08/14/2026
NOMEAÇÕES CONCENTRADAS EM SANTIAGO GERAM CRÍTICAS: “AS OUTRAS ILHAS SERVEM APENAS PARA VOTAR?”
As recentes nomeações para cargos de direção e administração em instituições públicas estão a provocar críticas devido à alegada concentração das escolhas em pessoas ligadas à ilha de Santiago.
Com a divulgação sucessiva de novos diretores, presidentes e administradores, cidadãos das outras ilhas começam a questionar os critérios adotados pelo Governo e a ausência de maior diversidade territorial na ocupação de cargos de responsabilidade.
As críticas não põem necessariamente em causa a competência das pessoas nomeadas, mas levantam dúvidas sobre a igualdade de oportunidades para profissionais qualificados provenientes de Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Sal, Boa Vista, Maio, Fogo e Brava.
Nas redes sociais, cresce a pergunta: “As outras ilhas servem apenas para votar?”
Para os críticos, Cabo Verde não pode falar de coesão territorial e combate às assimetrias regionais enquanto as principais funções de direção continuam concentradas, maioritariamente, na ilha de Santiago.
As nomeações são da responsabilidade do Governo e devem privilegiar o mérito, a competência e a experiência. Contudo, os cidadãos defendem que também é necessário reconhecer a existência de quadros capacitados em todas as ilhas e que a Administração Pública deve refletir melhor a diversidade nacional.
A polémica reacende um debate antigo: estará o talento distribuído por todo o arquipélago a ser devidamente valorizado ou a origem e a proximidade aos centros de decisão continuam a pesar nas escolhas?
O Governo deve explicar os critérios utilizados nas nomeações e garantir maior equilíbrio entre as ilhas?