha. É também ...
20/09/2025

Cozinhar com o coração nas mãos facilita muito esta tarefa, enfim, de amar os outros através da nossa cozinha. É também vangloriar o que faz parte da nossa história alimentar e raízes.
No final, nem sempre obtemos o prato mais instagramável, mas em cada garfada, e neste caso em particular, sente-se um aroma distinto provindo do nosso monte, que por altura de maio está florido de carqueja e urze.

O que hoje vos apresento, é aos meus olhos e gosto envelhecido uma refeição soberana, diria até suprema, e parte do receituário mais antigo do nosso Alto Minho.
Um prato intenso, imenso e que necessita de pouquíssimos ingredientes comuns a tantas outras receitas que por aqui andam.
Não conheço nenhum restaurante que o prepare, à exceção de algumas casas particulares, habitualmente de caçadores, talvez por ser um prato apenas para apreciadores, de uma geração que está a desaparecer. Também pela mudança dos tempos, rituais do quotidiano e consequentemente dos hábitos alimentares.

Para que não se percam estas relíquias nos livros ou na memória dos mais velhos, este arroz de lebre, com valor acrescentado pela infusão de carqueja da nossa Serra Amarela, está agora perpetuado no meu Colheita de Memórias.
Com o fervor de mostrar e incentivar a todos, mesmo que poucos, o esplendor da nossa cozinha quase esquecida, com o uso de ingredientes bravios, tal como este lepus, cuja captura autorizada decorre entre setembro e fevereiro.

Receita da pág. 130 à 133 do meu livro Colheita de Memórias, que poderão adquirir aqui: https://bit.ly/3UGEmTG
Fotografia:

Registos que me vão chegando da sessão de autógrafos na Feira do Livro do Porto.Só posso agradecer à casa das Letras, ch...
02/09/2025

Registos que me vão chegando da sessão de autógrafos na Feira do Livro do Porto.

Só posso agradecer à casa das Letras, chancela da LeYa, que me permitiu sair da comodidade do ninho, para a publicação de algumas das minhas colheitas de memórias. Associadas à culinária familiar minhota, rituais de vida e suas tradições. E, com isto, poder vivenciar todos estes lugares e pessoas que continuam a chegar de todas as partes.

Se o sonho comanda a vida? Sim, comanda a vida e todos que nela cabem. Começa sempre com pequenas raízes e, tal como uma flor delicada, quer atenção, terreno fértil e claro, resiliência.
Eu sou essa flor. Vestida de saias longas e mangas arregaçadas que, depois de concretizar o sonho, tem outro e outro, que a experiência tende a provocar e a aperfeiçoar.

Às vezes sinto que precisava de mais vida e braços para dar forma a tudo o que ferve neste caldeirão ao lume.
Tudo a seu tempo. Afinal, tenho todo o tempo do mundo para semear memórias.

Próximo sábado, dia 30 de Agosto, pelas 16h00, esta acérrima Minhota marca presença na Feira do Livro do Porto, para mai...
25/08/2025

Próximo sábado, dia 30 de Agosto, pelas 16h00, esta acérrima Minhota marca presença na Feira do Livro do Porto, para mais uma sessão de autógrafos do meu “Colheita de Memórias”.

Nele, levo 53 receitas daquilo que chamamos de culinária familiar e que tanto representam o meu território, que sem grandes vaidosismos é composto de todos os elementos elementares à felicidade gastronómica.

Aos que esperaram por esta minha visita à cidade Invicta, os Jardins do Palácio de Cristal são o cenário perfeito para este encontro com todos os que se quiserem juntar a nós no stand da LeYa.

casa das Letras
Câmara Municipal do Porto

Não sou grande doceira, nem pelas mãos nem pela boca. Hoje sei que, com os mesmos gostos e virtudes da minha mãe Filomen...
09/08/2025

Não sou grande doceira, nem pelas mãos nem pela boca. Hoje sei que, com os mesmos gostos e virtudes da minha mãe Filomena.

A receita deste bonito pudim é dela, que também apregoa não ter habilidade para doces. Não posso concordar, quando das poucas lambarices que aprecio são um bom pudim, mas apenas pelas mãos dela.
Confesso que tenho muita dificuldade em encontrar uma versão com a mesma textura e não percebo bem porquê, quando a receita de sucesso leva ingredientes elementares como ovos (das galinhas dela), açúcar, farinha e leite.

Por muito que me tentem persuadir para uma fatia alheia, com expressões que parecem convincentes antes da primeira colherada — “Olhe que é caseiro”, “É a especialidade da casa” —, não conseguem convencer o meu velho gosto com pudins flan, ocos como uma nuvem, ou com o uso de ingredientes forasteiros, como o leite condensado ou a bolacha. Abro exceção para os de pão, pelo aproveitamento que se lhes dá, mas que continuam a não me encher as medidas.

Percebi alguma dificuldade em tentar uma réplica daquilo que se aparentava simples. Após várias tentativas, entendi que o “segredo” estava em preparar o próprio caramelo, que os ovos caseiros lhe acrescentam uma bonita cor e consistência e que, claro, uma pinguinha licorosa faz toda a diferença em disfarçar o odor a frescum.

Percebi também que a sua preparação é um teste à paciência e irritabilidade. No pudim, não podem existir distrações, mas também não podem existir pressas. É preciso possuir o raro dom de saber esperar pelo momento certo de o desenformar, com a tão requisitada perfeição visual. Caso não se cumpram estas últimas exigências, nem vale a pena tentar, pois o resultado será nada mais que um pudim coxo ou esventrado.

Foi, durante anos, a nossa sobremesa de domingo ou dos dias festivos de casa. Hoje é a minha referência, agora eternizada nas páginas do meu Colheita de Memórias. O pudim e ela, que sempre foi a mais meiga, a mais equilibrada, a mais doce de todos. Na sua simplicidade, soube criar-nos unidos, pacatos e com uma verdade quase pura, tal como ela.
Não sei se haverá melhor fortuna que esta. Uma boa mãe, uma boa infância e uma boa receita de pudim. Daqueles que nos preenchem a boca e a gula.

Fotografia:
Receita da pág. 137 do meu Livro Colheita de Memórias que poderão adquirir em todas as lojas ou livrarias aderentes ou aqui: https://bit.ly/3UGEmTG

Mais uma semana que termina “llena”com a visita à cozinha da Praça da Alegria. Desta vez com a preparação de um prato qu...
26/07/2025

Mais uma semana que termina “llena”com a visita à cozinha da Praça da Alegria. Desta vez com a preparação de um prato que chamamos de andadeiro, do dia a dia, costeletas do cachaço cozinhadas em cru, com batata nova cozida com a tona.
Uma refeição simples, tantas vezes preparada pela minha mãe, em Fragoso, e que hoje replico para os mais novos guardarem as mesmas memórias olfativas e paladares da minha infância.

Obrigada Jorge Gabriel e Joana Teles pela habitual receção carinhosa, renovamos abraços para mais uma temporada.

➡️ Quem não conseguiu acompanhar em direto, deixo aqui o link para acompanharem todas as dicas da receita: https://www.rtp.pt/play/p14344/e866701/praca-da-alegria/1352351 Praça da Alegria de 25 jul 2025 - RTP Play

RTP

Endereço

Fragoso
Viana Do Castelo

Website

https://linktr.ee/gracenacozinha, https://bit.ly/3UGEmTG

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Graciela Macedo publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Graciela Macedo:

Compartilhar