Revista Rotary Portugal

Revista Rotary Portugal Publicação oficial do Rotary International para Portugal e clubes de língua portuguesa de África, Ásia e Oceânia. Integra a Rotary Global Media Network.

Propriedade da Associação Portugal Rotário.

2026. Sonhos e Desafios.Entramos em 2026, e o mundo continua em mudança acelerada, marcada por avanços tecnológicos que ...
03/01/2026

2026. Sonhos e Desafios.

Entramos em 2026, e o mundo continua em mudança acelerada, marcada por avanços tecnológicos que prometem transformar o modo como trabalhamos, comunicamos e servimos as nossas comunidades.

A Inteligência Artificial (IA) ganha espaço nas nossas rotinas profissionais e pessoais, criando oportunidades novas e inquietações legítimas. É natural sentirmos receio diante de algo desconhecido, mas podemos encarar este ano como um tempo para reorganizar prioridades, fortalecer relações e cultivar um sentido mais profundo de propósito.

No plano pessoal, 2026 convida-nos ao equilíbrio. A era digital expandiu-se de tal forma que muitos vivem permanentemente conectados, frequentemente sem espaço mental para o que é essencial. Um dos caminhos possíveis passa por criar rotinas mais claras, com momentos reservados ao descanso, à família e ao cuidado pessoal. O bem-estar da mente é o alicerce de qualquer vida saudável. Aprender a gerir a atenção e limitar estímulos pode ser tão importante como qualquer inovação tecnológica.

No plano profissional, enfrentamos um cenário onde a capacidade de adaptação será determinante. O trabalho com ferramentas de IA está a exigir novas competências e a valorizar qualidades humanas impossíveis de automatizar, como a criatividade, a empatia, a cooperação e a liderança ética.

Os profissionais que conseguirem integrar tecnologia com sensibilidade humana estarão mais preparados para encontrar o seu lugar num mercado em rápida evolução. Aprender continuamente será uma necessidade permanente.

No serviço aos outros, o coração do Rotary, 2026 será um ano para reforçar o nosso impacto. A tecnologia oferece instrumentos valiosos, mas o que nos distingue continua a ser a forma como nos relacionamos com as pessoas. O Objetivo do Rotary continua vivo e atual nas necessidades das comunidades, e os nossos clubes têm a oportunidade de liderar pelo exemplo, promovendo inclusão, diálogo e soluções práticas para problemas reais. Projetos bem construídos, alinhados com as necessidades locais, podem transformar vidas de forma duradoura.

Este é um ano para cultivar sonhos com os pés bem assentes na realidade. Podemos abraçar a inovação sem perder o sentido de humanidade. Podemos reorganizar as nossas vidas de modo a criar espaço para aprender, crescer e servir.

Se mantivermos a integridade como guia, o companheirismo como força e o ideal de servir como motivação, 2026 será uma oportunidade para nos tornarmos melhores pessoas e melhores rotários, sempre atentos ao impacto e ao legado que deixamos no mundo.

03/01/2026

O Rotary como antídoto para a solidão.

Da nossa congénere do Canadá, com John Hewko, Secretário Geral do Rotary International.

VACINASO que os clubes podem fazer?Homenagear quem cuida.Organize, em articulação com as autoridades locais, momentos de...
21/12/2025

VACINAS
O que os clubes podem fazer?

Homenagear quem cuida.
Organize, em articulação com as autoridades locais, momentos de reconhecimento para profissionais de saúde e voluntários. Pequenos gestos (um agradecimento público, um kit de apoio, uma bolsa de transporte) têm um forte impacto moral.

Comunicar ciência com empatia.
Promova sessões abertas com especialistas, use fontes fidedignas do Rotary e dos parceiros, e prepare sessões de perguntas e respostas simples, em linguagem clara. Evite polarizações e privilegie a escuta ativa.

Fechar lacunas de acesso.
Em cooperação com centros de saúde, identifique bairros, lares e populações com menor cobertura e ofereça apoio logístico (transporte, sinalética, voluntários de encaminhamento) para levar a vacinação onde ela é necessária.

Integrar a causa no plano do clube. Trate a vacinação como parte do portefólio permanente do clube na área “prevenção e tratamento de doenças” e articule-a com projetos de água, saneamento, educação e literacia em saúde.

Um apelo coerente com a missão.
A defesa da vacinação é a expressão prática da Missão do Rotary: “servir ao próximo, difundir a integridade e promover a boa vontade, paz e compreensão mundial por meio da consolidação de boas relações entre líderes profissionais, empresariais e comunitários”. Quando um clube apoia a mobilização da sua comunidade para a vacinação, está a cumprir o que a nossa organização é, na sua essência.

O Rotary International promove a visão de que as vacinas são seguras, eficazes e salvam milhões de vidas anualmente, um ponto insistentemente defendido também por organizações como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Cabe a cada um de nós, membros de clubes Rotary e Rotaract de todo o mundo, transformar essa posição, alicerçada na ciência, em ações concretas, informadas e equitativas, sempre com a humanidade que nos caracteriza.

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O impacto das vacinas no mundo
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF, 2024

Evitam 4-5 milhões de mortes por ano.

O número global de casos de sarampo caiu mais de 80% desde o ano 2000.

Vacinação contra o tétano materno e neonatal reduziu as mortes em 94% desde 1988.

+100 milhões de crianças são vacinadas anualmente graças à rede de programas apoiados pelo Rotary, OMS e UNICEF.

A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, liderada pelo Rotary, é considerada a campanha de saúde pública mais bem-sucedida da história.

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O que os clubes podem fazer
Ações simples e de grande impacto que qualquer clube pode implementar.

Organizar uma sessão pública com médicos, enfermeiros ou cientistas sobre a importância das vacinas.

Apoiar os centros de saúde em épocas de vacinação, oferecendo transporte solidário para pessoas idosas com dificuldades de mobilidade.

Promover campanhas informativas em escolas, feiras ou redes sociais, usando fontes oficiais do Rotary, OMS e UNICEF.

Homenagear profissionais de saúde locais com distinções rotárias e momentos de reconhecimento.

Integrar o tema da vacinação no Plano de Ação do clube e nas atividades de imagem pública.

Recolher testemunhos de beneficiários para divulgar histórias reais de vidas salvas pela imunização.

Aproveitar os subsídios globais da The Rotary Foundation para apoiar projetos de vacinação e prevenção de doenças.

VACINASAs lições da luta contra a pólio.Desde 1979, quando o Rotary International lançou o primeiro projeto de vacinação...
21/12/2025

VACINAS
As lições da luta contra a pólio.

Desde 1979, quando o Rotary International lançou o primeiro projeto de vacinação nas Filipinas, os seus membros contribuíram com mais de 2,1 mil milhões de dólares e incontáveis horas de voluntariado para proteger cerca de três mil milhões de crianças em 122 países. A poliomielite foi reduzida 99,9% e permanece endémica apenas em dois países, um feito histórico que demonstra o poder da ciência, da parceria e da persistência.

Se parássemos hoje, poderíamos ver até 200.000 crianças paralisadas por ano dentro de uma década. Por isso, a erradicação da pólio continua a ser a prioridade máxima do Rotary, com os nossos clubes a manterem campanhas, a mobilizarem comunidades e a advogarem junto de governos.

O legado operacional desta luta é inestimável: redes de vigilância, logística de cadeia de frio, equipas comunitárias treinadas, mensagens culturalmente adaptadas e confiança conquistada porta a porta. Na pandemia de covid-19, o Rotary International colocou esse legado ao serviço do bem comum, usando a estrutura antipólio para apoiar a vacinação, combater rumores, identificar “desertos de acesso” e chegar primeiro a quem ficava para trás. Foi isso que os seus dirigentes disseram, sem ambiguidades: “estamos a alavancar a experiência na pólio para facilitar a distribuição da vacina” e a garantir equidade no acesso.

Contra a desinformação: informação baseada na ciência

A hesitação vacinal combate-se com confiança, transparência e proximidade. A posição oficial do Rotary International sublinha que “a desinformação dificulta a luta” e compromete o Rotary a fornecer informação científica aos seus associados. É um imperativo que nos interpela enquanto líderes comunitários: falar com factos, ouvir com respeito e mostrar, com exemplos reais do terreno, como as vacinas são seguras, eficazes e uma das formas mais fiáveis de proteger as gerações presentes e futuras.

Equidade, primeiro aos últimos

A equidade é o coração do esforço vacinal. A parceria do Rotary International com a Gavi (Aliança para as Vacinas) e, através da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e ministérios da saúde de países de todo o mundo, mostra como o Rotary transforma doações e voluntariado em capacidade instalada, formação de equipas, microplaneamento, cadeias de abastecimento, campanhas de comunicação e, sobretudo, confiança junto de cuidadores e líderes locais.

É também por isso que a UNICEF reconhece no Rotary “um dos parceiros mais fortes” para levar vacinas seguras a todo o mundo e construir confiança entre mães, pais e cuidadores.

VACINASUm dever humanitário. Uma missão rotária.Quando membros do Rotary sonharam, há mais de quatro décadas, com um mun...
21/12/2025

VACINAS
Um dever humanitário. Uma missão rotária.

Quando membros do Rotary sonharam, há mais de quatro décadas, com um mundo livre da pólio, lançaram um movimento que mudaria a história da saúde em todo o mundo. Desde então, a imunização global passou a ser um dever humanitário, uma das expressões mais puras do ideal de servir.

A imunização representa um compromisso profundo com a vida humana e com o bem comum.

“As vacinas são uma das formas mais seguras e eficazes de proteger as pessoas contra doenças que podem ser fatais. [...] há um risco cada vez maior de ressurgimento de infecções evitáveis por meio de vacinas, como pólio, sarampo e tuberculose. O Rotary tem defendido, distribuído e ministrado vacinas para ajudar a reduzir em 99,9% os casos de pólio mundialmente.” (rotary.org)

Ao abraçar a imunização como missão, afirmamos que a vacinação é uma expressão de solidariedade global. Cada dose administrada protege quem a recebe e a comunidade, garante continuidade
de cuidados de saúde, reduz o risco de ressurgimento de doenças como sarampo, tuberculose ou difteria, e fortalece sistemas que respondem rápida e eficazmente.

Motivações e impacto

As vacinas são seguras, eficazes e fiáveis. O Rotary assume-o com base em evidências científicas. Quando campanhas de vacinação são interrompidas, o risco de ressurgimento de doenças evitáveis cresce substancialmente.

Vacinar é proteger gerações futuras, não apenas as atuais. Comunidades, famílias, sistemas de saúde e países beneficiam quando mais pessoas são imunizadas.

Lições rotárias para a ação

A experiência do Rotary na luta contra a pólio dá-nos um roteiro claro: nenhuma região está totalmente segura enquanto persistirem lacunas em imunização; informação credível e mobilização comunitária vencem a desconfiança; a continuidade, o planeamento e a parceria local e global serão decisivos para que as vacinas alcancem quem mais precisa.

O que os clubes podem fazer

Os clubes Rotary e Rotaract têm um papel central. Podem organizar sessões de esclarecimento sobre imunização, colaborar com unidades de saúde para dias de vacinação, apoiar transporte ou logística para pessoas vulneráveis, e criar campanhas de comunicação que contraponham desinformação com factos científicos. Além disso, poderão integrar estas ações no plano anual de atividades, garantindo que o tema da imunização seja permanente e visível.

Um apelo para todos

Cada clube, em cada comunidade, pode assumir que “nenhuma pessoa fique para trás” no acesso a vacinas que salvam vidas. Porque a imunização é uma questão de saúde e de justiça, de compaixão e de serviço humanitário. Ao promover e apoiar vacinas, quaisquer vacinas, estamos a cumprir o legado rotário e a construir um mundo mais seguro, saudável e em paz.

A Central de Projetos do Rotary (Service Project Center) é a mais recente plataforma digital lançada pelo Rotary Interna...
18/12/2025

A Central de Projetos do Rotary (Service Project Center) é a mais recente plataforma digital lançada pelo Rotary International para apoiar os clubes na criação, gestão e divulgação dos seus projetos de serviço. Disponível através do My Rotary, substituiu o antigo Rotary Showcase e representou um salto significativo na forma como os rotários de todo o mundo podem mostrar o impacto do seu trabalho.

A Central de Projetos do Rotary (Service Project Center) é a mais recente plataforma digital lançada pelo Rotary International para

FALAR EM PÚBLICO: A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM CORPORALA oratória vai muito além das palavras. A linguagem corporal respon...
16/12/2025

FALAR EM PÚBLICO: A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM CORPORAL

A oratória vai muito além das palavras. A linguagem corporal responde por cerca de 55% do impacto total de uma apresentação, segundo estudos clássicos de Albert Mehrabian (UCLA). O corpo fala e o público ouve, mesmo quando o orador não o faz conscientemente.

A postura é fundamental. Fique de pé, com os pés firmes e o tronco direito, mas relaxado/a. Ombros abertos e olhar sereno transmitem segurança. Um orador curvado ou imóvel transmite tensão ou desinteresse.

Os gestos reforçam ideias. Use as mãos para sublinhar pontos-chave e evite movimentos repetitivos. Gestos circulares comunicam abertura e gestos com a palma virada para cima sugerem honestidade.

O olhar cria ligação. O contacto visual direto, alternado entre diferentes pessoas da audiência, faz o público sentir-se incluído. Evite fixar o olhar apenas num ponto ou ler continuamente.

O espaço é seu aliado. Caminhar com propósito pode dar ritmo e energia, mas deve ser natural e controlado. O palco, ou o espaço da sala, deve ser usado como extensão da mensagem, nunca como fuga ao nervosismo.

O silêncio é poderoso. Pausas bem colocadas criam expectativa e permitem que o público reflita. Na oratória avançada, o silêncio é tão expressivo quanto a fala.

O corpo e a voz estão ligados. O domínio da respiração diafragmática, comum em treino de teatro e oratória, melhora a projeção e reduz a tensão muscular.

Dominar a linguagem corporal é uma questão de consciência e de prática. Grave os seus discursos em vídeo e analise o que transmite o seu corpo. Coerência entre palavras e gestos é essencial para a credibilidade.

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5 REGRAS DE OURO

- Postura firme.
- Respire calmamente.
- Faça gestos naturais.
- Olhe para as pessoas.
- Faça pausas.

EVITE

- Cruzar os braços ou esconder as mãos. Transmite defesa ou insegurança. Mantenha gestos visíveis e naturais.
- Andar de um lado para o outro sem propósito. O movimento deve reforçar o discurso, não distrair. Pare quando desejar enfatizar.
- Olhar apenas para a apresentação ou para o chão. O contacto visual é o elo com o público. Distribua o olhar pela sala.
- Falar sem respirar. A respiração controla a voz e o ritmo. As pausas são ferramentas.
- Ficar imóvel e sem expressão. O público precisa de emoção. Deixe o rosto e as mãos acompanharem as palavras.
- Forçar gestos teatrais. Excesso de dramatização parece artificial. A naturalidade é sempre mais convincente.

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Competência em oratória é vital para quem tem responsabilidades nos clubes e nos distritos. A Central de Aprendizagem, no My Rotary, inclui cursos e módulos sobre oratória, indispensáveis para quem deseja inspirar com autenticidade.

SUGESTÕES PRÁTICAS PARA UM BOM DISCURSOUm bom discurso é como uma sinfonia. Tem ritmo, coerência e emoção. Em contexto r...
14/12/2025

SUGESTÕES PRÁTICAS PARA UM BOM DISCURSO

Um bom discurso é como uma sinfonia. Tem ritmo, coerência e emoção. Em contexto rotário, é também uma ferramenta de liderança. Ao falarem em público, presidentes de clube ou dirigentes distritais, representam o Rotary. Por isso, comunicar bem é servir melhor.

1. Comece com impacto. O início é decisivo. Em segundos, o público forma a primeira impressão. Um dado surpreendente, uma pergunta provocadora ou uma história pessoal captam a atenção e criam empatia. Segundo o Carmine Gallo Institute (autor de Talk Like TED), “as pessoas não se lembram de dados, lembram-se de histórias”.

2. Estruture a mensagem. Divida o discurso em três partes claras:

Introdução (abertura, captar atenção e apresentar o tema);

Desenvolvimento (explicar, ilustrar e convencer);
Conclusão (reforçar ideias e, finalmente, inspirar ação).

Evite discursos longos e dispersos. Lembre-se que um bom orador respeita o tempo dos outros.

3. Use exemplos e emoções. As emoções são a ponte entre o conteúdo e o público. Fale de experiências reais, de resultados obtidos por clubes, de vidas transformadas. Em Rotary, cada projeto conta histórias inspiradoras e poderosas.

4. Trabalhe a voz. A voz é o instrumento do orador. Alterne tons, ritmo e pausas. Uma voz monótona cansa e uma voz expressiva envolve. As pausas permitem que o público absorva as ideias e dão tempo ao orador para respirar.

5. Termine com propósito. Evite terminar abruptamente. Feche com uma frase que resuma a essência do seu discurso, uma mensagem que motive à ação, que o público leve consigo.

6. Pratique, pratique, pratique. Falar em público é uma habilidade muscular. Quanto mais se pratica, mais natural se torna. Participe em atividades do Rotary e do Rotaract, ofereça-se para apresentar relatórios ou conduzir reuniões. É na prática que nasce a perfeição.
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ESTRUTURA SIMPLES

- Introdução (15% do tempo)
- Desenvolvimento (70% do tempo)
- Conclusão (15% do tempo)

Duração ideal: 5 a 7 minutos para reuniões de clube. Para discursos mais complexos, não exceda 18 minutos.

EVITE

- Escrever um texto longo e ler palavra por palavra. Use apenas tópicos e fale com naturalidade.
- Falar sem estrutura. Saltitar entre ideias confunde a audiência. Use o modelo “início, meio e fim”.
- Falar durante demasiado tempo. Respeitar o tempo dos outros mostra profissionalismo.
- Ignorar o público. Olhe, pergunte, envolva. Um discurso eficaz é como uma conversa ampliada.
- Usar jargão ou linguagem excessivamente técnica. Isso não impressiona, distancia. Simplifique.
- Terminar sem mensagem final. Nunca acabe com “era só isto”, ou “obrigado pela atenção”. Termine com uma frase forte, que resuma e inspire a audiência à ação.

COMO VENCER O MEDO DE FALAR EM PÚBLICOFalar em público é um dos maiores medos humanos e uma das habilidades mais transfo...
12/12/2025

COMO VENCER O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO

Falar em público é um dos maiores medos humanos e uma das habilidades mais transformadoras que alguém pode desenvolver. Em Rotary, onde comunicar também é uma forma de servir, esta competência é essencial para inspirar equipas, apresentar projetos e sensibilizar comunidades. O medo de falar em público não desaparece com o tempo. Vence-se com preparação e prática.

O primeiro passo é reconhecer que o medo é uma resposta biológica natural. O coração acelera, a boca seca e as mãos tremem. É o corpo a preparar-se para um desafio. Oradores experientes aprendem a transformar essa energia em entusiasmo e foco. Segundo a Harvard Business Review, “a ansiedade do orador é uma consequência do foco em si mesmo, e não no público”, mudar essa perspectiva faz toda a diferença.

Preparar é cuidar do público. Um bom orador estuda o tema, conhece a audiência e define o propósito: informar, inspirar ou convencer. Quanto maior for a clareza sobre o objetivo, menor será o medo. Ensaiar é fundamental, não para decorar o texto, mas para criar fluidez. Grave-se em vídeo, assista, corrija detalhes e repita. A Toastmasters International defende o princípio “practice with feedback”, ou seja, praticar com amigos e corrigir o que não resulta.

Respiração e pausas são ferramentas poderosas. Antes de falar, respire fundo e expire lentamente. Durante o discurso, introduza pequenas pausas estratégicas que ajudam a pensar e transmitem segurança. O silêncio controlado é sinal de domínio.

Por fim, aceite os pontos onde é necessário melhorar. Todos os grandes oradores começaram nervosos. O progresso está em falar mesmo com medo. Em Rotary, cada oportunidade de falar, seja numa reunião de clube, num evento distrital ou numa ação de serviço, é também uma oportunidade de crescimento pessoal.

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SUGESTÕES

- Prepare-se bem.
- Fale de um tema que domina bem.
- Comece por pequenos públicos.
- Respire fundo antes de começar.
- Aceite os pontos de melhoria como parte do processo.

EVITE

- Fingir que não está nervoso/a.
- Focar-se em si em vez de no público. Foque-se em: “como posso ajudar esta audiência?”
- Improvisar. Ensaiar é o melhor antídoto do medo.
- Começar a falar muito depressa. Respire fundo antes da primeira frase.
- Esquecer a postura. O corpo influencia a mente. - - Fique direito/a, respire fundo e sorria.
- Imaginar o pior cenário. A mente acredita no que visualiza. Visualize-se a falar com confiança.

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