24/12/2025
Akwá jogou 80 vezes e marcou 40 golos ao serviço dos Palancas Negras
Chegou a Portugal em 1994 para representar o Benfica e desde cedo foi comparado a Eusébio, jogou ao lado de figuras como Preud’homme, Caniggia, João Vieira Pinto e Mozer, conheceu Luís Filipe Vieira no Alverca.
Em entrevista, Akwá fala sobre a sanção imposta pela FIFA que o impede de exercer cargos no futebol, passa a carreira em revista, recorda o episódio em que Graeme Souness lhe perguntou se era melhor que Maradona, fala sobre a atualidade do futebol angolano e explica o que tem faltado aos Palancas Negras para replicarem os feitos alcançados pela sua geração.
É inevitável não começar esta entrevista por aqui. Lembra-se de tudo o que aconteceu a 8 de outubro de 2005?
AKWÁ - Lembro-me perfeitamente de quase tudo que aconteceu no dia 8 de outubro de 2005. Foi um dia super agitado para todos nós, a tensão de certeza que estava acima do normal, pela importância do jogo e porque pela primeira vez na história da qualificação para um Mundial, só dependíamos de nós. Tínhamos sido alertados do jogo de bastidores que seríamos alvo, pois a Nigéria também estava à espreita e, no caso de um deslize nosso, eles seriam os beneficiados.
Lembro-me que quando chegamos no Estádio Amahoro e, ao entrarmos para o estádio, tivemos que ser revistados a pente fino, como fossemos marginais. Tivemos que tirar a roupa toda e só passámos de roupa interior pelo aparelho do raio X que havia no campo. As nossas pastas foram altamente revistadas por pessoas com um tom ameaçador, coisa nunca vista em todos os anos que joguei futebol. Mas felizmente já estávamos preparados para tudo e aquele comportamento da polícia ruandesa"