30/09/2026
Sobre os naturalizados, a esquerda gosta de responder com palavras como «xenofobia» ou «racismo». Mas não é preciso sofrer de qualquer fobia para perceber o problema político criado pela concessão massiva de nacionalidade.
Naturalizar não é apenas entregar um passaporte. É também conceder direito de voto. E, nesse momento, a questão deixa de ser apenas migratória: passa a ser uma questão de soberania.
A democracia assenta numa regra simples: o povo escolhe quem governa e pode afastá-lo quando governa mal. Mas esse princípio f**a profundamente desvirtuado quando o poder político consegue, através das regras de nacionalidade, alterar a composição do próprio eleitorado perante o qual terá de responder.
O problema agrava-se com o clientelismo: tira-se a uns, distribui-se por outros e procura-se transformar essa redistribuição em fidelidade eleitoral.
Em Portugal já tivemos um ensaio desta lógica. Manuel Pizarro apareceu num vídeo, entretanto apagado, a apelar ao apoio da comunidade do Bangladesh para ganhar a Câmara do Porto.
Repare-se no que isto signif**a. Já não temos apenas um candidato a apresentar ideias aos cidadãos do Porto. Temos um político a dirigir-se a uma comunidade nacional específ**a, procurando mobilizá-la enquanto bloco eleitoral.
É aqui que o debate começa a degradar-se. Quando os partidos tratam comunidades de origem estrangeira como clientelas eleitorais próprias, a política deixa de ser apenas uma disputa de ideias e começa a transformar-se numa competição entre grupos.
Por isso, a naturalização em massa nunca é uma simples questão administrativa ou humanitária. É uma questão de poder.
A democracia dá ao povo o poder de substituir o Governo. Quando quem governa passa também a poder alterar quem compõe esse povo eleitoral, a relação começa a inverter-se. Já não é apenas o eleitor que escolhe o Governo. O Governo passa também a escolher quem serão os futuros eleitores.
E quando o poder político consegue modif**ar em grande escala o corpo eleitoral perante o qual responde, a discussão já não é sobre imigração. É sobre soberania.
Na imagem, f**a também a resposta a Gouveia e Melo. A pessoa em causa está em Portugal há décadas. Continua ele próprio a não se considerar português, apesar de o Estado Português dizer que é.
by Pereira dos Santos
HÁ MAIOR DEMAGOGIA DO QUE COMPRAR VOTOS ?